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Grupo Lopes cresce 48% no primeiro trimestre de 2021

O desenvolvimento da plataforma digital Lopes Labs é prioridade para a Companhia que já atingiu 1 milhão de sessões em março passado, representando crescimento de mais de 230% em relação ao mesmo período de 2020

O Grupo Lopes Brasil (LPSB3), líder no mercado imobiliário e uma das empresas mais admiradas do país, apresentou uma evolução positiva nas intermediações próprias (VGV Intermediário) no primeiro trimestre de 2021 de R$ 750 milhões, o que representou crescimento de 48% em comparação ao mesmo período do ano passado, anuncia o presidente da Companhia, Marcos Lopes.

Esse resultado foi impulsionado pela performance das operações de financiamento imobiliário da CrediPronto, joint-venture da Lopes e Banco Itaú. O volume de originação da Credipronto atingiu o valor de R$ 1,4 bilhão no primeiro trimestre de 2021, representando crescimento 177% superior quando comparado com janeiro a março de 2020. Esse resultado está em linha com o excelente desempenho da empresa no ano passado ao atingir volume de financiamento da ordem de R$ 3 bilhões, alta de 83% em relação a 2019. Em 2020, o total de contratos financiados foi de 9 mil, representando aumento de 81% em comparação com ano anterior. Em 2020, a CrediPronto obteve crescimento de 86% enquanto o mercado de crédito imobiliário encerrou o exercício com alta de 60%, de acordo com dados da ABECIP.

A mesma tendência de alta foi observada no segmento de franquia de lojas. Nos três primeiros meses de 2021, a Rede Lopes alcançou VGV Intermediário de R$ 1,19 bilhão, aumento de 68% em comparação ao mesmo período do ano passado. Esse crescimento nas intermediações de vendas de imóveis sinaliza a consolidação do modelo de negócio com foco na construção de uma rede de franquia nacional no segmento imobiliário, que permite maior velocidade e melhor atendimento aos consumidores do mercado secundário. “Estamos bastante satisfeitos com a consistência desse ambiente de rede, presente em todos os mercados imobiliários maduros no mundo, mas que sempre foi muito desafiador de se aplicar no Brasil”, assinala Marcos Lopes.

Além dos bons resultados relativos ao primeiro trimestre, o Grupo Lopes projeta um pipeline de lançamentos de imóveis de R$ 14,1 bilhões em 2021. Desse total, R$ 7,4 bilhões são relativos à participação direta da Companhia nos empreendimentos. Segundo Marcos Lopes, esse dado representa crescimento da ordem de 62% em 2021 em comparação ao volume lançado no ano passado, e reflete um ambiente mais otimista do mercado”.

Após o momento mais crítico provocado pela pandemia, o Grupo Lopes vem observando uma melhora gradual no mercado imobiliário, principalmente com a retomada dos lançamentos, que foram fortemente impactados no primeiro semestre do ano passado. Os resultados observados pela Companhia no quarto trimestre de 2020 foram uma combinação de recuperação no mercado primário através das operações próprias, recorde de intermediação nas operações franqueadas e excelente desempenho também da CrediPronto. Dessa forma, os resultados no período foram sólidos em todas as frentes de negócios.

As vantagens competitivas da Lopes são representadas pela alta capilaridade, força comercial e diversificação de produtos oferecidos. Conta com uma estrutura composta por 120 lojas próprias e cerca de 10.000 corretores associados distribuídos em 9 Estados e no Distrito Federal, além do portal na internet que recebe a cada ano mais de 15 milhões de acessos únicos.

No acumulado do ano passado, o Grupo Lopes atingiu VGV total de R$ 3,8 bilhões e Ebtida de R$ 58,8 milhões – aumento de 48% em relação ao ano anterior. Com o resultado, a empresa registrou em 2020 um lucro líquido de R$ 8,7 milhões.

Plataforma Digital

As iniciativas digitais permanecem estratégicas para o Grupo Lopes, tendo registrado uma evolução relevante em indicadores de tráfego e geração de leads, principalmente na geração de leads orgânicos vindos do portal, reforçando a relevância da marca Lopes no mercado imobiliário.

O número de visitantes da nova plataforma digital do Grupo Lopes alcançou aproximadamente 1 milhão de sessões em março de 2021 contra 300 mil do mesmo período de 2020, representando crescimento de mais de 230%. A nova versão do portal da Lopes foi lançada no final de julho do ano passado e a evolução de sessões nos últimos sete meses atingiu alta de 130%.

