KPMG: setor imobiliário cresce 43,5% e movimenta R$ 12 bi em fusões e aquisições

As fusões e aquisições em empresas do setor imobiliário obtiveram um alcance de R$ 12 bilhões no primeiro semestre deste ano, um aumento de 43,5% em comparação com o mesmo período de 2025, quando foram atingidos R$ 8.662 bilhões. Já, em número de transações, ocorreram 87 operações, um avanço de 6,1% comparado com as 82 negociações nos seis primeiros meses do ano anterior. Deste total de movimentações, apenas 11 envolveram fundos de investimentos de private equity e venture capital. Os dados constam em estudo realizado, trimestralmente, pela KPMG com 11 setores da economia.

O levantamento levou em consideração as operações envolvendo edifícios corporativos e residenciais (36), shopping, parques e lojas (16), armazéns (18), construção (5), hotéis, acomodações (6), incorporadoras imobiliárias (3) e proptech (startup imobiliária) com 3.

“As operações recentes reforçam a seletividade do mercado imobiliário institucional brasileiro, com maior apetite por ativos logísticos e de varejo dominantes, estabilizados, com escala relevante e elevada previsibilidade de geração de renda. Em um ambiente ainda marcado pela busca por qualidade e resiliência, os investidores têm priorizado ativos prime, com baixa vacância, contratos robustos e potencial de preservação ou crescimento dos dividendos, enquanto os vendedores utilizam essas transações como instrumento de reciclagem de capital, desalavancagem e otimização de portfólio”, explica o sócio-líder de real estate da KPMG no Brasil e na América do Sul, Juan Diaz.

Exemplos de fusões e aquisições no setor: 

-A Log Commercial vendeu 11 galpões logísticos ao Itaú Log CP FII por R$ 1 bilhão.

-O fundo XP LOG FII comprou 6 galpões logísticos no interior de São Paulo por R$ 919 milhões.

-O fundo Hedge Brasil Shopping FII comprou uma participação adicional de 14% do Shopping Parque Dom Pedro por R$ 401 milhões.  

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