Investimentos imobiliários: com alguns cuidados, é possível aprimorar a rentabilidade da aplicação

Antigamente as pessoas compravam imóveis como uma forma de preservar seu patrimônio e ter a certeza de que os descendentes ficariam amparados. A segurança oferecida por esses bens continua – e até cresceu ao longo dos anos. Entre as vantagens oferecidas pelos imóveis, estão a valorização das propriedades e a possibilidade de ter uma renda passiva.

O assunto pode parecer difícil para quem ainda não começou a poupar. Mas, com alguns cuidados, é possível ter um bom rendimento proporcionado pelos investimentos imobiliários.

O primeiro passo é ter paciência. Estudos sobre comportamento mostram que os investidores tendem a acreditar que estão se comportando racionalmente – quando estão longe disso. A Psicologia Econômica explica esse fenômeno: os pensamentos e as emoções que temos em relação ao dinheiro, muitas vezes, tomam o lugar da racionalidade na hora de fazer escolhas, controlar os gastos ou mesmo decidir onde investir a reserva financeira.

Um exemplo: as pessoas geralmente pensam que toleram mais riscos do que realmente o fazem, mas é comum que os sentimentos delas obscureçam o julgamento. Numa fase de baixa, o melhor é analisar bem a situação para resolver o que fazer.

Agir pela “emoção” ou se deixar levar pelas turbulências do mercado pode levar os investidores a comprar ou vender no momento errado, reduzindo a capacidade de gerar retornos estáveis ao longo do tempo.

“Manter os investimentos em uma plataforma gerenciada profissionalmente pode ajudar o investidor a gerar melhores retornos a longo prazo”, indica Jorge Castellar, diretor global de vendas da Bricksave. “Evite vender seus investimentos muito cedo”.

Segundo ele, quatro anos é o período médio de tempo que uma pessoa precisa para manter uma propriedade alugada, de forma a permitir que ela aprecie seu valor para que possa vendê-la com lucro.

Os investimentos imobiliários estão sujeitos a várias taxas, como impostos, honorários advocatícios e comissões que, provavelmente, anularão quaisquer ganhos de valorização do capital antes de quatro anos (em média).

No entanto, isso também depende da propriedade, das condições de mercado e do ciclo de negócios; em alguns casos, um imóvel pode ser vendido em um período menor ou maior do que quatro anos.

Com o dinheiro da venda, as pessoas costumam fazer cursos, viagens e até abrir um negócio. Porém, se o dinheiro não for necessário, uma boa opção é continuar com o investimento.

“Para aumentar o desempenho do investimento um bom caminho é reinvestir em outros ativos imobiliários”, afirma Castellar. Com cerca de 16 mil usuários cadastrados, a Bricksave financiou mais de 225 imóveis e gerou rendimentos médios em dólares de 8,8% para investidores.

“Há um ditado popular que diz que ‘dinheiro faz mais dinheiro’. Isso não é brincadeira. À medida que um investimento aumenta de valor, novos juros são ganhos sobre os juros anteriores. Isso significa que a pessoa ganha ‘retornos sobre retornos’, que vão muito além da soma inicial”, explica o especialista.

Ele faz uma simulação: se uma pessoa investiu US$10 mil em parte de uma propriedade em Chicago, poderá ganhar US$ 900 por ano com os retornos de aluguel, considerando um rendimento de aluguel de 9% e taxa de ocupação de 100%.

Se o valor do imóvel aumentar 5% ao ano durante o prazo de investimento, a rentabilidade com a venda da propriedade seria de aproximadamente 21,55%, ou seja, teria um lucro de US$$ 2.155,00 sobre os US$10 mil investidos inicialmente e, adicionalmente, teria recebido US$ 900 ao ano com a renda de aluguel. Nesse cálculo, há um lucro total no período de investimento de US$ 5.755,00 por cada US$ 10 mil investidos.

O principal é confiar nos gestores do investimento. “A equipe precisa ser experiente. Faça uma pesquisa e descubra quais foram os ganhos alcançados pelos gestores nos últimos anos”, aconselha o executivo.