Já o número de visitas no Portal da Lopes e no Blog cresceu 258% quando comparamos o 4T20 com o 4T19, o que indica a existência de mais pessoas acessando o principal canal digital do Grupo. A taxa de conversão desses visitantes em leads, ou seja, clientes que geram um contato para falar com nossos corretores associados, cresceu 0,34 p.p. no mesmo período, 4T20 versus 4T19.

Mais pessoas visitando o portal da Lopes, combinado com uma melhor taxa de conversão, permitiu crescer 339% o volume de leads originados, quando comparamos 4T20 com 4T19. Leads são o principal combustível para as operações da empresa e seus corretores associados.

Segundo a ferramenta SEMrush, o portal saltou de 5.800 para 33.000 palavras-chave sobre o tema “mercado imobiliário” após a “virada” do site, um crescimento de quase cinco vezes, transformando o Grupo Lopes num dos Top 3 do Google no segmento imobiliário no Brasil.

Essas métricas digitais, afirma Marcos Lopes, “demonstram que foi correta a decisão do Grupo Lopes em investir em inovação e tecnologia para desenvolver sua plataforma digital. Apesar do curto espaço de tempo para que os projetos comecem a dar retorno, já é perceptível sua importância”.

Com parte do aporte de R$ 147 milhões captados junto ao mercado em 2019, a empresa criou o Lopes Labs, braço digital formado por um time de 120 colaboradores especialistas em Inovação/TI, Planejamento e Marketing que atuam como uma rede de inteligência conectada em todo o país. “A decisão de constituir o Lopes Labs foi um passo importante para viabilizar o processo de transformação digital da empresa, reforçando nosso posicionamento como referência no mercado imobiliário”, salienta o presidente da Lopes.

Vale destacar que a Lopes possui um grande ativo: a base de dados, que permite trazer inteligência à operação e melhorar a experiência dos públicos envolvidos. A empresa conta com uma base aproximada de 9 milhões de clientes, 265 mil imóveis cadastrados com atualização constante e sem duplicidade, e um histórico de décadas de transações realizadas no mercado imobiliário brasileiro. “Através da inteligência de dados, estamos desenvolvendo alguns algoritmos que nos ajudam a ser mais eficientes no momento de fazer o “tri-match” entre cliente, imóvel e corretor”, assinala Marcos Lopes.

Na sua opinião, a Companhia conseguimos avançar bem sua transformação digital. Desde o final de 2020 a empresa deu início ao processo de transformação baseado em inteligência artificial (AI Trasformation), extraindo resultados a partir dos dados e do constante feedback de nossos usuários (cliente final, incorporador, proprietário, corretor e franquia).

Alguns exemplos de iniciativas baseadas em inteligência artificial que começaram no final do ano passado são o Lopes Avalia e a Oferta Ativa Inteligente. No Lopes Avalia já foi entregue para algumas de nossas franquias em São Paulo e seus corretores associados, um sistema que irá ajudar corretor e proprietário a definirem o preço certo para cada imóvel, baseado no histórico de 15 anos de dados que temos em nossa base, o que aumenta as chances de venda do imóvel. Essa avaliação tende a ficar melhor a cada nova venda que é feita e os novos dados são avaliados pelo algoritmo.

Yuca inaugura projetos de edifícios em parceria com incorporadoras

A Yuca, startup que oferece soluções de moradia de ponta a ponta, em parceria com a Engetécnica, incorporadora com mais de 2 milhões de metros quadrados construídos ao longo de seus 47 anos, vai lançar seu primeiro full building, edifício cuja construção está sendo parcialmente financiada pela Yuca e que será majoritariamente operado pela proptech para locação. O projeto consiste em um novo modelo de financiamento para incorporadoras de pequeno e médio porte, onde a Yuca viabiliza a obra e a acelerar as vendas, oferecendo diversificação nos modelos de moradia disponíveis para seus inquilinos e aumentando a rentabilidade do negócio.

As duas empresas uniram seus conhecimentos no desenvolvimento do prédio com novo conceito para a cidade de São Paulo. A Yuca adquiriu 21 unidades do edifício através de seu fundo de investimento imobiliário (YUFI11), investindo R﹩12 milhões em compra e reforma para transformá-las em apartamentos Yuca. Além do gerenciamento das próprias unidades, a proptech também está a cargo de administrar a locação de outras 18 unidades de propriedade da Engetécnica por um período de 60 meses, totalizando 39 unidades e 53 quartos sob gestão. Nesses casos, a Engetécnica também entra com um investimento de R﹩1 milhão para adaptar os apartamentos ao modelo Yuca. Este formato de operação centralizada em edifícios com a identidade padronizada da Yuca possibilita maior eficiência operacional, resultando em obras de até 3 meses para os imóveis, e na compra de materiais até 30% mais baratos.

