Levantamento do Inpespar aponta avanço de 16,2% na emissão de guias de ITBI na capital; volume é o maior desde agosto de 2021

Depois de atingir um recorde histórico em junho, o mercado imobiliário de usados mantém cenário positivo de estabilidade em Curitiba. Em julho, o ticket médio de venda total na capital (que engloba os imóveis residenciais, comerciais e os terrenos) foi de R$ 511 mil, mantendo-se superior à casa de meio milhão de reais e 4,9% acima do registrado no mesmo mês de 2025.
No mesmo período, o ticket médio residencial registrou aumento de 7,5%, alcançando a marca de R$ 491 mil em julho de 2026. No comparativo trimestral, a alta foi de 7,9% entre 2025 e 2026, com valor médio das unidades de R$ 502 mil. Os dados são da pesquisa recente divulgada pelo Instituto Paranaense de Pesquisa e Desenvolvimento do Mercado Imobiliário e Condominial (Inpespar), integrante do Sindicato da Habitação e Condomínio do Paraná (Secovi-PR).
Outro dado que reforça o momento positivo do mercado imobiliário na capital paranaense é o avanço no número de guias de ITBI (Imposto Sobre a Transmissão de Bens Imóveis) pagas: 4.413, o maior volume desde agosto de 2021. O montante também é 16,2% superior ao registrado em junho de 2026 e 15,3% maior do que o acumulado em julho de 2025.
“Os dados das imobiliárias e também os da Prefeitura demonstram que o mercado da capital paranaense segue aquecido, e que adquirir imóveis continua sendo um bom negócio e um bom investimento”, avalia Luiz Fernando Martins Alves, presidente do Inpespar.
Entre as formas de pagamento adotadas pelos compradores, o financiamento manteve-se na casa de 69% das negociações realizadas em julho, percentual considerado saudável pelo setor.
Localização e tipo de imóvel
Quem vende ou quem compra imóveis, seja para morar, investir ou empreender, sabe que a localização é um dos principais pontos a serem levados em consideração no momento da escolha. Em Curitiba, o Centro manteve sua liderança como o bairro preferido pelos compradores residenciais, concentrando 9,4% das negociações efetivadas. Boqueirão e CIC dividiram a segunda posição no ranking, com 6,4% cada, seguidos por Água Verde e Bigorrilho (ambos com 4,1%) e Alto Boqueirão e Portão (3,5% cada).
Já quando o assunto é o tipo de imóvel desejado, os destaques ficaram por conta dos apartamentos de quatro dormitórios, que avançaram 2,4 pontos percentuais (p.p) e fecharam o mês de julho com 2,4% de sua oferta comercializada.
No segmento comercial, as lojas registraram aumento de 1,2 p.p nas vendas frente à oferta, enquanto os barracões avançaram 4,3 p.p.