Autoridades discutem Minha Casa, Minha Vida durante a FEICON

JoséCarlos Martins (Presidente da CBIC); Ratinho Junior (Governador do PR); Inês Magalhães (Vice-presidente de Habitação da Caixa); Jader Filho (Ministro das Cidades) e Carlos Henrique de Oliveira Passos

Seguindo a meta de entregar 2 milhões de unidades habitacionais nos próximos quatro anos, Jader Filho, Ministro das Cidades anunciou a finalização de 9 mil novas moradias até o final de abril, pelo Programa Minha Casa, Minha Vida. A projeção foi confirmada ontem (12), durante a participação no painel “Parceria Estados e Governo Federal em busca da redução do déficit habitacional”, durante a 96ª edição do Encontro Nacional da Indústria da Construção (ENIC).

O evento contou também com as participações de Ratinho Junior, governador do Paraná; Inês Magalhães, vice-presidente de habitação da Caixa e Carlos Henrique de Oliveira Passos, presidente da Comissão de Habitação de Interesse Social (CHIS/CBIC).  

O encontro teve como foco a importância da atuação conjunta da iniciativa privada com os governos federal, estadual e municipal. Na apresentação, as autoridades participantes trouxeram ao palco perspectivas dos planos de habitação social em âmbito nacional e estadual, alguns resultados e também o que tem dificultado o acesso da população ao financiamento imobiliário e iniciativas para solucionar o problema do déficit habitacional.

O Ministro, por exemplo, destacou o diálogo com a Casa Civil, para trabalhar com a possibilidade do FGTS atuar no Faixa 1, que corresponde as famílias com rendimento de até R$ 2.640 e a meta de zerar a entrada para famílias que estão nas faixas 1 e 2.

“O grande problema para as pessoas acessarem o FGTS nos empreendimentos é o valor de entrada. Iniciamos o movimento de conversar com a Caixa e com a direção do FGTS para nas regiões mais pobres diminuir a taxa de juros, aumentar o número de parcelas e o valor do subsídio e, com isso, reduzir o valor da entrada. Essas pessoas já pagam o aluguel e, muitas vezes, o valor é maior do que a parcela de uma casa que serão delas ao final do financiamento”, disse.

O governador ressaltou os resultados da parceria público-privada na área de moradia social e que o estado do Paraná tem 40 mil moradias a serem construídas. “O nosso Programa Casa Fácil conta com aproximadamente 70 empresas que constroem casas em volume e tem uma régua: elas podem ter projetos em cidades grandes, mas também devem construir em municípios menores. Isso tem contribuído para o desenvolvimento social e econômico das regiões”, afirmou Ratinho Junior.

Já Inês Magalhães destacou que o diálogo com o setor de habitação foi um dos pilares de implementação do programa e que agora volta a ser um componente muito importante para a sua retomada. “Nós temos uma aposta de que a construção civil e, principalmente, a construção nacional é um fator de desenvolvimento econômico como inclusão”, ressaltou. “Precisamos muito da parceria dos estados e municípios. O diálogo inclusive com o setor vai nos possibilitar que façamos das parcerias não a exceção, mas a regra do País.”, acrescentou.

Carlos Henrique de Oliveira Passos, presidente da Comissão de habitação de Interesse Social CHIS/CBIC defendeu a importância da atuação ampla das parcerias para atender para atender todos os estados. “A capacidade empresarial foi desafiada quando falaram em fazer 300 mil ou 1 milhão de casas, o setor teve que se reinventar, mas ele está preparado para aceitar os novos desafios buscando novas parcerias com os governos federal, estadual, municipal.

Debates sobre o Programa Minha Casa, Minha Vida foi um dos destaques no segundo dia de FEICON e teve painéis como “Minha Casa, Minha Vida: Retorno das Operações Subsidiadas”; “Minha Casa, Minha Vida: Avanço das Operações Subsidiadas”; “Construção com madeira: Potencial de mercado no Brasil”.

Para participar da 27ª edição da FEICON, que acontece até sexta-feira (14), em São Paulo. O credenciamento está disponível apenas on-line, pelo site https://www.feicon.com.br/.

