Com alta de 19,53% em 12 meses até abril, mercado residencial mantém trajetória de valorização; Curitiba se destaca entre as capitais acompanhadas pela ABECIP
O mercado imobiliário residencial brasileiro manteve, em 2026, uma trajetória de valorização acima dos principais indicadores de inflação e dos custos da construção. Segundo o Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial, o IGMI-R, apurado pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança, os preços dos imóveis residenciais avançaram 19,53% no acumulado de 12 meses até abril de 2026.
No mesmo período de referência, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, medido pelo IBGE, acumulou 4,39% em 12 meses até abril, enquanto o Índice Nacional de Custo da Construção – M, calculado pela Fundação Getulio Vargas, registrou alta de 6,28% no acumulado de 12 meses. A diferença entre os indicadores reforça que a valorização dos imóveis residenciais não se explica apenas pela evolução dos custos de materiais, serviços e mão de obra.
O desempenho também evidencia uma mudança relevante na leitura do setor. Em mercados consolidados, especialmente nas regiões mais valorizadas das grandes cidades, a escassez de terrenos, a limitação de novos lançamentos e a demanda por localizações completas exercem pressão sobre os preços finais dos imóveis. Esse movimento favorece empreendimentos em bairros com infraestrutura urbana, liquidez e oferta restrita.
Entre as capitais acompanhadas pelo IGMI-R, Curitiba aparece como um dos destaques de 2026. A cidade acumulou valorização de 7,08% no primeiro quadrimestre e chegou a 29,57% em 12 meses até abril, a maior variação anual entre as capitais listadas no levantamento da ABECIP.
A leitura regional reforça a atratividade de mercados com alta qualidade urbana, oferta limitada em áreas centrais e demanda consistente por imóveis de padrão mais elevado. Em Curitiba, bairros consolidados, com acesso a serviços, mobilidade, áreas verdes, comércio e equipamentos urbanos, concentram parte importante da busca por imóveis residenciais destinados à moradia e à preservação patrimonial.
Para a Plaenge, construtora com atuação no segmento residencial de alto padrão, esse cenário reforça a importância de projetos concebidos a partir da localização, da engenharia e da permanência de valor ao longo do tempo. A companhia desenvolve empreendimentos voltados a públicos que buscam conforto, rigor construtivo, arquitetura qualificada e endereços em regiões consolidadas.
“Em ciclos de maior valorização, o mercado tende a diferenciar ainda mais os imóveis bem localizados, com projeto consistente e qualidade construtiva reconhecida. A compra passa a ser avaliada não apenas pela metragem, mas pelo conjunto formado por endereço, arquitetura, conforto, durabilidade e capacidade de preservação de valor”, afirma Luiz Gustavo Salvático, Diretor Regional da Plaenge em Curitiba.
Além da localização, atributos técnicos ganham relevância na decisão de compra. Soluções de conforto térmico e acústico, eficiência dos espaços, qualidade dos materiais e menor necessidade de manutenção ao longo dos anos tornam-se diferenciais em um mercado no qual o comprador analisa o imóvel como bem de uso, patrimônio e componente de planejamento familiar.
A valorização acima da inflação também amplia o debate sobre o papel dos imóveis residenciais em carteiras patrimoniais. Embora o desempenho varie conforme cidade, bairro, produto e ciclo de mercado, os dados recentes indicam que ativos residenciais em regiões consolidadas continuam exercendo papel relevante na preservação de valor em longo prazo.
Com a continuidade da demanda por localizações qualificadas e a oferta restrita de terrenos em áreas nobres, o mercado imobiliário residencial tende a permanecer seletivo. Nesse contexto, projetos de alto padrão ganham relevância quando unem localização, engenharia, arquitetura e leitura urbana, fatores que contribuem para a permanência do imóvel como ativo de uso e patrimônio.
