Como melhorar a agilidade nos canteiros

As soluções das construtechs são responsáveis pela transformação da construção civil, conhecida por ser um dos setores mais conservadores na adoção de novas tecnologias. Comunicação eficiente, gestão ágil, redução de custos e sustentabilidade estão entre as vantagens oferecidas.

Na entrevista a seguir, André Quinderé, CEO da Agilean, conta como a scale up (startup em momento acelerado de crescimento e com potencial de escala) contribui para essa evolução no segmento, ao oferecer uma gestão com excelência, alta produtividade e digitalização dos processos e como isso reflete na prática nos canteiros 

A construção civil tem se mostrado mais aberta às novas tecnologias?

Com certeza. Embora seja conhecida como tradicional e pouco inovadora, o crescimento no número de construtechs no mercado demonstra uma clara mudança nesse cenário.

O que mantinha a construção civil no passado era a combinação entre o dinamismo da indústria, as incertezas e os imprevistos com uma gestão estática, sem conexão entre estratégia, tático e operacional, o que dificultava a alavanca de produtividade e de eficiência. Para mudar esse cenário é necessário fazer com que os canteiros operem no modo ágil, onde qualquer movimento ou mudança no plano de ação seja comunicado em tempo real e os profissionais consigam enxergar os impactos de ponta a ponta.

Soluções como as da Agilean chegam para revolucionar a indústria da construção civil, ao digitalizar o maior número possível de canteiros em todas as regiões. Fazemos com que construtoras, incorporadoras e empreiteiras se transformem em verdadeiros centros de excelência em gestão e produtividade.

O que é a Agilean?

Com mais de 6 milhões de metros quadrados digitalizados em todo o país, a Agilean promove uma gestão com excelência, alta produtividade e digitalização dos processos na construção civil. Por meio de uma plataforma acessível e intuitiva, todas as informações estão disponíveis em tempo real, levando agilidade para a realização de diversas obras simultaneamente. A Agilean é a única plataforma do Brasil a integrar BIM e Lean Construction.

Qual é a vantagem de integrar BIM e Lean Construction?

A metodologia Lean propõe melhorar os resultados de negócios, otimizando processos e evitando desperdícios. Sua integração com o BIM permite aos usuários terem uma visão ampla e precisa de todas as etapas da obra. Com a ferramenta da Agilean é possível ter em um só local orçamentos, controle de qualidade, análise de valor agregado, gastos e informações em tempo real sobre a execução. Essa combinação dos dados permite fazer uma análise completa do cenário, direcionar os recursos para o que realmente importa, além de elaborar os planejamentos de forma mais assertiva.

O que muda em uma obra com a utilização da Agilean?

A Agilean possibilita uma gestão dinâmica que se adequa a realidade da operação nos canteiros, informando os desvios e traçando para os gestores planos de ação para o aumento da rentabilidade das obras, tudo isso com informações em tempo real, por meio de painéis interativos e pelo chatbot.

Além dos indicadores da própria construção, os usuários têm acesso a um ranking automático com o comparativo e a média de todas as obras que utilizam a plataforma, facilitando uma visão macro e a adequação de estratégias quando necessário.

Com duas vezes mais aderência entre planejamento e execução, os benefícios também incluem 10% de ganho em velocidade de produção, 15% em produtividade, 5% de redução nos custos das obras, além de nenhum papel em todo o processo, já que tudo funciona de forma 100% digital. 

Quais são os benefícios práticos de promover uma gestão ágil?

Uma gestão ágil permite aos profissionais automatizarem as tarefas burocráticas e se dedicarem mais ao que é estratégico. Liberamos as pessoas do operacional e trazemos para o campo das ideias. O tempo economizado pode ser utilizado para pensarem em melhorias e utilizarem a criatividade para desenvolver cada vez mais projetos inovadores. É isso o que falta em nosso setor.

Valores dos imóveis à venda em Curitiba registram aumento mensal ininterrupto desde 2019

Desde outubro de 2019, os preços imóveis à venda em Curitiba registram um aumento mensal ininterrupto, de acordo com o relatório mensal de preços em Curitiba do Imovelweb, um dos maiores portais imobiliários do País. O levantamento é baseado nas buscas realizadas pelos usuários no site durante o mês de março.