Mudança no Programa Minha Casa, Minha Vida deve fomentar a construção de imóveis no sul do Brasil

Novas mudanças do programa Minha Casa, Minha Vida acabam de ser anunciadas para os brasileiros. De acordo com o novo anúncio do governo federal, a meta é suprir dois milhões de moradias populares até 2026. O programa foi criado para suprir o déficit habitacional no país ainda em 2009. Os dados mais recentes apontam que esse número era de 5,9 milhões de moradias em 2019.

O programa oferece taxas de juros diferenciadas para pessoas com renda familiar de até R$ 8 mil reais. Para dar conta da alta demanda, o governo federal tem apoio de construtoras pelo Brasil para suprir a alta demanda por imóveis de padrões diferentes. Com forte atuação na região sul do país, a Rottas Construtora já entregou mais de 3.800 unidades residenciais do programa em quatro cidades da região Sul do país. De acordo com o CEO da Rottas, Engenheiro Paulo Rafael Folador, o sucesso dos empreendimentos está vinculado à qualidade dos imóveis: “nossos empreendimentos oferecem conforto para quem sonha com a casa própria. Condomínios completos com área de lazer para toda a família e acabamentos de alta qualidade garantem a satisfação e a realização dos sonhos dos nossos clientes. Nosso objetivo é justamente esse, oferecer qualidade e conforto para atrair as pessoas que desejam sair do aluguel”, afirma. Atualmente a Rottas soma mais de 309 mil metros quadrados construídos e entregues na região Sul.

De acordo com a expectativa do governo federal para o ano de 2023. O valor total investido em habitação deve totalizar R$ 206,9 milhões para entregar cerca de 2700 unidades em seis estados brasileiros.

Moura Dubeux: lançamentos de R$ 249 milhões e vendas de R$ 326 milhões no primeiro trimestre

Nesta quarta-feira, 12 de abril, a Moura Dubeux, incorporadora com 40 anos de atuação na Região Nordeste, protocolou na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a prévia dos seus resultados operacionais no primeiro trimestre de 2023. A Companhia lançou dois projetos no período, somando VGV bruto (valor geral de vendas) de R$ 265 milhões e líquido, de R$ 249 milhões.
 

O volume das vendas e adesões líquidas foi de R$ 326 milhões, significando aumento de 18,9% na comparação com os três meses imediatamente anteriores. O Índice VSO (vendas sobre oferta) líquido foi de 17,3%, um aumento de 2,6 pontos percentuais ante o trimestre anterior.
 

Diego Villar, CEO da Moura Dubeux, destaca que a Companhia retomou o crescimento de vendas e VSO em comparação ao quarto trimestre de 2022, o que sinaliza um bom início de ano, considerando o atual cenário de incertezas macroeconômicas. Além disso, a empresa vendeu mais do que lançou durante o trimestre referência e o consumo de caixa no período, o que já era esperado pela empresa, ficou abaixo do previsto.
 

Os lançamentos no período foram os seguintes: Beach Class Porto das Dunas na cidade de Aquiraz/CE, na modalidade de Condomínio, com 297 unidades; e Casa Jardins em Aracaju/SE, empreendimento de alto padrão, no regime de Incorporação, com 108 apartamentos.
 

Ainda no primeiro trimestre de 2023, a Moura Dubeux entregou três projetos de alto padrão em Recife, Pernambuco, totalizando 282 unidades, sendo um sob o regime de Incorporação e dois, Condomínios. No total, o VGV bruto é de R$ 193 milhões e o líquido, R$ 150 milhões.
 

No período, a Companhia adquiriu um terreno no Estado do Rio Grande do Norte, com VGV bruto potencial de R$ 61 milhões e encerrou o trimestre com 60 terrenos, totalizando VGV bruto potencial de aproximadamente R$ 8,2 bilhões.

Lançamento de aplicativos da construção civil movimentam primeiro dia de FEICON

A indústria da construção experimenta um avanço no uso de tecnologia em toda a cadeia, desde o planejamento até o acabamento, passando também pela qualificação profissional. A integração de tecnologias mostra que a inteligência artificial deverá ser um dos pilares de crescimento do setor. As novidades foram destaque da FEICON, maior evento da construção civil da América Latina, que acontece até sexta-feira (14), no pavilhão do São Paulo Expo (SP).

