Mercado de escritórios de alto padrão em São Paulo entra em fase mais seletiva no segundo trimestre de 2026

Estudo da Cushman & Wakefield mostra que a absorção líquida ficou em -4.170 m², enquanto ativos de maior qualidade continuaram sustentando os preços e a demanda

O mercado de escritórios de alto padrão em São Paulo entrou em uma fase mais seletiva no segundo trimestre de 2026. De acordo com o estudo MarketBeat Office Q2 2026, da Cushman & Wakefield, a absorção líquida encerrou o período em -4.170 m², interrompendo a sequência de resultados positivos registrada ao longo de 2025 e no início deste ano. O desempenho foi influenciado principalmente pela devolução de área por uma grande empresa do setor financeiro, embora a demanda por edifícios corporativos de alta qualidade tenha permanecido presente em diferentes regiões da cidade.

Mercado segue saudável, mas mais criterioso

Para a Cushman & Wakefield, o trimestre marca uma mudança no perfil do mercado, que passa a refletir um ambiente mais seletivo. Movimentos de consolidação de operações e otimização dos espaços corporativos começaram a exercer maior influência sobre a dinâmica de ocupação, enquanto empresas continuam priorizando ativos modernos, bem localizados e de maior padrão construtivo. Regiões como Chucri Zaidan, Berrini, Faria Lima e Chácara Santo Antônio concentraram saldo positivo de absorção líquida, evidenciando que a procura por ativos de qualidade segue consistente.

Ativos premium continuam sustentando os preços

Mesmo com o arrefecimento da demanda no trimestre, o preço médio pedido voltou a subir e encerrou o período em R$ 148,25/m²/mês, revertendo a queda observada no início do ano. Segundo o estudo, esse movimento demonstra que os ativos de maior qualidade continuam sustentando níveis elevados de aluguel, especialmente nas regiões mais consolidadas. Faria Lima permaneceu como o mercado mais valorizado, com preço médio de R$ 293,08/m²/mês, enquanto Vila Olímpia e Pinheiros registraram as maiores valorizações do trimestre.

Vacância aumenta, mas permanece abaixo dos níveis de 2025

A taxa de vacância encerrou o trimestre em 11,40%, registrando leve aumento em relação ao primeiro trimestre de 2026. De acordo com a Cushman & Wakefield, o movimento reflete principalmente a devolução de espaços observada no período, mas permanece abaixo dos níveis registrados ao longo de 2025. O relatório destaca que o mercado continua apresentando fundamentos sólidos, apesar da desaceleração temporária na dinâmica de ocupação.

Novo estoque deve ampliar a competição no segundo semestre

Sem novas entregas no segundo trimestre, o estoque permaneceu estável. No entanto, a Cushman & Wakefield projeta uma concentração de novos empreendimentos ao longo da segunda metade do ano, principalmente nas regiões de Chucri Zaidan, Chácara Santo Antônio, Itaim, Rebouças, Pinheiros e Faria Lima. A expectativa é de que esse movimento aumente a competitividade entre os empreendimentos e estimule a migração das empresas para edifícios mais modernos, embora parte relevante da nova oferta já esteja comprometida por contratos de pré-locação.

O segundo trimestre mostra um mercado mais seletivo, mas que continua sustentado por fundamentos sólidos. A absorção líquida negativa foi consequência de um movimento específico de devolução de áreas, enquanto a demanda por edifícios de alto padrão permaneceu presente em diferentes regiões da cidade. Ao mesmo tempo, os ativos mais qualificados continuam sustentando os níveis de preços, e a chegada de novos empreendimentos ao longo do segundo semestre deve ampliar a competição e acelerar a migração para edifícios mais modernos e eficientes”, afirma Dennys Andrade, Head de Market Research & Business Intelligence da Cushman & Wakefield

Destaques do 2T26 – Market Beat Cushman & Wakefield Office SP

Taxa de vacância: 11,40%

Absorção líquida: -4.170 m²

Absorção bruta: 38.606 m²

Preço médio pedido: R$ 148,25/m²/mês

Novo estoque entregue: 0 m²

Estoque em construção: 384.508 m²

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