RealtyCorp Analytics mostra queda da vacância e reforça um mercado corporativo mais competitivo em São Paulo

Levantamento do 2º trimestre de 2026 aponta avanço da ocupação de escritórios, recuperação consistente no Rio de Janeiro e fortalecimento do segmento logístico; cenário favorece empreendimentos de grande escala, como o Alto das Nações

A redução contínua da vacância e o avanço da ocupação dos escritórios corporativos indicam que o mercado imobiliário de São Paulo entrou em uma nova fase de maturidade. Os dados do RealtyCorp Analytics – 2T 2026 referentes ao segundo trimestre de 2026 mostram que a capital paulista encerrou o período no universo Corporate — todas as classes, com taxa de vacância de 14,72%, abaixo dos 15,40% registrados no trimestre anterior e dos 16,86% observados no mesmo período de 2025. Outro grande ponto de destaque é que as tabelas de preços vêm subindo vertiginosamente, dado esse cenário otimista ao longo dos últimos trimestres. 

Ao mesmo tempo, a ocupação ultrapassou 10,6 milhões de metros quadrados, refletindo a continuidade da absorção de edifícios corporativos de alto padrão. Embora a absorção líquida tenha apresentado uma leve retração em relação ao primeiro trimestre, o volume permanece elevado, demonstrando que a demanda segue aquecida mesmo em um ambiente de menor disponibilidade de ativos.

Para Marcos Alves, CEO da RealtyCorp, os números revelam uma mudança estrutural no comportamento das empresas e reforçam a importância da inteligência de mercado para decisões imobiliárias.

“É comum atribuir esse movimento apenas ao retorno das equipes aos escritórios, mas esse é apenas um dos fatores. O que observamos é que muitas empresas estão crescendo e buscando espaços maiores, enquanto outras voltaram a ocupar imóveis corporativos depois de permanecerem fora desse mercado. Em um cenário cada vez mais competitivo, informação qualificada passa a ser um diferencial estratégico para investidores e ocupantes”, afirma.

Segundo o executivo, a redução consistente da taxa de vacância ao longo dos últimos doze meses demonstra que o mercado deixou de depender apenas da recuperação pós-pandemia. “Hoje, as decisões são cada vez mais orientadas por eficiência operacional, localização, qualidade dos edifícios e capacidade de antecipar tendências. Quem dispõe de inteligência de mercado consegue identificar oportunidades antes que elas desapareçam”, completa o CEO.

De acordo com Alves, a recuperação tem a ver com o fim do home-office (companhias como Nubank, Amazon e Itaú retomaram a rotina presencial de forma mais perene) e também com empresas crescendo e empresas que não ocupavam áreas, passando a ocupar (por exemplo, a Wise).

Rio de Janeiro mantém trajetória de recuperação

O levantamento também mostra evolução consistente no mercado corporativo do Rio de Janeiro. A vacância recuou para 21%, ante 21,63% no trimestre anterior e 23,47% registrados um ano antes, ambos analisados no mercado corporate — todas as classes.

Outro indicador positivo foi o crescimento da absorção líquida, que passou de 26,3 mil para 29,2 mil metros quadrados entre o primeiro e o segundo trimestre de 2026. Embora os índices ainda permaneçam acima dos observados em São Paulo, o desempenho confirma uma recuperação gradual e um ambiente de maior estabilidade para o mercado carioca.

Condomínios logísticos seguem em expansão

No segmento logístico, olhando para o mercado nacional — todas as classes, o segundo trimestre também reforçou o ciclo de crescimento observado ao longo do último ano. A vacância caiu para 5,69%, frente aos 6,50% registrados no primeiro trimestre de 2026 e aos 8,15% observados no mesmo período de 2025.

A ocupação de espaços, em nível nacional, ultrapassou 42 milhões de metros quadrados, enquanto a absorção líquida permaneceu acima de 902 mil metros quadrados, evidenciando uma demanda consistente, especialmente no eixo de São Paulo, que concentra a maior atividade logística do país. Para Marcos Alves, os indicadores demonstram que o mercado continua aquecido mesmo diante da ampliação do estoque disponível.

“A combinação entre crescimento da ocupação e redução da vacância mostra que o mercado brasileiro vem absorvendo novos empreendimentos de forma saudável. Isso fortalece o ambiente para investimentos de longo prazo e amplia a necessidade de decisões baseadas em dados confiáveis”, destaca.

Alto das Nações representa nova geração de ativos corporativos

O ambiente mais competitivo identificado pelo RealtyCorp Analytics também ajuda a explicar a expectativa em torno do Alto das Nações, empreendimento que terá parte de sua área corporativa representada oficialmente pela RealtyCorp.

Com aproximadamente 100 mil metros quadrados de escritórios, distribuídos em 40 pavimentos, o complexo chega ao mercado em um momento em que empresas voltam a discutir expansão, consolidação de operações e mudanças para edifícios de maior qualidade.

O habite-se que acaba de ser emitido (13/07), posiciona o empreendimento como uma das principais alternativas para empresas que planejam movimentos imobiliários entre 2026 e 2027. Para Marcos Alves, ativos dessa escala dialogam diretamente com a transformação observada no mercado.

“Empresas em crescimento precisam de imóveis capazes de acompanhar sua expansão sem abrir mão de localização, infraestrutura e eficiência operacional. O Alto das Nações reúne esses atributos e representa exatamente o tipo de ativo que ganha relevância em um mercado mais competitivo e orientado por inteligência.”

Além da escala corporativa, o empreendimento reúne integração direta à estação Granja Julieta, certificações ambientais, ampla oferta de serviços, hotelaria, gastronomia e áreas abertas, consolidando-se como um novo polo corporativo no eixo da Avenida das Nações Unidas.

Inteligência de mercado como diferencial competitivo

Os dados do segundo trimestre de 2026 mostram que os diferentes segmentos do mercado imobiliário brasileiro caminham em ritmos distintos, mas compartilham uma mesma característica: decisões estratégicas dependem cada vez mais de informação qualificada.

Enquanto São Paulo consolida um ambiente de alta competitividade, o Rio de Janeiro avança em sua recuperação e os condomínios logísticos mantêm um ciclo consistente de expansão.

Nesse contexto, acompanhar indicadores confiáveis torna-se essencial para identificar oportunidades, antecipar movimentos e reduzir riscos em decisões de ocupação e investimento.

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