A Smart Sky, que é um hub de tecnologia da construção civil, concentrou quatro ambientes de inovação, destacando as ferramentas digitais utilizadas pela empresa, que tem oferecido a integração das tecnologias de captura de realidade em única solução para otimizar as operações de construtoras.

A empresa aposta no materport em um processo digital que transforma espaços reais em modelos gêmeos digitais, além do laser scanner que possibilita a geração e armazenamento de dados com precisão. Outra solução é o Geo BIM, metodologia que possibilita o projeto digital da obra antes da construção e a análise precisa de áreas geográficas, permitindo vantagens como identificação do melhor aproveitamento da iluminação solar até avaliação de riscos de enchentes. A empresa também utiliza recursos de realidade virtual e aumentada e metaverso para que construtores e consumidores possam ter melhor experiência do projeto final.

Para capacitação profissional, a Cascola lançou o aplicativo Cascola Pro, voltado para as áreas de arquitetura, marcenaria e vendas. A ferramenta traz treinamentos on-line. Segundo Vitor Gybis, gerente de marketing da Cascola, “a plataforma também conta com informações específicas sobre cada produto, dados comparativo e serviço de geolocalização que permite ao usuário encontrar lojas próximas que tenham o produto ou realizar a compra on-line”.

A Landapp startup de ecossistema de logística da construção civil, que conecta construtoras, caminhoneiros a empresas de terraplanagem, recicladoras para destinação correta de resíduos e reaproveitamento de matérias, também lançou uma novidade: o LandApp Control. O app possibilita o acompanhamento em tempo real do transporte, rastreabilidade, gestão e maior controle no canteiro pelos profissionais de obra.

Outro lançamento realizado na FEICON é o do aplicativo Toctoc, desenvolvido pelo Grupo Aliar, detentor da marca Tintas MC. A proposta é otimizar operações de pinturas, conectando clientes à produtos e pintores cadastrados na plataforma. Desta forma, ao solicitar um orçamento pelo app, o consumidor pode fazer uma descrição do serviço e um vídeo do espaço a ser pintado. Com os dados, é feita a avaliação do tamanho da área, a indicação dos materiais que serão utilizados e previsão de tempo da obra.


A 27ª edição da FEICON acontece até 14 de abril, no São Paulo Expo (SP). Programação e credenciamento on-line estão disponíveis em www.feicon.com.br.

Neste ano, as inscrições para participar do evento são apenas on-line. Não haverá espaço para credenciamento no pavilhão.

Serviço:

FEICON – 27ª EDIÇÃO

Data: 11 a 14 de Abril de 2023
Horário: Terça a Sexta, das 10h às 20h
Local: São Paulo Expo – São Paulo/SP
Endereço: Rodovia dos Imigrantes, Km 1,5 – Água Funda

Na Feicon, Stanley Black&Decker lança ferramentas rastreáveis e expande linha a bateria

Maior fabricante de ferramentas elétricas, a bateria e manuais do mundo, a StanleyBlack&Decker chega repleta de novidades para a 27ª edição da FEICON, principal feira da construção civil na América Latina. Com suas três principais marcas no país destinadas ao segmento — STANLEY, IRWIN e DEWALT -, a empresa conta com um estande de 260 m², onde os visitantes podem conhecer e testar as principais soluções do portfólio.
 

“A FEICON é uma parada obrigatória para todas as marcas que atuam no segmento da construção civil. É o encontro dos principais players e a oportunidade perfeita para a apresentação de tudo o que estamos trazendo ao mercado brasileiro”, afirma Daniel Romano, Gerente de Marketing da StanleyBlack&Decker. “Na edição deste ano, o visitante que for ao nosso estande vai se surpreender com a qualidade e a tecnologia avançada existentes em nossas ferramentas, capazes de garantir produtividade, eficiência e performance aos serviços profissionais e industriais”, acrescenta.

DEWALT: novo software para rastrear ferramentas

Maior referência mundial quando o assunto são ferramentas elétricas ou a bateria de alto desempenho, a DEWALT escolheu a FEICON 2023 para apresentar ao mercado brasileiro uma tecnologia que promete revolucionar a maneira como as empresas utilizam e administram os seus equipamentos.
 