Baseada em suas constantes análises estatísticas, a Yuca levantou dados essenciais de mercado para a concepção do novo modelo de full building, desde detalhes na construção do edifício, até as principais características que os apartamentos precisam ter para oferecer uma experiência de moradia de qualidade aos novos moradores por um pacote mensal justo: “Com esse projeto, expandimos a possibilidade de fazer parcerias com incorporadoras, representando uma boa rentabilidade para os investidores, além de diversificar os produtos que oferecemos para os inquilinos e proprietários”, comenta Rafael Steinbruch, head de Real Estate e co-founder da startup.

A parceria apostou na Vila Madalena, um dos bairros mais efervescentes da cidade, para o primeiro lançamento de unidades em grande volume da Yuca. Além das comodidades comuns a condomínios modernos, como academia, salão de jogos e lavanderia, o projeto investiu em um propósito que reúne sustentabilidade e conforto. O edifício conta com energia renovável, composteira, horta coletiva, grab and go (loja express com gastronomia de qualidade) e é pet friendly. Embalado pela da atmosfera cultural da região, o prédio fomenta produções locais com design 100% brasileiro, viabilizado pela Galeria Yuca, que incentiva artistas independentes, custeando a produção de quadros para decorar as unidades e os espaços comuns. As unidades entram em operação no segundo semestre de 2022 e a proptech prevê de 4 a 6 meses para ter as 39 unidades locadas. “Ao apostar no modelo full building, pretendemos expandir para o Brasil inteiro e eventualmente para América Latina. Com um conceito de moradia de qualidade e a longo prazo, o intuito é disponibilizar esse privilégio para a maior quantidade de pessoas possível”, pontua Paulo Bichucher, COO e co-founder da Yuca.

Como em todas as moradias sob gestão da Yuca, os serviços oferecidos traduzem a proposta da proptech com residências de qualidade e soluções descomplicadas de moradia. As unidades serão entregues prontas para morar, reformadas, equipadas e mobiliadas. Além disso, os moradores pagam um pacote fixo de aluguel, que contempla condomínio, IPTU, contas de água, luz e gás, incluindo internet, manutenção constante e limpeza dos quartos. “Não somente uma casa, a Yuca oferece moradia e a experiência de um lar a novos habitantes de São Paulo, com conforto e democratização, buscando levar essa experiência para cada vez mais pessoas”, finaliza Eduardo Campos, CEO e co-founder da proptech.

Vitacon segue aquecimento do mercado de construção civil e planeja contratar 700 trabalhadores em 2021

Seguindo a tendência de alta na geração de empregos no setor de construção civil, a Vitacon , incorporadora imobiliária que trabalha com o propósito de reinventar a cidade, planeja contratar 700 pessoas em 2021. Em 2020, a empresa fez 874 contratações. Essa força de trabalho foi essencial para manter o cronograma de lançamentos da empresa, que já teve três novos prédios finalizados no início deste ano e prepara mais quatro que devem ser lançados até dezembro.

Apesar das incertezas da economia e a maior queda anual do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, que registrou decréscimo de 4,1% em 2020, em 2020, o setor de construção civil não parou e continuou gerando empregos. Segundo a mais recente Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no fim do ano passado, o segmento foi o que registrou a maior alta em contratações, com 10,7%, com 574 mil novas oportunidades de trabalho.

Diante do cenário positivo, a Vitacon alcançou R﹩ 1,35 bilhão no VGV (Valor Geral de Vendas), em 2020. Para atingir esse resultado, a empresa apostou em multicanais de atendimento para fortalecer a experiência do consumidor. Com ampla presença digital, a companhia registrou 76% de vendas online, sendo que 60% dos compradores nunca visitaram um stand de vendas para efetuar a compra.

“2020 foi um ano muito desafiador em todos os sentidos, mas conseguimos alcançar excelentes resultados. Apesar de totalmente atípico por conta da pandemia, cumprimos o planejamento dos empreendimentos previstos que resultaram em um lucro líquido projetado de 90 milhões, sendo um ROE (retorno sobre o patrimônio) de 19%. Agora seguimos com o nosso planejamento para acelerar o nosso crescimento, garantindo que 2021 traga mais resultados positivos”, explica Ariel Frankel, CEO da Vitacon.

