Com menor apego à propriedade tradicional, as novas gerações vêm redefinindo o conceito de moradia ao priorizar flexibilidade, localização estratégica e serviços integrados. Essa mudança de comportamento tem impulsionado o crescimento do multifamily, modelo que combina praticidade, comunidade e infraestrutura completa e já movimenta milhares de unidades no país.
Dados do Censo IBGE 2022 mostram que 20,9% da população brasileira vive em imóveis alugados, um crescimento expressivo em relação aos 17,6% registrados em 2010. Esse avanço sinaliza uma transformação cultural: a locação deixou de ser vista como uma etapa transitória e passou a ser uma escolha consolidada, especialmente entre os jovens. Na faixa etária de 25 a 29 anos, esse percentual chega a 30,3%, evidenciando o protagonismo das novas gerações nessa mudança do mercado imobiliário.
Essa tendência é reforçada por fatores econômicos e comportamentais. De um lado, a alta da taxa Selic encarece o crédito imobiliário e dificulta o acesso à compra do primeiro imóvel. De outro, o aumento da mobilidade profissional nos grandes centros urbanos fortalece a demanda por contratos flexíveis e por unidades prontas para morar, com serviços alinhados às necessidades do cotidiano.
“A busca por unidades prontas para morar, com áreas compartilhadas e localização estratégica, tem aumentado entre moradores de 25 a 35 anos. Além disso, estruturas como coworkings, lavanderias coletivas e pet places atendem às necessidades práticas do dia a dia”, afirma Jorge de Moraes, diretor comercial e de marketing da Vila 11, empresa referência no setor de multifamily em São Paulo.
O mercado já responde a essa demanda em expansão. Segundo dados do relatório Multifamily Report Q4 divulgado pela SiiLA, em 2023, existem atualmente 9.692 unidades multifamily ativas no país, com 3.204 unidades em construção e 2.941 unidades em fase de projeto, números que mostram a aceleração do segmento. “O aluguel passou a ser visto como uma decisão prática, o que pressiona o mercado a oferecer soluções mais simples, digitais e conectadas ao estilo de vida urbano”, complementa Jorge.
Enquanto no Brasil o modelo ainda está em fase de consolidação, nos Estados Unidos o multifamily já representa mais de 25% do mercado imobiliário urbano e movimentou mais de US$ 350 bilhões em 2023, segundo dados do National Multifamily Housing Council (NMHC) e da CBRE Research. No cenário nacional, além do crescimento da demanda, o modelo se destaca pela eficiência operacional, com taxa média de vacância inferior a 5%, conforme levantamento da Brain Inteligência Estratégica divulgado em 2023.
O crescimento do multifamily no Brasil e no mundo vai além de uma tendência de mercado: reflete uma mudança no comportamento das novas gerações. Mais do que escolher morar de forma diferente, esses jovens estão redefinindo o conceito de lar, substituindo a ideia tradicional de propriedade por flexibilidade, comunidade e experiências compartilhadas. À medida que priorizam mobilidade e serviços integrados, o mercado responde com inovação, oferecendo espaços ideais para moradia e convivência. “Estamos diante de um novo paradigma habitacional. O sucesso do multifamily mostra que, para gerações que valorizam experiências, o lar ideal é aquele que oferece qualidade de vida, conexão e economia de tempo”, finaliza Jorge.
A Vila 11 é uma empresa brasileira referência no segmento multifamily, especializada no desenvolvimento, administração e operação de empreendimentos residenciais para locação em São Paulo, com apartamentos modernos, funcionais e semi-mobiliados ou mobiliados, além de processos digitais, seguros e sem burocracia. Atualmente, possui 16 prédios em operação e projeta a entrega de mais três unidades em 2026, consolidando sua expansão na capital paulista, com ocupação média superior a 95%. A companhia integra um dos mais respeitados grupos imobiliários norte-americanos, parte de um portfólio global de 13 empresas especializadas na gestão de ativos para renda em grandes centros urbanos.
