Aluguel residencial segue em alta em Curitiba

Em julho, aumento foi de 3,6% em relação ao mês anterior; inquilinos buscam soluções para equilibrar as contas

Assim como no mercado de venda de imóveis usados, o segmento de locação segue aquecido em Curitiba. O ticket médio do aluguel residencial (R$ 2.544) fechou o mês de julho com alta de 3,6% em relação a junho e de 14,1% no comparativo com julho de 2025. 

Na média trimestral, as altas foram de 12,4% em relação a 2025 e de 28% na comparação com o mesmo período de 2024, com o ticket médio na casa dos R$ 2.453. Os dados são da pesquisa recente divulgada pelo Instituto Paranaense de Pesquisa e Desenvolvimento do Mercado Imobiliário e Condominial (Inpespar), integrante do Sindicato da Habitação e Condomínio do Paraná (Secovi-PR).

O aumento constante no valor dos aluguéis tem contribuído para uma mudança no comportamento dos inquilinos, que voltam a ter a figura do fiador como peça-chave para o fechamento dos contratos de locação. No mês de julho, o uso dessa modalidade como garantia registrou aumento de 2,4 pontos percentuais (p.p) em relação a junho (21,4%), enquanto a contratação do seguro fiança teve queda de 2,8 p.p (70,9%). 

“O aumento da aposta no fiador pode ser entendido como uma alternativa do inquilino para reduzir o custo fixo com o aluguel do imóvel. Ainda que haja certo desgaste social e seja um processo um pouco mais burocrático, o fiador reduz esse custo durante 24 ou 36 meses que costumam ser estipulados para os contratos”, avalia Luiz Fernando Martins Alves, presidente do Inpespar.

O Projeto de Lei 462/2011, aprovado pela Câmara dos Deputados no último dia 12 de agosto e que seguiu para análise no Senado Federal, poderá inserir uma nova opção de garantia para o locador: o chamado “aluguel consignado”. Na prática, o dispositivo cria uma nova modalidade com desconto do valor do aluguel diretamente na folha de pagamento do inquilino, até o limite de 30% do salário, dispensando o locatário da apresentação de outros tipos de garantia para a assinatura dos contratos. O “aluguel consignado” ainda não está em vigor e depende da análise no Congresso Nacional e da posterior sanção pela Presidência da República. 

Tipologias e bairros mais procurados

Se o inquilino busca alternativas para cumprir com o pagamento do aluguel, quando o assunto é onde ele deseja morar ou empreender não há dúvidas: o Centro segue como o bairro mais buscado por quem alugou imóvel em julho, concentrando 15,5% das locações residenciais e 17,5% das com finalidade comercial. 

Para moradia, aparecem em seguida os bairros Água Verde (5,9%), Portão (4,7%), Campo Comprido (4,3%) e CIC (4,1%). O Portão foi o segundo bairro mais buscado para aluguel comercial (8,3%), seguido por Água Verde (7,5%), Batel, Centro Cívico e Rebouças (5% cada). 

Já entre as tipologias de imóveis mais procuradas pelos inquilinos, destacam-se as residências de quatro dormitórios, que tiveram 4,8% de sua oferta locada (aumento de 2,8 p.p). 

O trabalho realizado pelas imobiliárias na qualificação dos locatários, por meio de análises cadastrais criteriosas, seguras e confiáveis para a efetivação dos contratos e a redução de riscos para os proprietários dos imóveis, contribuiu para manter a taxa de inadimplência dos inquilinos (que considera atrasos superiores a 30 dias no pagamento do aluguel) estável em 1,1%. 

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