O valor médio na cidade subiu 0,9% no mês, fechando em R$ 7.734 por m². No primeiro trimestre de 2022, os preços acumularam um aumento de 3,4% acima da inflação, mas abaixo do incremento da BOVESPA.

Campina do Siqueira é o bairro mais caro de Curitiba, com um preço médio de R$ 11.392 por m². Augusta aparece como o local mais econômico, custando R$ 3.054 por m².

Confira o valor do m² dos imóveis à venda nos demais bairros de Curitiba:

Mais baratos (R$/m²)Variação MensalVariação Anual
AUGUSTA3.0541,0%1,9%
CAMPO DE SANTANA3.1394,0%6,4%
CACHOEIRA3.1420,5%6,9%
Mais caros (R$/m²)Variação MensalVariação Anual
BATEL10.3651,35%2,49%
HUGO LANGE10.4050,61%S/D
CAMPINA DO SIQUEIRA11.3920,19%S/D

Na análise por região, Matriz foi apontada como a mais cara, com o valor médio de R$ 9.046 por m². Além disso, todas as áreas, segundo o relatório, registraram aumento de preço interanual. A Cidade Industrial de Curitiba (CIC) foi a região com maior incremento.

RegiãoValor do m²Variação MensalVariação Anual
BAIRRO NOVO3.3981,0%5,1%
BOQUEIRÃO4.7681,3%10,3%
PINHEIRINHO5.1651,0%6,8%
CAJURU5.3792,0%16,9%
BOA VISTA6.5681,6%14,8%
CIDADE INDUSTRIAL DE CURITIBA6.8511,0%19,2%
FAZENDINHA-PORTÃO7.7191,0%12,9%
SANTA FELICIDADE8.9071,4%14,5%
MATRIZ9.0460,6%11,7%

Aluguel: preços abaixo da inflação no primeiro trimestre

O preço do aluguel mensal em Curitiba fechou o mês de março no valor de R$ 1.601 para os apartamentos de dois quartos, diminuindo 0,3% no mês. No primeiro trimestre de 2022, o valor do aluguel na cidade aumentou 1,3% abaixo da inflação e do ajuste do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M).

Santa Felicidade é a região mais cara para viver de aluguel, custando R$ 1.808 por mês. Já Pinheirinho é a mais barata, com um valor mensal de R$ 1.318.

RegiãoValor do m²Variação MensalVariação Anual
PINHEIRINHO1.318-1,7%S/D
BOA VISTA1.3190,4%7,9%
BOQUEIRÃO1.333-1,2%13,9%
CIDADE INDUSTRIAL DE CURITIBA1.478-2,3%S/D
FAZENDINHA-PORTAO1.5262,3%19,9%
CAJURU1.5713,9%S/D
MATRIZ1.750-1,2%9,9%
SANTA FELICIDADE1.808-0,7%14,8%

Na análise por bairros, Jardim das Américas fecha março com o maior preço médio de Curitiba, custando R$ 2536 por mês.

Confira os bairros caros e mais baratos para morar de aluguel em Curitiba:

Mais baratos (R$)Variação MensalVariação Anual
CAMPO DE SANTANA1.008-0,3%18,0%
TATUQUARA1.029-3,8%9,7%
CACHOEIRA1.0352,0%10,5%
Mais caros (R$)Variação MensalVariação Anual
CENTRO CÍVICO2.325S/DS/D
PRADO VELHO2.422-0,5%16,4%
JARDIM DAS AMERICAS2.5360,6%9,1%

Além disso, Alto Boqueirão é apontado no relatório como o bairro de maior incremento de preço interanual. Fanny aparece com maior retrocesso.

BairroValor do m² (R$/mês)Variação anual
FANNY1.197-17,3%
SANTO INÁCIO1.849-11,9%
SANTA CÂNDIDA1.190-7,9%
TINGUI1.34518,6%
ALTO DA RUA XV1.73218,8%
ALTO BOQUEIRÃO1.32619,1%

Rentabilidade em Curitiba

O índice de rentabilidade imobiliária relaciona o preço de venda e valor de locação do imóvel para verificar o tempo necessário para recuperar o dinheiro utilizado na aquisição do imóvel. Em março, o índice em Curitiba foi de 4,16% bruto anual, o que significa que são necessários 24 anos de aluguel para reembolsar o investimento de compra, 2% a mais do que há um ano. Cajuru e Boqueirão são as regiões que oferecem maior retorno para os investidores.