Conceito

Todos os lançamentos da Vitacon são preparados para atender as mudanças de hábito provocadas pela pandemia e que devem permanecer no futuro. Os empreendimentos são entregues com espaço coworking pro, totalmente equipado com TV, impressora, cabo de rede, internet, salas de reunião e operação com parceiro em formato de pay-per-use. Além disso, há a oferta de serviços plugados dentro dos prédios, preparados para receber todos os serviços de aplicativos, como Ifood, Singu, lavanderia operada pela OMO, ferramentas compartilhadas com Leroy Merlin, bike sharing com Lev e muito mais.

De outubro de 2020 até o momento, a Vitacon entregou os empreendimentos ON Augusta ON Brooklin ON Jurupis ON Domingos de Morais, VN Vergueiro VN Apiacás VN Melo Alves .

Distorção no reajuste dos aluguéis de lojistas na pandemia necessita de uma revisão urgente, avalia especialista

A Fundação Getulio Vargas (FGV) tem estudado a criação de um novo indicador para substituir o Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) na base de cálculo dos contratos de aluguel no país. Ao mesmo tempo, o Núcleo de Assessoria Legislativa do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) emitiu recentemente uma nota técnica para sugerir a substituição do IGP-M pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) no reajuste de aluguéis.

Para Daniel Cerveira, consultor jurídico do Sindilojas-SP e sócio do escritório Cerveira, Bloch, Goettems, Hansen & Longo Associados Advogados Associados, os números demonstram a distorção que lojistas e comerciantes têm sofrido ao tentar preservar os negócios na crise sanitária. “É evidente que os indexadores da família dos IPCs são os indicados para amparar os reajustes, além de serem mais estáveis. Ou seja, além da queda vertiginosa das vendas por força do lockdown, os comerciantes enfrentam desafios que envolvem o aumento do aluguel em torno de 30% por conta dos reajustes com base no IGPs”, avalia.

Desde o ano passado, os reajustes do IGP-M têm sido mais elevados que o IPCA-15. A tendência se acentuou no segundo semestre, com um aumento acumulado de 24,52% e 4,22%, respectivamente. Nos últimos 12 meses concluídos em março, o IGP-M acumulou uma alta de 31,12% em meio à pandemia e à desvalorização cambial.

Na opinião do especialista, ainda é urgente que seja criada uma política nacional de auxílio para lojistas e comerciantes. “Incrivelmente, até o momento, não foi realizada nenhuma política pública voltada para estes agentes econômicos, lembrando que eles são responsáveis por uma grande parte dos empregos no Brasil. É imperioso que, como o ocorreu no início da crise sanitária, sejam criados mecanismos que compensem os comerciantes pelos prejuízos gerados pela pandemia”, defende.

Projeto que limita reajuste de aluguéis ao IPCA traz prejuízos ao mercado imobiliário, diz Abrainc

A Câmara dos Deputados aprovou no dia 7/4, por maioria de votos, o regime de urgência para o Projeto de Lei 1026/21, que determina o uso do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para a correção dos contratos de aluguel residencial e comercial. Atualmente, a Lei 8.245/91 prevê o uso do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), cuja taxa acumulada nos últimos 12 meses está em 31,1 %. Com a aprovação da urgência, o projeto poderá ser votado nas próximas sessões do Plenário.

A Abrainc (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias) considera que o PL pode trazer impactos negativos ao mercado imobiliário ao desestimular os investimentos no setor. Para entidade, o IPCA reflete a inflação do consumidor, ao qual é calculada por meio da cesta de consumo das famílias, e não está relacionada a negócios. Dessa forma, o IPCA é um índice indicado para ajustes salariais e não para aluguéis.

“Esse tipo de intervenção no mercado traz insegurança jurídica para os investidores, afetando proprietários de imóveis, fundos imobiliários e demais instrumentos lastreados em recebíveis imobiliários”, comenta Luiz França, presidente da entidade. O executivo acrescenta, ainda, o fato de que os investimentos sempre foram feitos tendo como expectativa o retorno pelo IPG-M, e uma eventual mudança impactará na falta de incentivos para o investidor.

De acordo com dados levantados pela Abrainc, existem no Brasil cerca de 12 milhões de moradias alugadas, sendo que 75% dos locatários têm apenas um imóvel e o utilizam como fonte de renda para sobreviver. Em relação aos fundos imobiliários, existem atualmente mais de 200 fundos listados com cerca de 760 mil investidores como pessoas físicas, que dependem do pagamento de aluguel como complemento de renda. Outro dado nos mostra que o total de investimento na aquisição de imóvel como renda – incluindo escritório, imóvel industrial, shopping e hotéis – bateu a marca de R﹩ 23 bilhões em 2019.

