Reconhecimento internacional da Emccamp evidencia como a IA altera processos, reduz custos e redefine o papel das equipes de comunicação em um dos setores que menos avançaram na digitalização
A adoção da inteligência artificial avança no ambiente corporativo brasileiro, mas ainda ocorre em ritmo desigual entre os diferentes segmentos da economia. Na construção civil, tradicionalmente mais cautelosa na incorporação de novas tecnologias, esse movimento ganha intensidade. Levantamento do Termômetro da Construção Civil, realizado pela Falconi em parceria com o Ecossistema Sienge e divulgado pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), aponta que o uso de inteligência artificial passou de 15% para 38% das empresas entre 2023 e 2025, sinalizando uma mudança relevante no perfil tecnológico do setor. O cenário acompanha outros estudos sobre maturidade digital da construção , que mostram que a maior parte das empresas ainda se encontra em estágios iniciais da transformação digital, evidenciando que a incorporação de tecnologias como a IA ainda representa um desafio para grande parte do segmento.
É nesse contexto que a Emccamp Residencial ganha projeção internacional ao ser reconhecida pelo Google Cloud como um case global de transformação digital. O estudo publicado pela empresa demonstra como a inteligência artificial passou a integrar processos estratégicos da construtora, reduzindo custos, acelerando decisões e ampliando a produtividade em diferentes áreas do negócio.
Segundo o estudo publicado pelo Google Cloud, a Emccamp reduziu em 96% o custo de produção de landing pages, que passou de aproximadamente R$ 8 mil para R$ 50 por página. O tempo de desenvolvimento caiu de três semanas para cerca de quatro horas. A companhia também registrou ganho de 33% na eficiência dos fluxos automatizados, resultado da incorporação da inteligência artificial às rotinas da área, além de diminuir significativamente o tempo necessário para análises de terrenos, que passaram de até cinco semanas para poucos minutos. “O uso da inteligência artificial deixou de representar apenas um ganho operacional e passou a fazer parte da estratégia da empresa. A tecnologia ampliou nossa capacidade de análise, acelerou processos e permitiu que as equipes direcionassem sua atuação para decisões que exigem conhecimento de mercado, criatividade e visão de longo prazo”, afirma o diretor-presidente da Emccamp, Régis Guimarães Campos.
Da operação à estratégia
A adoção da inteligência artificial transformou a estrutura do marketing da empresa. Cerca de 30% das atividades operacionais passaram a ser executadas por agentes inteligentes, responsáveis por tarefas como monitoramento de campanhas, consolidação de indicadores, produção de páginas digitais e apoio a diagnósticos. A mudança permitiu que a equipe concentrasse esforços em estratégia de marca, crescimento, inteligência de mercado e desenvolvimento de novos projetos.
O Google Cloud destaca ainda que a experiência extrapolou o marketing e passou a apoiar outras áreas da companhia, como engenharia, qualidade e operações, consolidando a inteligência artificial como ferramenta para tomada de decisão e ganho de eficiência em diferentes frentes. “A inteligência artificial potencializa o trabalho das pessoas. Ao invés de focar em atividades repetitivas e baseadas em dados, que podem ser feitas pela IA, os profissionais passam a dedicar mais tempo ao planejamento, à inovação e ao desenvolvimento de soluções para o negócio. Nunca encaramos a inteligência artificial como um recurso para substituir pessoas, ela veio para democratizar a criatividade, permitindo que profissionais desenvolvam trabalhos que antes dependiam de conhecimentos muito técnicos ou de fornecedores especializados. Isso amplia a capacidade de criação das equipes e torna a inovação mais acessível dentro da empresa. Esse movimento amplia a competitividade e fortalece a capacidade de adaptação das empresas”, ressalta o coordenador de marketing da Emccamp e um dos entrevistados pelo Google para a elaboração do case, Cassiano Freitas.
Transformação em um setor tradicional
O avanço da inteligência artificial acompanha uma transformação mais ampla no ambiente empresarial. A pesquisa The State of AI, da McKinsey, mostra que 78% das organizações no mundo já utilizam IA em, pelo menos, uma área do negócio, enquanto estudo da PwC estima que a tecnologia poderá adicionar até US$ 15,7 trilhões à economia global até 2030, impulsionada por ganhos de produtividade, eficiência e inovação.
Na construção civil brasileira, onde a digitalização ainda avança de forma gradual, iniciativas como a da Emccamp demonstram como a inteligência artificial pode contribuir para modernizar processos, ampliar a capacidade analítica das empresas e direcionar equipes para atividades de maior valor agregado. Na companhia, a IA cruza dados e gera insights que tornam as tomadas de decisão mais assertivas e permitem respostas mais rápidas às demandas do negócio. A empresa também opera atualmente com bots geridos por inteligência artificial, que ajudam a escalar o volume e a qualidade do atendimento prestado pelos corretores, tornando a experiência do cliente mais resolutiva e rápida.
A publicação do case pelo Google Cloud posiciona a construtora entre as referências brasileiras na aplicação estratégica da inteligência artificial, evidenciando o potencial da tecnologia para transformar a gestão, acelerar a inovação e aumentar a competitividade em um dos setores mais tradicionais da economia.