RegiãoRentabilidade
SANTA FELICIDADE2,6%
CIDADE INDUSTRIAL DE CURITIBA2,8%
MATRIZ4,0%
BOA VISTA4,1%
PINHEIRINHO4,4%
FAZENDINHA-PORTAO4,5%
BOQUEIRÃO5,0%
CAJURU5,5%

MOS Incorporadora lança novo empreendimento com espírito de praça, em Pinheiros, SP

O Sabino, novo empreendimento da MOS Incorporadora em São Paulo, teve seu nome inspirado na praça Horácio Sabino, um dos espaços públicos de convívio e lazer mais queridos dos paulistanos que vivem na zona oeste da cidade, seja para caminhadas ao ar livre, passeios com o pet ou piquenique aos finais de semana.

Em sinergia com a sua localização, que equilibra mobilidade e tranquilidade em um único bairro, o ‘espírito de praça’ se faz presente também na concepção e arquitetura do Sabino, assinada pela MOS e pelo escritório Matheus Farah e Manoel Maia Arquitetura.

Sua implantação é amigável ao pedestre. Desde o térreo há a presença de muito verde no paisagismo, composto por espécies nativas da Mata Atlântica. A Alves Guimarães, onde será construído o Sabino, é uma tranquila rua de Pinheiros, com fácil acesso a diversos bairros em uma região repleta de facilidades para a vida cotidiana.

Rodrigo Cass, artista visual, criou o mural Espaço Amoroso, em mosaico aplicado a ser produzido pela renomada Oficina dos Mosaicos, de mais de 3 metros de altura e 11 de largura, especialmente para a fachada do Sabino. Como conta Cris Candeloro, curadora de arte da MOS, “é um mosaico, concebido para fazer parte da paisagem, como um presente para a cidade. E acaba funcionando como um lugar de respiro, de mudança do cenário”. Neste sentido, o nome do mural não poderia ser mais inspirador.

Versátil para atender diferentes necessidades do morar contemporâneo, o Sabino ganhou um projeto com apartamentos maiores e plantas flexíveis. Há também opção de studios com entrada pela Rua Capote Valente. Na área de lazer estão previstos, no térreo, salão de festas e brinquedoteca, academia, terraço de descanso, sauna e piscina no 25o andar com uma vista privilegiada da Zona Oeste.

Este é o segundo empreendimento da MOS em São Paulo, sendo o primeiro o Melo Alves 645, lançado em 2021 nos Jardins e em fase inicial de obras. No interior de São Paulo, na Fazenda Boa Vista, a MOS também possui diversas casas de arquitetura contemporânea de 5 a 8 suítes. As Casas MOS são integradas com a natureza do entorno em uma casa pronta para morar.

Para a MOS, a boa arquitetura pode melhorar a vida das pessoas, com atenção máxima para tudo que envolve o projeto. “É nossa premissa respeitar, já no desenho, a vocação da cidade e do contexto em que nossos projetos irão se inserir. Seja colocando o pedestre como agente importante da concepção, seja pela inserção da arte num contexto cultural diário ou pela arborização agradável para se viver melhor. Assim acontece no Sabino, no Melo Alves e em toda arquitetura e incorporação que apresentamos ao mercado”, explica Manoel Maia, empresário e sócio da MOS ao lado de Matheus Farah e Eduardo de Carvalho.

FICHA TÉCNICA

Incorporação: MOS Incorporadora

Projeto de Arquitetura: MOS Incorporadora + Matheus Farah e Manoel Maia

Projeto de Interiores: MOS Incorporadora

Projeto de Paisagismo: SOMA Arquitetos

Localização: Rua Alves Guimarães, 1322 — Pinheiros

Área do Terreno: 1.647m2

Número de Torres: 1

Número de Pavimentos: 32 pavimentos

Total de Unidades: 33 unidades

Unidades por andar:

2º ao 12º pavimento | 1 unidade por andar

13º e 14º pavimento | 1 unidade por andar

15º ao 21º pavimento | 2 unidades por andar

22º ao 24º pavimento | 1 unidade por andar

26º e 27º pavimento | 1 unidade por andar

Área Privativa:

2º pavimento | Jardim | Final 1: 194m2 + 176m2 (terraço descoberto) (3 suítes)

3º ao 24º pavimento | Final 1: 194m2 (3 suítes)

13º ao 14º pavimento | Jardim | Final 2: 280m2 + 158m2 (terraço descoberto) (4 suítes) 15º ao 19º pavimento | Final 2: 144m2 (3 suítes)

20º e 21º pavimento | Final 2: 137m2 (3 suítes)

22º e 23º pavimento | Duplex | Final 2: 244m2 (3 suítes)

26º e 27º pavimento | Cobertura Final 1: 335m2 + 43m2 (terraço descoberto) (4 suítes)

Elevadores: 3 sendo, 2 sociais com hall privativo e 1 de serviço.

