RealtyCorp Analytics 2T 2026: mercado corporativo do Rio de Janeiro avança com queda da vacância e maior absorção

Taxa de vacância recua para 21% e absorção líquida chega a 29,2 mil m² no segundo trimestre, indicando recuperação gradual do mercado carioca

O mercado corporativo do Rio de Janeiro apresentou sinais de recuperação no segundo trimestre de 2026, segundo dados do RealtyCorp Analytics 2T 2026. A taxa de vacância recuou para 21%, ante 21,63% no trimestre anterior e 23,47% no mesmo período de 2025. O resultado reforça uma trajetória gradual de recuperação e maior estabilidade do mercado de escritórios da cidade.

Outro indicador positivo foi a absorção líquida, que passou de 26,3 mil m² no primeiro trimestre para 29,2 mil m² no segundo trimestre. O movimento mostra uma retomada da ocupação dos escritórios corporativos, especialmente em ativos bem localizados e alinhados às novas demandas das empresas.

“O mercado corporativo do Rio de Janeiro vem apresentando uma recuperação gradual, com redução da vacância e aumento da absorção. Os movimentos das empresas mostram que existe uma busca por espaços mais adequados às suas estratégias atuais de ocupação”, afirma Marcos Alves, CEO da RealtyCorp.

Empresas revisam estratégias de ocupação no mercado carioca

A recuperação ocorre em um cenário de transformação dos modelos de trabalho e revisão das estratégias imobiliárias. Depois de um período marcado pela expansão do home office e do trabalho híbrido, empresas voltam a considerar modelos com maior presença nos escritórios.

Nesse contexto, diferentes estratégias de ocupação ganham espaço. Empresas buscam adequar seu footprint imobiliário, consolidar operações e encontrar áreas que ofereçam uma combinação mais eficiente entre localização, custo e estrutura.

A localização permanece entre os principais fatores para o desempenho dos ativos. Edifícios reconhecidos e com histórico consolidado também conseguem apresentar resultados competitivos, inclusive em relação a empreendimentos classificados como Classe A.

No Centro do Rio, ativos como Linneo de Paula Machado, Palácio Austregésilo de Athayde, Centro Empresarial Presidente Castello Branco, RB1 e Edifício Galeria se destacam nesse cenário.

Outro movimento observado é o chamado flight to quality, quando empresas aproveitam mudanças em suas operações para migrar para edifícios mais adequados às suas necessidades. No segundo trimestre, a instalação do Nubank no Vista Mauá e da Dataprev no Ventura exemplificam essa dinâmica.

Ao mesmo tempo, os proprietários precisam adotar estratégias diferentes de acordo com as características de cada empreendimento. Enquanto alguns ativos do Centro registram aumento nos valores de locação, edifícios mais antigos podem demandar maior flexibilidade comercial e condições contratuais mais atrativas para reduzir a vacância.

Centro do Rio ganha relevância com revitalização urbana

Os indicadores do segundo trimestre apontam para um mercado mais demandado e com perspectivas positivas para os próximos ciclos. A expectativa é de continuidade na redução da vacância, especialmente com novas entregas de edifícios corporativos na Zona Sul.

No Centro, a evolução do mercado corporativo também ganha relevância diante das iniciativas de revitalização urbana, como o Reviver Centro. A maior estabilidade dos indicadores pode favorecer decisões de médio e longo prazo por parte de empresas e proprietários.

“O momento permite que ocupantes e proprietários avaliem seus próximos movimentos com uma visão mais estratégica. Para as empresas, existe uma oportunidade de revisar contratos e localizações. Para os proprietários, os indicadores ajudam a calibrar preços, condições comerciais e estratégias de retenção”, destaca Alves.

Para a RealtyCorp, o cenário reforça a importância de acompanhar os indicadores de ocupação e os movimentos das empresas para identificar oportunidades no mercado corporativo carioca.

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