O setor imobiliário brasileiro indicou um decréscimo de 42,86% em relação ao primeiro trimestre do ano passado e foi um dos responsáveis pela quebra nas operações de fusões e aquisições de acordo com uma pesquisa realizada pela KPMG. No total, entre janeiro e março, registraram-se 8 transações, enquanto em 2024 as operações já constavam somavam 14 neste mesmo período.
Para este ano, o setor indicou transações em 7 operações domésticas e 1 operação CB5, que consiste em empresas de capital majoritário estrangeiro adquirindo, de brasileiros, capital de empresa estabelecida no exterior.
Apesar do cenário negativo, especialistas mantêm alguma esperança numa recuperação mais à frente. “O recuo nas transações do setor imobiliário reflete um momento de maior cautela por parte dos investidores, resultado de um ambiente econômico desafiador e da instabilidade nos mercados. No entanto, acreditamos que, com a retomada da confiança e possíveis ajustes nas taxas de juros, há margem de melhora”, avalia o sócio da KPMG, Juan Diaz.
Cenário brasileiro: apesar da desaceleração em Fusões e Aquisições, setor tem potencial para se recuperar
As empresas brasileiras realizaram 330 operações de fusões e aquisições no primeiro trimestre deste ano. No entanto, o ritmo desacelerado da economia contribuiu para uma queda significativa no setor imobiliário.
“A KPMG demonstrou com sua pesquisa que houve uma desaceleração no ritmo de compra e venda das empresas no país se levarmos em conta os mesmos meses de 2024 no setor imobiliário. Esse cenário foi influenciado pelo cenário macroeconômico e pelas incertezas no mercado. No entanto, acreditamos que, com a retomada da confiança e possíveis ajustes nas taxas de juros, há espaço para uma recuperação gradual ao longo do ano”, analisa o sócio da KPMG, Paulo Guilherme Coimbra.
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