Número de vagas: 2 ou 3 vagas com opção de depósitos privativos.

RNI registrou um volume de vendas liquidas de R$171 milhões, 9% superior quando comparado ao 1T21

Em continuidade com a sua estratégia de expansão nacional, incorporadora lança dois empreendimentos no primeiro trimestre de 2022 e sinaliza crescimento de 238% de unidades financiadas no primeiro trimestre do ano

A construtora e incorporadora RNI, do grupo Empresas Rodobens, empresa com mais de 30 anos de atuação no Brasil, celebra novo resultado histórico de crescimento. De acordo com prévia do 1T22, a RNI lançou 2 empreendimentos em 2022, com a soma de R$ 207 milhões em VGV lançado — Urban RNI (Piracicaba/SP) e RNI Reserva Blumenau (Blumenau/SC).

A RNI registrou um volume de vendas liquidas de R$171 milhões, 9% superior quando comparado ao 1T21 e 6% superior ao 4T21. No acumulado dos últimos 12 meses, a incorporadora somou R$ 656 milhões de vendas líquidas. O preço médio apresentou evolução de 11,8% no 1T22 quando comparado ao 1T21 – para os produtos do programa Casa Verde e Amarela – e 5,6% ao 4T21. Para os produtos PCVA, a VSO (Vendas Sobre Oferta) também apresentou uma evolução de 25,4% no 1T22, se comparado com o mesmo período no ano anterior, passando de 16,9% para 21,2%.

“A prévia de resultados do primeiro trimestre de 2022 demonstra a assertividade do plano de negócios da RNI na atuação fora dos grandes centros. Transformar e desenvolver regiões onde atua é o foco da incorporadora que, além de entregar residenciais com modernas instalações e ampla área de convívio, a companhia busca investir em ações que valorizem ainda mais os locais que está presente, com isso, oferecer uma melhora a infraestrutura a população local”, ressalta o CEO da RNI, Carlos Bianconi.

Além dos notáveis resultados, a incorporadora celebra também novo recorde de unidades financiadas em 2022, com o total de R$102 milhões, número 238% superior ao 1T21. No acumulado dos últimos 12 meses, a companhia chegou ao patamar de R$306 milhões de financiamentos contribuindo novamente na geração de caixa do primeiro trimestre de 2022.

Presente em 12 estados brasileiros e 60 cidades, parte da conquista da RNI se dá ao projeto de expansão nacional que acompanha o crescimento exponencial das regiões do agronegócio. “O segredo do sucesso da RNI passa por entender o perfil do brasileiro que quer adquirir a casa própria. Além disso, o programa Casa Verde e Amarela, no segmento faixa 3, também é o produto que impulsionou este crescimento”, completou Bianconi.

aMORA recebe investimento de R$ 16 milhões

A aMORA, empresa que realiza o sonho da casa própria por meio da flexibilidade do aluguel para seus clientes, e que nasceu para atender pessoas que não conseguem comprar um imóvel nos modelos atuais de financiamento, anuncia a sua primeira rodada de investimentos liderada pelo Global Founders Capital (GFC), fundo global de venture capital que tem no portfólio empresas como LinkedIn, Facebook e Trivago, no valor de US$ 3,2 milhões de dólares.
 

Além do GFC, Moore Strategic Ventures, Caravela, Plug & Play, Latitud, RBR asset, Pareto20, e os investidores-anjo, Guilherme Bonifácio (Ifood), Diego Libanio (Zé Delivery), Brian Requarth (Vivareal) e Douglas Oliveira (Swap) participam da rodada de negócios. “Vamos focar principalmente na nossa área de tecnologia e dados, visando aprimorar nossos modelos de avaliação de imóveis e clientes, além disso vamos investir em ferramentas para melhoria de atendimento e dos processos internos. Em seguida, áreas de negócios como marketing, operações e finanças”, afirma Rafael Cerqueira, cofundador da aMORA. Outra parte será investida na aquisição de imóveis em conjunto com investidores imobiliários. A empresa está finalizando processo competitivo para levantar um CRI de R$ 30 milhões.
 

