Impulsionado pelo aquecimento da demanda e pela baixa oferta de imóveis, valor médio dos aluguéis registra alta na capital; studios lideram procura no segmento residencial

O mercado de locação imobiliária segue aquecido em Curitiba, movimentando o setor e contribuindo para a alta no valor dos aluguéis. Em junho, o ticket médio total da locação na capital ultrapassou os R$ 2,5 mil (R$ 2.562), um aumento de 1,5% na comparação com o mês anterior e de 8,5% em relação ao mesmo período de 2025.
No segmento residencial, o percentual de alta foi ainda mais representativo: 4,1% em relação a maio, fechando o mês de junho em R$ 2,455 mil. O aluguel dos imóveis comerciais, por sua vez, ficou em R$ 2,982 mil.
“Ainda vivenciamos um cenário de baixa oferta de imóveis e de aumento na procura, o que reflete no aumento dos valores dos aluguéis”, explica Leonardo Baggio, vice-presidente do Inpespar.
Em junho, a Locação Sobre a Oferta (LSO) dos imóveis residenciais na capital paranaense foi de 22,3%, aumento de 1,1 ponto porcentual (p.p.) em relação a maio deste ano. O LSO comercial, por sua vez, foi de 8,3% em junho, registrando crescimento de 0,5 p.p na média do último trimestre no comparativo com o igual período do ano passado.
Localidades e tipos de imóveis
O Centro manteve a liderança entre os endereços mais procurados pelos curitibanos que alugaram um imóvel em junho, concentrando 15,7% das locações residenciais e 25% das comerciais. Em seguida, para moradia, aparecem os bairros CIC (5,3%), Água Verde (5%) e Bigorrilho (4,5%).
Já para fins comerciais e de serviços, depois da região central da cidade, as localidades com maior volume de imóveis locados foram o Água Verde (4,8%) e Santa Felicidade (4%). Alto da XV, Bacacheri, Bigorrilho, Centro Cívico, Portão, Rebouças e Vila Izabel aparecem na sequência e concentram, cada um, 3,2% dos contratos firmados.
Entre as tipologias, os studios destacaram-se com 15,4% de sua oferta locada, um aumento de 13,5 p.p em relação a maio, influenciado principalmente pela chegada de estudantes à cidade para o início do segundo semestre letivo ou para a preparação para os vestibulares. A procura por residências de três dormitórios aumentou 4,1 p.p., fechando junho com 21,3% de suas unidades alugadas, enquanto a demanda por sobrados individuais cresceu 3,5 p.p., atingindo 27,1% de LSO.
A taxa de inadimplência dos inquilinos, que considera atrasos superiores a 30 dias no pagamento do aluguel, manteve-se estável, em 0,9%. O índice reflete o investimento das imobiliárias na qualificação dos locatários, por meio de análises cadastrais criteriosas, seguras e confiáveis para a efetivação dos contratos e a redução de riscos para os proprietários dos imóveis.