Para Luiz França, tornar o mercado imobiliário menos interessante ao investidor acarreta em uma série de prejuízos em outras áreas. “Se as vendas caírem, por exemplo, teremos uma menor geração de impostos e queda no número de trabalhadores da construção civil – uma das áreas que mais emprega no País”, afirma. “O mercado está negociando um valor de aluguel adequado, entretanto, esse item precisa ser condicionado à oferta e à demanda, e o desalinhamento do IGP-M não pode ser motivo para intervenção no mercado, pois este já é um índice oficial que rege os contratos firmados.”

O presidente da entidade defende a livre negociação entre o inquilino e o locador diante de um processo de renegociação do aluguel. “Esse é o melhor caminho, assim como tem prevalecido nos últimos tempos. Muitos proprietários, inclusive, têm feito concessões por conta dos reflexos da pandemia no cenário econômico, mas o importante aqui é ressaltar que essa decisão cabe às partes envolvidas na negociação”, finaliza Luiz França.

Movimento Construção Saudável promove evento sobre a importância das causa sociais

A presidente da Fundação Toyota do Brasil, Viviane Mansi, e a presidente do Movimento, Fabíola Cecon, falarão sobre as ações efetivas que as empresas precisam liderar

O Movimento Construção Saudável promove o debate “Propósito e Causa – Por que as empresas devem adotar em sua governança as causas sociais?”. O evento acontece em 14 de abril, às 9h30, no InovaBraHabitat e será transmitido ao vivo pela internet. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas aqui .

Com mediação do professor doutor Júlio Cesar Barbosa, diretor executivo do Movimento Construção Saudável, Viviane Mansi, presidente da Fundação Toyota do Brasil, Fabiola Vasconcelos Cecon, presidente do Movimento Construção Saudável, e Jorge Cardoso, vice-presidente do Movimento Construção Saudável, conversam sobre a importância de adotar causas sociais, os problemas de saúde causados pelos alergênicos e a importância do ensino sobre impermeabilização para os profissionais de arquitetura e engenharia.

O painel sobre Saúde e Educação será mediado por Danilo Pastorelli, mestre em economia e sócio-proprietário da Invictus desenvolvimento humano. Ele conduzirá a discussão sobre os pilares que sustentam a causa impermeabilização é saúde, a relação entre educação e saúde e o comportamento humano como foco de mudanças efetivas para a conscientização da sociedade, com a participação de Fábio Soares, engenheiro Civil, doutorando e pesquisador CNPq.

Em consonância com o ODS 3 (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável), Boa Saúde e Bem-estar, da ONU (Organização das Nações Unidas), o Movimento Construção Saudável assumiu um grande compromisso com a sociedade brasileira: de propiciar qualidade de vida pela adoção de conceitos fundamentais ao conhecimento e à prática da impermeabilização como fator de melhoria da saúde. “O objetivo do Movimento é sensibilizar diretores, gerentes de marketing e sustentabilidade sobre a importância da nossa causa. No evento, falaremos sobre como a união entre educação e tecnologia podem trazer benefícios à saúde humana. Como o comportamento humano é um desencadeador de novos valores sociais e a tecnologia para a disseminação em larga escala de conceitos e práticas para a construção saudável”, conta Fabiola.

Viviane acredita que as causa sociais devem fazer parte do propósito de uma empresa. “No Brasil, temos uma alta demanda social, são muitas questões que precisam ser melhoradas e que necessitam de um olhar das empresas. Não consigo imaginar uma empresa que sobreviva sem considerar seu impacto na sociedade. É nosso dever contribuir para resolver grandes questões sociais, mais do que vender produtos, temos que ter uma atuação social. É impossível ignorar o ambiente em que vivemos e as questões sociais do país. Tudo está conectado e é nosso dever nos perguntarmos como podemos fazer parte da solução”.

Conheça os palestrantes:

• Fabiola Vasconcellos Cecon

Fabiola é presidente do Movimento da Construção Saudável e diretora da Mactra indústria de impermeabilizantes. Formada em Arquitetura pela PUC (Pontifícia Universidade Católica) Campinas, Fabíola tem extensa experiência no segmento. Há mais de 20 anos na Mactra, foi dela a ideia de criar um movimento em prol da conscientização sobre a importância da saúde das construções e daqueles que vivem nelas.

• Viviane Mansi

Viviane é presidente da Fundação Toyota do Brasil, diretora de Comunicação, Relações Públicas e Sustentabilidade da América Latina da Toyota do Brasil e conselheira na revista HSM Management. Formada em Relações Públicas e mestre em Comunicação pela Faculdade Cásper Líbero, possui especialização em Gestão de Pessoas e Liderança Organizacional pela Fundação Dom Cabral.