Grande parte da população brasileira, infelizmente, não consegue comprar um imóvel nos modelos já existentes do mercado e, por isso, há pouco mais de um ano, a aMORA reinventou esse modelo por meio da tecnologia e inteligência de dados, para tornar realidade o sonho da casa própria. O cliente escolhe um imóvel, eles analisam financeiramente e juridicamente, fazem uma visita para checar se está tudo certo, compram e “alugam” para a pessoa. Ao final de três anos, caso ela se interesse e tenha gostado de morar no local, parte do valor arrecadado de aluguel retorna como um “cashback” que passa a ser a entrada da compra final. Caso não goste, ela pode optar por encerrar o contrato, assim como seria em um contrato de aluguel.
 

Os principais benefícios são começar a comprar um imóvel com apenas 5% de entrada e a flexibilidade para que o morador não se preocupe em desocupar o imóvel e poder reformar como quiser, como se a casa já fosse totalmente dele. Além é claro, de funcionar como uma reserva para a entrada do financiamento. “O modelo da aMORA foi criado para atender pessoas que não se encaixam nos modelos atuais oferecidos pelo mercado. Hoje, inclusive, já trabalhamos com imobiliárias, incorporadores, financiadores e outras startups e esse ano queremos expandir e aprofundar essas parcerias ainda mais”, comenta Aram Apovian, CEO e cofundador.
 

Em 2022 a empresa estima crescer seis vezes sobre o volume realizado em 2021, e dar seguimento, dentro dos próximos anos, a servir mais de mil clientes por mês. 

Vendas líquidas da Gafisa crescem 81% no 1º trimestre e atingem R$ 233,5 milhões

A Gafisa, uma das principais incorporadoras e construtoras do Brasil, anuncia sua prévia operacional do 1º trimestre de 2022. A incorporadora atingiu R$ 233,5 milhões em vendas líquidas, um aumento de 81% em comparação com o mesmo período em 2021 e aumento de 19% em relação ao 4º trimestre de 2021.

No trimestre, a companhia lançou o empreendimento We Sorocaba com VGV de R$55 milhões, no Rio de Janeiro e mantêm outros três empreendimentos em São Paulo, em estágio de pré-lançamento, totalizando R$ 382 milhões em Valor Geral de Vendas. O destaque é para o Stratos Itaim, localizado no Itaim Bibi, na capital paulista.

Foram concluídas as obras de cinco empreendimentos em São Paulo, com 798 unidades e VGV equivalente a mais de R$ 437 milhões. “A forte performance comercial do primeiro trimestre é reflexo da nossa estratégia focada em empreendimentos de alto padrão, que já correspondem a 80% dos nosso estoque e das vendas”, explicou Ian Andrade, CEO da Gafisa Capital.

A performance operacional é reflexo do processo de retomada de crescimento da companhia, iniciado pela nova gestão em 2019. Com esse resultado, a Gafisa atingiu R$1,74 bilhão em lançamentos nos últimos 12 meses.

Metaverso na construção civil: o futuro é virtual

Por Maria Fernanda Beneli, superintendente de marketing do Grupo A.Yoshii

O metaverso que constrói o mundo virtual de Snow Crash, livro de Neal Stephenson de 1992, é daqueles shows de ficção que enredam o leitor do começo ao fim. De alguma forma, a publicação parece cruzar mais tarde os caminhos dos jogadores de Second Life e seu ambiente em 3D simulando a vida real. No dia a dia, o universo bem combinado entre a realidade virtual e a realidade aumentada ainda carece de plena criação. 

Porém, mais próximo de realidades produtivas, como as aplicadas à construção civil, o metaverso tem partido da necessidade – gestora de muitas soluções, especialmente no insólito cenário que atravessamos – em proporcionar ao consumidor um ambiente virtual imersivo, coletivo e hiper-realista que simule o ideal de aconchego, segurança e bem-estar na nova moradia que escolhe para viver.

As previsões e relatórios de tendências confirmam. Uma pesquisa divulgada pela consultoria e auditoria PwC projeta para 2030 cerca de 23,5 milhões de empregos que usarão a realidade aumentada e também a virtual para reuniões, tarefas e serviços de atenção ao cliente. No caso da construção civil, isso está deixando de ser uma tendência há algum tempo… Para se tornar rotina!

