Mercado Imobiliário cresce impulsionado pelo Minha Casa, Minha Vida, apontam indicadores ABRAINC-FIPE

Lançamentos no segmento econômico saltam 17,9% e sustentam alta de 14% no setor nos últimos 12 meses encerrados em fevereiro de 2026

Os dados mais recentes da Associação Brasileira de Incorporadoras (ABRAINC), desenvolvidos em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), revelam a resiliência do mercado imobiliário mesmo em um cenário de juros altos. No acumulado de 12 meses até fevereiro de 2026, o setor imobiliário registrou um crescimento de 14,0% no número de unidades lançadas.

O grande motor dessa expansão foi o programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), que apresentou uma alta expressiva de 17,9% em lançamentos e 10,1% em vendas (volume) no período. Esse desempenho compensou a retração observada no segmento de Médio e Alto Padrão (MAP), que registrou recuo de 6,8% nos lançamentos e 20,2% nas vendas. O alto custo do financiamento habitacional é o grande responsável pelo resultado no segmento MAP.

Valorização e desempenho financeiro
Em termos de valor, o mercado imobiliário registrou um incremento real de 10,4% nos lançamentos no acumulado de 12 meses. Mais uma vez, o destaque foi o MCMV, com alta de 19% em valor lançado, enquanto o MAP teve uma leve variação negativa de 1,2%. No que diz respeito às vendas, o crescimento real total foi de 1,3%.

Oferta
A oferta final cresceu 6,9% em 12 meses. O volume de estoque do MAP recuou 11,7%, enquanto o do MCMV cresceu 15,5%. Com base na média de vendas atual, o tempo de escoamento do estoque total é de 12,1 meses, o que é considerado um nível saudável de estoques.

De acordo com Luiz França, presidente da Abrainc, “os resultados consolidam o papel fundamental do Minha Casa, Minha Vida no mercado imobiliário brasileiro. O crescimento de quase 18% nos lançamentos do programa demonstra que as políticas de fomento à habitação popular estão atingindo o objetivo de reduzir o déficit habitacional. O setor como um todo permanece robusto, com um incremento real de 10,4% no valor total lançado, o que reforça a confiança do comprador no ativo imobiliário. A continuidade do processo de queda da Selic seria um ponto fundamental para melhorar o acesso a habitação no Brasil, assim como estimular a geração de emprego e renda”.