• Jorge Luiz Cardoso

Jorge Luiz Cardoso é vice-presidente do Movimento Construção Saudável e diretor da Sika. Formado em Engenharia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, está há mais de 30 anos na multinacional Suíça.

• Júlio Cesar Barbosa

Julio é o diretor executivo do Movimento Construção Saudável. Profissional do ano em Relações Públicas em 2019, é doutor em Ciências da Comunicação pela ECA, USP (Universidade de São Paulo). Professor há 26 anos, com passagens pelas faculdades Cásper Líbero, Centro Universitário Belas Artes, FGV (Fundação Getúlio Vargas como convidado) e Universidade São Judas, já conquistou mais de 100 prêmios acadêmicos como orientador de projetos. Em 2019, ficou em primeiro lugar no APP Brasil campanhas universitárias da Associação Paulista de Publicidade.

• Fabio Soares

Fabio é engenheiro civil, mestre, doutorando, pesquisador CNPq e integrante no grupo de pesquisa Observatório das Metrópoles São Paulo. Atua nas áreas de Pesquisa acadêmica sobre Habitações Precárias e Inadequadas, Construções Sustentáveis, Cidades Inteligentes, Mercado Imobiliário e Novas Arenas Multiuso (estádios e arenas). É coordenador e docente dos cursos de Engenharia, Tecnologia e Química no Centro Universitário das Américas – FAM.

• Danilo Pastorelli

Danilo é mestre em economia e sócio-proprietário da Invictus desenvolvimento humano.

Êxodo urbano: mais de 1,3 milhão de famílias brasileiras pretendem migrar para o campo

O isolamento social criou uma nova tendência no setor imobiliário. Muitos brasileiros, na tentativa de sair dos grandes centros, estão se mudando da cidade para casas de campo. Com isso, a procura por imóveis na área rural tem aumentado de maneira expressiva, principalmente, em locais próximos às cidades com melhor infraestrutura, pois favorece o consumo de produtos e serviços do dia a dia.

Estudo realizado pela Datastore traz números que comprovam o fortalecimento do setor, refletindo o desejo dos brasileiros na aquisição de imóveis no campo em diversas partes do país. Considerando o período de 24 meses, 2.751.096 famílias querem adquirir um imóvel. Quando analisada a tomada de decisão no curto prazo de 12 meses, essa intenção passa de 791,1 mil para 1,32 milhão. “Isso representa o incremento de 529,4 mil famílias interessadas em comprar propriedade na zona rural em 2021, um aumento de 66,9%”, ressalta Marcus Araujo, CEO e fundador da Datastore.

O resultado da pesquisa leva a crer que esse crescimento na intenção de aquisição de imóvel está relacionado ao cenário de pandemia. “Trata-se de uma re-interiorização do Brasil, na qual as pessoas capitalizadas estão buscando locais com menos aglomerações e mais contato com a natureza, mas com fácil acesso à internet, onde possam manter suas atividades profissionais a distância, explica Marcus Araujo.

O movimento de migração vem acontecendo em todo o Brasil. Segundo o CEO da empresa, a procura por esses imóveis têm sido por famílias com renda acima de seis mil reais. Além da busca por mais qualidade de vida, existem outras razões que colaboram com o interesse de grande parte da população em viver no campo, como o fato de as taxas de juros estarem no menor nível da história para crédito imobiliário, mantendo o setor aquecido.

Shoppings centers se reinventam durante a pandemia

A pandemia do Coronavírus e as medidas de distanciamento social fizeram com que todos precisassem se adaptar a uma nova forma de existir no mundo. Por isso, ao longo do último ano, os shoppings centers e o comércio também tiveram que inovar e buscar formas de fazer sua parte na luta contra o vírus. 

Apesar da perda de faturamento durante o fechamento dos shoppings, lojistas e administradores trabalharam em conjunto para desenvolver estratégias para a manutenção das lojas e dos serviços oferecidos: “Nunca antes vi com tanta clareza essa união entre lojistas e shoppings a fim de superar obstáculos”, diz Maurício Romiti, diretor financeiro e administrativo da Nassau Empreendimentos, empresa que atua há quase 30 anos na gestão e administração de shoppings centers em todo o Brasil.

O especialista destacou algumas boas iniciativas, como a participação dos shoppings nas campanhas de testagem e imunização da população, e a inovação e criatividade para oferecer novas opções de entretenimento, como os cinemas drive-in. O uso da tecnologia para aprimorar a experiência de compra dos consumidores também se intensificou ao longo do último ano.