Entre os recursos aplicados às obras, a Modelagem da Informação da Construção (BIM, na sigla em inglês) merece destaque. Em linhas gerais, esta metodologia permite criar soluções digitais – também conhecidas como gêmeos digitais – manejando de forma coordenada toda a informação de um projeto de engenharia e arquitetura. 

A evolução dos projetos BIM proporciona maior domínio sobre as atividades que serão executadas. É possível prever, por exemplo, as interferências que um projeto poderá sofrer no canteiro e antecipar soluções na execução da obra.

A pandemia, que gera necessidades, provoca ações e aguça soluções, acelerou a aplicabilidade do metaverso quando, por exemplo e por segurança sanitária, impediu-se a circulação de visitantes nos showrooms. Foi então que as plataformas digitais foram além, proporcionando uma experiência em visitação com um tour 360o virtual do apartamento decorado e de todas as áreas de lazer, convivência e integração dos empreendimentos residenciais e corporativos em construção. E, até mesmo, fechamento de negócios à distância, de forma totalmente virtual. Quando iríamos imaginar que realizaríamos o sonho de uma casa nova à distância?

Dois anos após o anúncio da pandemia pela Organização Mundial de Saúde (OMS), já vislumbramos a possibilidade de oferecer uma experiência sensorial ainda mais completa no showroom. O consumidor pode perceber minuciosos detalhes, tocar superfícies e experimentar recursos acústicos e térmicos como se estivesse em seu futuro apartamento.

Nesta nova realidade que possibilita a vivência presencial, o metaverso engatinha. Podemos – e vamos – aprimorar as tecnologias para integrar cada vez mais os ambientes físico e digital. Hoje, o desenvolvimento de ferramentas já permite que o futuro morador veja e opine sobre acabamentos, meça espaços, sugira modificações e interaja ainda mais com os responsáveis pela obra para tornar os espaços perfeitamente adequados às suas necessidades e, sobretudo, harmoniosos com o seu ideal de bem viver. Até onde essa experiência imersiva e personalizada poderá chegar? 

Que a pandemia acelerou os processos de realidade virtual dentro da construção civil é inegável. E as construtoras e incorporadoras que mergulharam sem medo no ambiente digital já estão um passo à frente, rumando ao futuro que está no metaverso: de second life para real life.

Índice FipeZAP+ registra maior alta do aluguel residencial desde 2011

Com avanço de 1,63% em março, o oitavo consecutivo, preços de locação residencial voltaram a acelerar no país

  • Análise do último mês: o Índice FipeZAP+ de Locação Residencial, que acompanha o comportamento dos preços de aluguel de imóveis residenciais em 25 cidades brasileiras*, registrou alta de 1,63% em março de 2022 — a maior variação apurada desde junho de 2011 (+1,71%). O resultado representou nova aceleração do índice em relação aos resultados dos oito meses precedentes: julho (+0,13%), agosto (+0,37%), setembro (+0,52%), outubro (+0,57%), novembro (+0,66%) e dezembro de 2021 (+0,80%); além de janeiro (+1,03%) e fevereiro (+1,36%) de 2022. Comparativamente, a variação média do aluguel residencial indicada pelo índice foi próxima à inflação ao consumidor medida pelo IPCA/IBGE (+1,62%) e ligeiramente inferior à inflação apurada pelo IGP-M/FGV (+1,74%). A única das 25 cidades monitoradas a não registrar elevação dos preços de locação residencial foi Pelotas (com ligeiro declínio de 0,07%). Considerando apenas as 11 capitais, as seguintes variações mensais foram observadas: Goiânia (+4,93%), Fortaleza (+3,19%), Florianópolis (+3,05%), Salvador (+2,91%), Belo Horizonte (+2,62%), Curitiba (+2,27%), Rio de Janeiro (+1,86%), Recife (+1,26%), Brasília (+1,09%), São Paulo (+1,08%) e Porto Alegre (+0,55%).
     