“Tool Connect™ é um sistema de gestão de inventário para a construção civil, que rastreia, via Bluetooth, todo o estoque de ferramentas em um canteiro de obra, uma marcenaria ou uma locadora, por exemplo. Além disso, permite organizar as atribuições, como velocidade máxima e tempo de uso, e personalizar os produtos por pessoa no local de trabalho. Isso melhora diretamente a produtividade, reduz os tempos inativos e aumenta os lucros”, explica Romano”.

Martelos Demolidores com o sistema Tool Connect™

Disponível nas novas ferramentas da linha, que já saem de fábrica com o software integrado, Tool Connect™ também pode ser utilizado nos demais equipamentos da DEWALT por meio de uma tag ou um chip, que são vendidos separadamente, expandindo o novo sistema para toda a linha de baterias da marca.
 

Os itens que chegam ao Brasil já com o sistema integrado, em demonstração na FEICON, são: D25881K — Martelo Demolidor 10kg, com 17,5 Joules (EPTA); D25911K — Martelo Demolidor 11kg, com 27 Joules (EPTA) e motor brushless; DCH911B — Martelo Demolidor 11Kg, com 27 Joules (EPTA) e motor brushless a bateria de 60V FlexVolt; D25966 — Martelo Demolidor 15Kg, com 40 Joules (EPTA) e motor brushless; DCH966 — Martelo Demolidor 15Kg, com 40 Joules (EPTA) e motor brushless a bateria de 60V FlexVolt.

IRWIN: expansão nas linhas de malas, bolsas e mochilas

A feira também é encarada com grande importância pela IRWIN, que aproveita a ocasião para destacar o seu alto volume de lançamentos em 2023. Como grande novidade, a marca expõe no estande da FEICON a expansão de suas linhas de malas, bolsas e mochilas destinadas aos profissionais que trabalham com ferramentas manuais e acessórios.

Linha de malas, bolsas e mochilas da IRWIN

“A IRWIN se encontra em um momento estratégico no mercado brasileiro, com a aposta na chegada de diversos lançamentos ao longo de 2023. Entre eles, estão as novas malas, bolsas e mochilas, partes de um segmento em que somos pioneiros e, agora, voltamos a investir pesado a fim de levar qualidade, resistência e robustez aos nossos clientes”, destaca Paulo Penna, Gerente de Marketing da IRWIN.

Os novos modelos estão divididos em três linhas: Foundation, com 3 itens produzidos em poliéster e lona com estrutura de metal e possuem alças ajustáveis e aconchegantes, pés de apoio emborrachados e filamento de 600 Deniers, oferecendo maior reforço nas áreas com mais atrito; Defender, com 8 itens que também têm estrutura de metal, são revestidos de poliéster e lona e contam com pés emborrachados, mas possuem tecido com resistência similar à de bolsas militares, de 1.680 Deniers; e Commander, com 3 itens, também de 1.680 Deniers, que têm como grande diferencial o fato de a base toda ser emborrachada, resistente a impactos e impermeável.

STANLEY: aposta em baterias intercambiáveis

A STANLEY, por sua vez, preparou para a 27ª da FEICON a apresentação de novos produtos da sua já consagrada linha V20. O sistema oferece mais de 30 ferramentas sem fio e a bateria intercambiável, que permite que uma única bateria de 20V possa ser utilizada em diversas ferramentas, com tecnologia íon de lítio aprimorada para entregar a melhor performance em todas as tarefas desempenhadas pelos profissionais.

Ferramentas da linha V20, da STANLEY

O Gerente de Marketing da StanleyBlack&Decker, Daniel Romano, aponta que o investimento nas ferramentas a bateria é uma resposta à demanda dos usuários profissionais de todo o mundo. “Cada vez mais, o mercado vem entendendo que as soluções a bateria são capazes de garantir o mesmo desempenho que as elétricas. É um caminho sem volta, que proporciona ao operador a mesma potência, mas com a praticidade e a facilidade de um equipamento sem fio”.
 