Confira outras boas ideias que os shoppings colocaram em prática durante a pandemia: 

1. Campanhas de vacinação

Com a necessidade de facilitar o acesso da população aos testes rápidos e, mais recentemente, à vacinação contra a Covid-19, shoppings centers em diversas cidades das cinco regiões brasileiras se mostraram pontos estratégicos para a aplicação da imunização e realização de testagens. Seguindo todos os protocolos, o atendimento é realizado em sistema drive-thru.

“Os shoppings são locais estratégicos para o acesso da população aos postos de vacinação. Com a instalação de pontos drive-thru, é possível realizar testes rápidos, como fez o Shopping Eldorado, de São Paulo”, aponta Maurício.

2. Cinema drive-in

Os estacionamentos dos shoppings, antes tão movimentados, se viram de repente esvaziados. Ao transformar esse espaço em cinemas a céu aberto, os shoppings trazem uma novidade inspirada nos antigos drive-ins americanos e contribuem para gerar, além de uma opção de entretenimento segura e confortável, um vínculo com a comunidade.

“Vimos muitos drive-ins surgirem durante a pandemia. Pessoas se organizaram para realizar casamentos, shows e até mesmo apresentações de comédia stand-up. Nos shoppings, um movimento natural foi usar os espaços como cinemas. Essa foi uma forma muito inteligente de continuar lucrando com um serviço que é quase exclusivo dos shoppings”, comenta o especialista.

3. Conceito omnichannel

A internet já faz parte do dia a dia dos brasileiros há anos, mas a pandemia mostrou que essa é uma ferramenta poderosa no relacionamento entre consumidores e empresas. O digital hoje é um caminho sem volta, e o uso de canais alternativos de venda e de mídias online para a comunicação entre lojistas e o público se intensificou no último ano. O conceito omnichannel, estratégia de uso simultâneo e interligado de diferentes canais de comunicação com o objetivo de estreitar a relação entre o online e o offline.

“É fato que o varejo online nunca substituirá a importância da loja física. Mas a digitalização de tudo, até mesmo de nossas relações, fez com que as pessoas mudassem a forma como interagem entre si e com as empresas, e impôs o investimento na alternativa complementar das compras digitais. O omnichannel é um caminho sem volta, até mesmo após a vacinação e reabertura dos shoppings”, diz Maurício.

4. Marketplaces

A criação de marketplaces, e-commerces que reúnem diversos lojistas em um único site, transformou os shoppings em um espaço virtual onde as compras podem ser feitas online, em um único carrinho, sem que o consumidor precise sair de casa e da loja.

“Essa foi uma inovação que quebrou um paradigma de mercado.Os lojistas das lojas acabaram migrando para marketplaces, ambiente que oferece uma solução pronta para as vendas. Desta forma, os comerciantes podem continuar atendendo os clientes e consequentemente continuarem lucrando durante este difícil período”, explica o especialista.

5. Campanha #VaiDarCerto

Transmitir mensagens de esperança e otimismo é essencial em momentos de dificuldade. Durante a pandemia, inúmeros empreendimentos participaram da campanha online #VaiDarCerto, fazendo publicações em redes sociais para difundir uma corrente do bem entre os shoppings centers.

“Um de nossos projetos, o Shopping Center 3, de São Paulo, participou da campanha com postagens nas redes sociais, e convidou empreendimentos de outras cidades para integrarem a corrente. A união faz a força e, por mais difícil que a situação esteja no momento, é importante lembrar que vai dar certo no final”, complementa Maurício.

BORGES 3647, da Cité Arquitetura, explora vistas para o Cristo Redentor e paisagem da lagoa Rodrigo de Freitas

O projeto do Edifício Borges 3647, da Cité Arquitetura, adotou como premissas a valorização das vistas – de alguns pontos do prédio pode se enxergar o Cristo Redentor – e a integração com a paisagem marcante da Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro, um dos locais mais adequados para a contemplação e a prática de exercícios na cidade.
“O edifício se mimetiza na paisagem e, quando você se aproxima, os detalhes são ricos. O desenho se encaixa, visto de dentro, com a delicadeza desse projeto. que se integra de forma potente a partir dos detalhes. Como tem muito vidro, torna a lagoa muito próxima do ‘morar’. Entre a cidade e a paisagem buscamos fundir interior e exterior”, afirma o arquiteto Celso Rayol, sócio da Cité Arquitetura.