  • Balanço parcial de 2022: ao final do primeiro trimestre de 2022, o Índice FipeZAP+ de Locação Residencial acumulou uma alta de 4,07%, superando nesse intervalo temporal a inflação medida pelo IPCA/IBGE (+3,20%), embora permaneça abaixo da variação acumulada pelo IGP-M/FGV no período (+5,49%). Todas as cidades monitoradas acompanham o movimento positivo do índice, incluindo: Goiânia (+14,20%), Florianópolis (+7,28%), Salvador (+7,09%), Fortaleza (+6,74%), Curitiba (+6,18%), Belo Horizonte (+4,75%), Rio de Janeiro (+4,63%), Recife (+4,59%), Brasília (+2,94%), São Paulo (+2,50%) e Porto Alegre (+0,87%).
     
  • Análise dos últimos 12 meses: considerando os resultados mensais dos últimos 12 meses encerrados em março de 2022, o Índice FipeZAP+ de Locação Residencial acumula uma alta nominal de 7,59%, variação inferior à inflação apurada no mesmo horizonte pelo IPCA/IBGE (+11,30%) e pelo IGP-M/FGV (+14,77%). Assim como no primeiro trimestre de 2022, todas as 25 cidades monitoradas pelo índice registram elevação nominal dos preços em suas respectivas localidades. Em particular, destacam-se as variações nas capitais: Goiânia (+21,46%), Fortaleza (+17,89%), Curitiba (+16,92%), Florianópolis (+15,91%), Recife (+13,33%), Belo Horizonte (+10,74%), Salvador (+8,96%), Rio de Janeiro (+7,30%), Brasília (+6,63%), Porto Alegre (+3,19%) e São Paulo (+2,62%).
     
  • Preço médio de locação residencial: com base em dados de 25 cidades monitoradas pelo Índice FipeZAP+ de Locação Residencial, o preço médio do aluguel de imóveis residenciais foi de R$ 32,75/m² em março de 2022. Comparando-se a apuração nesse mês entre as capitais com abrangência do índice, São Paulo apresentou o preço médio de locação residencial mais elevado no último período (R$ 40,69/m²), seguida pelos valores médios registrados em: Recife (R$ 37,24/m²), Brasília (R$ 35,00/m²) e Rio de Janeiro (R$ 33,52/m²). Já as capitais monitoradas com menor valor de locação residencial na última apuração mensal incluíram: Fortaleza (R$ 20,28/m²), Goiânia (R$ 22,42/m²), Porto Alegre (R$ 25,12/m²) e Curitiba (R$ 25,27/m²).
     
  • Rentabilidade do aluguel: a razão entre o preço médio de locação e o preço médio de venda dos imóveis é uma medida de rentabilidade (rental yield) para o investidor que opta em adquirir o imóvel com a finalidade de obter renda com aluguel. Na prática, o indicador pode ser utilizado para avaliar a atratividade do mercado imobiliário em relação a alternativas de investimentos disponíveis. Com base nas últimas informações, o retorno médio do aluguel residencial foi de 4,79% ao ano — percentual inferior à rentabilidade média projetada para aplicações financeiras de referência nos próximos 12 meses.

    Nota: (*) os preços considerados se referem a anúncios para novos aluguéis. O Índice FipeZAP+ de Locação Residencial não incorpora em seu cálculo a correção dos aluguéis vigentes, cujos valores são reajustados periodicamente de acordo com o especificado em contrato. Como resultado, o índice capta de forma mais dinâmica a evolução da oferta e da demanda por moradia ao longo do tempo.

Planet Smart City lança aumento de capital de 60 milhões de euros para expandir projetos no mercado imobiliário

A proptech ítalo-britânica Planet Smart City, líder global na construção de cidades e condomínios inteligentes, anunciou um aumento de capital de 60 milhões de euros para financiar a  construção de projetos no Brasil e em outras regiões do mundo.

Desde a sua criação, em 2015, a construtora especializada em projetos de grande escala já arrecadou mais 160 milhões de euros de 390 investidores institucionais e privados. A Planet é responsável pela construção da primeira cidade inteligente brasileira erguida do zero no Brasil, a Smart City Laguna, que fica no distrito de Croatá, em São Gonçalo do Amarante (CE). 

O objetivo do aumento de capital é financiar o plano de desenvolvimento de 2022 a 2025, incluindo a construção de 10 cidades inteligentes no âmbito nacional. A expectativa é de que, até 2025, a companhia tenha 54 novos empreendimentos em seu portfólio global, incluindo smart cities, parcerias para a construção de condomínios verticais e consultoria para empreendimentos já existentes. A receita da proptech em 2021 ficou em US$ 110 milhões, o que representou um crescimento de 100% comparado ao ano anterior. Neste ano, a expectativa é superar a marca de US$ 150 milhões.

