MRV Incorporação gera R$ 278,4 milhões de caixa e sinaliza avanço operacional consistente no 4T25

A MRV&CO (B3: MRVE3), líderno setor de construção civil no Brasil, divulga sua prévia operacional referente ao quarto trimestre de 2025 (4T25). No período, a MRV Incorporação apresentou forte geração de caixa, além da continuidade da estratégia de crescimento operacional e disciplina financeira.

No 4T25, a geração de caixa ajustada da MRV Incorporação atingiu R$ 278,4 milhões. O desempenho foi impulsionado pela conversão gradual dos imóveis construídos em geração de caixa, somada à antecipação de recebíveis via cessão de carteira e a ajustes operacionais adotados pela Caixa Econômica Federal (CEF).

Ao longo de 2025, as vendas líquidas da MRV Incorporação somaram R$ 9,9 bilhões, crescimento de 2,2% em relação a 2024 e de 17,8% na comparação com 2023, refletindo a resiliência da demanda e a capilaridade nacional da companhia. No 4T25, as vendas líquidas alcançaram R$ 2,7 bilhões, alta de 17,8% frente ao 3T25 e de 5,9% em relação ao 4T24, evidenciando a retomada do ritmo comercial ao final do ano.

Os lançamentos totalizaram R$ 11,5 bilhões em 2025, com avanço de 23,2% frente a 2024 e mais que o dobro do volume registrado em 2023, em linha com a maior execução de projetos ao longo do ano. Já no 4T25, os lançamentos somaram R$ 2,8 bilhões, número que representa crescimento de 20,9% na comparação com o 3T25 e leve recuo de 3,0% frente ao 4T24, refletindo a distribuição do calendário de lançamentos ao longo do exercício.

A produção de unidades atingiu 40.128 moradias em 2025, alta de 12,7% em relação a 2024 e de 27,6% na comparação com 2023, reforçando ganhos de escala e eficiência operacional. No 4T25, foram produzidas 9.836 unidades, aumento de 9,3% em relação ao 4T24, ainda que abaixo do volume registrado no 3T25, em linha com a cadência operacional no período.

A companhia também registrou avanços na normalização dos fluxos de repasse. Em 2025, a MRV produziu 40.128 unidades e repassou 34.952, o que postergou parte da entrada de caixa, mas cujo efeito vem sendo gradualmente ajustado.

“Entramos em 2026 com uma base operacional sólida e com o negócio ganhando escala em um cenário altamente positivo, dadas as recentes mudanças em programas habitacionais”, diz Ricardo Paixão, CFO da MRV. “O cenário para a habitação econômica melhorou de forma consistente, com avanços contínuos no Minha Casa Minha Vida, incluindo ajustes de renda, recortes regionais e maior acesso ao programa, além da perspectiva de revisões nas faixas mais altas, tanto em renda quanto em teto de financiamento. Esse conjunto de fatores reforça as perspectivas positivas para o setor”, acrescenta o executivo.