Lançamentos residenciais acumulam alta de 10,06% em 12 meses, com Rio de Janeiro e Fortaleza entre os destaques do trimestre
Os preços dos lançamentos imobiliários voltaram a subir acima da inflação da construção no Brasil. É o que revela a sétima edição do Índice de Lançamentos Imobiliários (ILI) do Grupo OLX, que monitora 10 capitais e a Região Metropolitana de São Paulo (excluindo a capital paulista). Elaborado pelo DataZAP, fonte de Inteligência Imobiliária da companhia, o relatório revela que os lançamentos registraram valorização média de 10,06%, no acumulado de 12 meses até o quarto trimestre de 2025, superando com folga o INCC, que avançou 6,17% no mesmo período.
“Esse resultado reforça o movimento consistente de amadurecimento do mercado primário, mesmo em um cenário ainda marcado por cautela macroeconômica. Os números indicam que o setor, não apenas repassou a inflação dos insumos, na média, mas conseguiu gerar ganho real de preço, sustentado por demanda ativa, estratégias mais ajustadas das incorporadoras e posicionamento qualificado dos empreendimentos”, afirma Coriolano Lacerda, Gerente de Inteligência Imobiliária do Grupo OLX.
Considerando apenas o quarto trimestre de 2025, os preços médios dos lançamentos nas regiões monitoradas subiram 2,26%, enquanto o INCC registrou alta de 0,83%. O resultado mostra que o mercado segue resiliente, com desempenho alinhado — e ligeiramente superior — à inflação da construção. O preço mediano do metro quadrado no período ficou em R$ 12.850/m². O Rio de Janeiro lidera como o mercado mais caro entre as regiões analisadas, com preço médio de R$ 19.445/m², seguido por Florianópolis, que registrou R$ 17.707/m².

Rio de Janeiro e Fortaleza puxam altas expressivas
Entre as cidades monitoradas, Fortaleza e Rio de Janeiro se destacaram no quarto trimestre. Fortaleza apresentou um salto de 62,60% nos preços medianos, alcançando R$ 12.936/m². Já o Rio de Janeiro registrou valorização de 35,16% no período. Florianópolis também apresentou crescimento relevante, com alta de 24,85%. Por outro lado, Recife e Porto Alegre registraram retração no trimestre, com quedas de 14,02% e 15,59%, respectivamente.
A cidade de São Paulo, que teve mais de 129 mil unidades lançadas nos últimos 12 meses, apresentou preço médio de R$ 12.784/m² no quarto trimestre. A variação foi de 0,78% no período e praticamente estável no acumulado anual, com +0,12%.
O dado revela dinâmicas distintas por segmento: enquanto os imóveis econômicos registraram alta de 6,78% no trimestre, o segmento médio-alto apresentou retração de 1,28%, sinalizando maior sensibilidade à renda e ao crédito.

Na análise anual, alguns recortes chamam a atenção pela intensidade da valorização. Curitiba liderou no segmento de imóveis econômicos, com alta de 89,01% em 12 meses. Fortaleza apresentou crescimento de 106,17% no segmento médio/alto padrão. Já Florianópolis registrou valorização de 34,85% no segmento de luxo.
Apesar do desempenho positivo na média nacional, Curitiba e Recife apresentaram desvalorização nominal no acumulado de 12 meses, mostrando que o movimento não é homogêneo entre as praças. Além disso, Belo Horizonte, São Paulo e Goiânia tiveram desvalorização real.