Além do projeto de Laguna que está em fase de finalização, a Planet segue expandindo para Natal (RN), Aquiraz (Ceará) e São Paulo. Uma das vantagens disponíveis entre os moradores é o compartilhamento de serviços e produtos, onde as pessoas conseguem dividir bicicletas e carros por meio do próprio aplicativo da cidade, barateando a vida na cidade, reduzindo o desperdício e otimizando o tempo. 

“As cidades e condomínios inteligentes que estão sendo construídos são um grande divisor de águas para o futuro do mercado imobiliário ao direcionarmos os nossos esforços para o desenvolvimento da comunidade através de soluções inteligentes que entregam serviços públicos de qualidade”, finaliza Susanna Marchionni, cofundadora e CEO da Planet Smart City no Brasil. 

Preços de imóveis em Brasília continuam em alta, segundo relatório do Wimoveis

O relatório realizado pelo Wimoveis, maior portal imobiliário do Distrito Federal, mostra que, em março, o valor dos imóveis em Brasília continua em alta, seja para alugar ou comprar. O levantamento é baseado nas buscas realizadas pelos usuários no site durante o mês.

O preço médio mensal do aluguel no Distrito Federal fechou em R$ 2.770, subindo 0,3% no mês. Nos últimos 12 meses, o valor médio aumentou 2,2%, abaixo da inflação e bem abaixo do ajuste do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M).
O Setor Hoteleiro Norte, em Brasília, é o bairro mais caro para morar de aluguel, com um valor médio mensal de R$ 5.189.

Confira os preços do aluguel nos demais bairros:

Mais baratos (R$)Variação MensalVariação Anual
Ceilândia Norte1.0414%-8%
Samambaia1.14010%-4%
Taguatinga Norte1.1491%3%
Mais caros (R$)Variação MensalVariação Anual
Noroeste3.7190%6%
Setor de Hotéis e Turismo Norte4.186-3%-11%
Setor Hoteleiro Norte5.189-2%0%

Já o bairro de Vicente Pires aparece no levantamento com o maior incremento de preço interanual (19%), seguido do Centro e Cruzeiro Novo.

BairroValor do m² (R$/mês)Variação anual
Centro1.727-17%
Setor de Hotéis e Turismo Norte4.186-11%
Ceilândia Norte1.041-8%
Cruzeiro Novo2.07014%
Centro1.76918%
Vicente Pires1.39019%

Imóveis à venda

De acordo com o levantamento do Wimoveis, os preços das propriedades à venda em Brasília fecharam o mês de março em R$ 11.497 por m², subindo 1,3% no mês. Nos últimos 12 meses, o valor aumentou 11,5% acima da inflação e bem acima da variação de câmbio.

O Setor de Clubes Esportivos Sul é o bairro de maior preço do Distrito Federal custando, em média, R$ 14.461 por m².

Confira o preço do m² nos demais bairros:

Mais baratos (R$/m²)Variação MensalVariação Anual
Setor Habitacional Contagem2.4892%12%
Área de Desenvolvimento Econômico2.769-10%3%
Grande Colorado2.8072%1%
Mais caros (R$/m²)Variação MensalVariação Anual
Superquadra Noroeste14.2160%11%
Lago Sul14.2782%8%
Setor De Clubes Esportivos Sul14.4611%15%

Cruzeiro Novo foi apontado no relatório como o bairro de maior incremento interanual de preço. Já Superquadra Sudoeste fecha março com o maior retrocesso.

BairroValor do m² (R$/mês)Variação anual
Superquadra Sudoeste12.754-8%
Centro4.802-4%
Santa Maria2.869-3%
Zona Industrial12.81419%
Setor Industrial5.61019%
Cruzeiro Novo8.21320%

Rentabilidade em Brasília

O índice de rentabilidade imobiliária relaciona o preço de venda e valor de locação do imóvel para verificar o tempo necessário para recuperar o dinheiro utilizado na aquisição do imóvel. Em março, o índice em Brasília foi de 4,0% bruto anual, o que significa que são necessários 25 anos de aluguel para reembolsar o investimento de compra, 9,2% a mais do que há um ano. Setor Hoteleiro Norte se mantém como o bairro com maior rentabilidade.