Em busca de qualidade das vistas, além da solução de implantação na direção exata do Cristo Redentor, o projeto buscou grandes vãos, em franca aproximação visual com a paisagem circundante, composta também por generosas copas das árvores da rua, elementos usados parar se integrar de forma elegante com o entorno. Ainda em relação ao diálogo com o exterior, a edificação busca através dos seus detalhes interpretar o Skyline da Lagoa, aproveitando os cheios e vazios para emoldurar vistas, como grandes quadros do cotidiano. Se destaca o uso de materiais discretos: além do vidro, uma primeira camada que forma a fachada é composta por concreto e chapas metálicas perfuradas, enquanto uma segunda camada, a das varandas, é composta por perfis de madeira em desenhos assimétricos e variados.

“Usamos concreto aparente em todas as vigas, cimentado que acaba de alguma forma fazendo a textura que parece um chapisco fino. O gradil de alumínio com acabamento amadeirado e o cinza perolizado das esquadrias formam um pano de fundo para tudo, conferindo coesão. O recorte do gradil faz o detalhe especial, com o caminho das linhas percorrendo toda a fachada até a matriz volumétrica e detalhes que finalizam a mesma”, afirma o arquiteto Fernando Costa, sócio da Cité Arquitetura.

O Borges 3647 tem seis andares e é composto por dois apartamentos em cada pavimento tipo, sendo um de três e o outro com dois quartos. Nas plantas, o posicionamento de banheiros e cozinhas foi pensado de maneira a garantir o maior número possível de variações, atendendo as necessidades de transformação da casa ao gosto e necessidades do morador. As unidades do primeiro andar têm jardins privativos, devido a configuração do pavimento de acesso, enquanto as unidades do sexto andar possuem dependências na cobertura com terraços de vista panorâmica.

Este projeto, assim como o Edifício Carmela Dutra e Lygia Reisen, faz parte do Cité Design 360, onde a Cité Arquitetura participa ativamente de todas as etapas de projeto, desde os estudos de viabilidade até a criação do nome do empreendimento, de seu material de divulgação e o projeto executivo.

Inter e Suno se unem para criar o mercado de fundos imobiliários 3.0

Inter Invest e Grupo Suno anunciam parceria estratégica para o desenvolvimento de ações e produtos com o objetivo de trazer mais eficiência e transparência para o mercado de fundos imobiliários.

Como parte desse acordo, a Inter Invest se compromete a distribuir de forma não exclusiva os fundos imobiliários geridos pela Suno Asset pelos próximos 12 meses. Esse movimento é uma resposta à restrição dos maiores players do setor à distribuição de fundos imobiliários em que não coordenaram a oferta pública ou cujas taxas sejam menores às desejadas. Na prática, os clientes da Inter terão acesso garantido aos produtos originados pela Suno Asset independentemente desses dois aspectos.

Outra iniciativa é a co-criação de um fundo imobiliário com padrão ESG (sigla em inglês para governança ambiental, social e corporativa) com a Suno Asset como gestora. O fundo deve ser lançado no terceiro trimestre do ano e a expectativa é captação de R﹩ 1 bilhão para investimentos em energia renovável e reflorestamento. O fundo terá taxas combinadas equivalentes à metade das praticadas pelos grandes players atualmente.

“É preciso unir forças para quebrar o oligopólio de distribuição de produtos financeiros no Brasil e levar o que existe de melhor para o varejo com taxas justas.” destaca Felipe Bottino, head da Inter Invest.

“Muitas emissões de fundos imobiliários têm vindo ao mercado com custos que chegam a 5% do valor total. É possível fazer bons produtos com taxas em torno da metade desse valor. O pior é que, na maioria das vezes, o investidor nem sabe quanto está pagando”, diz Vitor Duarte, diretor de Gestão da Suno Asset.

A ideia da parceria surgiu após o lançamento do programa de cashbacks de ofertas públicas divulgado pela Inter Invest no início do mês. Tiago Reis, fundador do Grupo Suno, e Felipe Bottino, da Inter Invest, identificaram muitas similaridades entre os propósitos das duas empresas e oportunidades para criar uma nova indústria de fundos imobiliários.

Ambas as casas têm atuação reconhecida e bem-sucedida no ramo de fundos imobiliários. De um lado, a Inter Invest conta com mais de 350 mil investidores, ou 10% do total registrado na Bolsa. No outro, a Suno foi uma das primeiras casas de análise a falar sobre esse tipo de ativo e, hoje, é a principal fonte de informação do setor, com mais de 4,5 milhões de seguidores em suas redes sociais e mais de 12 milhões de acessos mensais aos seus diferentes sites dedicados a investimentos.