Além da linha V20, a STANLEY lança no evento a Desengrossadeira Portátil 1800W STP18, destinada aos marceneiros e carpinteiros que trabalham com móveis rústicos e madeira de demolição. Com 1.800W de potência, a novidade tem como grandes diferenciais a maior área de emparelhamento, o que permite o desengrosso de peças de 315mm de largura e 150mm de altura, e o acabamento suave, com qualidade superior à das serras.
 

FEICON 2023

Onde: São Paulo Expo – Rodovia dos Imigrantes, 1,5 km – Vila Água Funda, São Paulo

Quando: 11 a 14 de abril, das 10h às 20h

Estande da StanleyBlack&Decker: corredor F, estande F160

Summit ABRAINC debate 100 Dias de Governo Lula e cobra juros mais baixos e reforma tributária

A Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (ABRAINC) debateu, na manhã desta terça-feira (11/4), os 100 primeiros dias do governo Lula e as perspectivas para a indústria da construção civil, durante o Summit ABRAINC 2023. Na oportunidade, os principais players do setor cobraram a diminuição da taxa básica de juros (Selic); a reforma tributária e medidas que estimulem ainda mais a incorporação imobiliária e construção civil.


Na abertura do evento, o presidente da ABRAINC, Luiz França, fez um breve resumo sobre o momento econômico, político e internacional, onde o Brasil está situado. Apontou desafios e lembrou da necessidade da redução de juros. “Sistemas imobiliários fortes dependem de juros módicos para operar, mobilizando investimentos de longo prazo e contribuindo para a estabilidade das famílias. Hoje, o juro alto já começa a limitar o desenvolvimento, deslocando mais empresas para a iliquidez”, explicou.


Quem também defendeu a redução da Selic foi Rubens Menin, presidente do Conselho da MRV. Ele destacou que a construção civil é um dos setores mais afetados pela Selic e explicou que a taxa em alta afugenta recursos da poupança e, ainda, fragiliza as empresas. Menin destacou também a força do setor. “Essa indústria da construção tem uma capacidade de gerar empregos, desenvolvimento econômico e social como em poucos países do mundo”, afirmou.


Entre as autoridades presentes ao Summit ABRAINC, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, defendeu a reforma tributária, alegando que o tema está há muito tempo sendo discutido no Brasil. Ele reforçou, ainda, que a habitação é um símbolo de dignidade no Brasil e um importante motor para a economia. “É uma atividade econômica importante, responde por 10% dos empregos e aquece a economia”, argumentou.


Ainda sobre reforma tributária, o presidente da ABRAINC defendeu que ela adote critérios justos, que identifiquem o segmento como grande propulsor do emprego, do investimento e do bem-estar das famílias. “É essencial que, nas novas regras tributárias, o setor imobiliário tenha um tratamento específico, que garanta simplicidade e não traga, de forma nenhuma, maior ônus aos investidores”, disse, durante discurso.


O prefeito de São Paulo defendeu, durante a solenidade, que o novo Plano Diretor Estratégico dará agilidade ao setor. Na avaliação dele, a Prefeitura trabalha no PDE para reduzir a burocracia. E a ABRAINC entende que o novo plano dará a chance de melhorar a vida das pessoas, tornando a cidade mais inclusiva e possibilitando maior oportunidade a todos. Além de incentivar a produção de um maior número de unidades para atender a alta demanda de habitação nos próximos 10 anos.


Ainda no primeiro painel do Summit, o ministro das Cidades, Jader Filho, defendeu o relançamento do Minha Casa, Minha Vida e, em especial, o retorno da faixa 1 do programa, que passou a contemplar famílias com renda mensal de até R$ 2.640 – anteriormente o limite era de R$ 1.800. Na época do relançamento do MCMV, a ABRAINC destacou a medida como importante para o combate ao déficit habitacional de 5,9 milhões de famílias e propôs que as demais faixas do programa possam receber novos incentivos, ampliando, dessa forma, a contratação de novos projetos e incentivando, também, a geração de empregos e renda para a população.


O ministro acrescentou que o programa deve ganhar ajustes ao longo do ano para chegar com mais eficiência às cidades de até 50 mil habitantes e destacou o peso que ele terá na geração do desenvolvimento nas cidades beneficiadas. “Nosso objetivo é passar de um milhão de empregos diretos e indiretos apenas com o Minha Casa, Minha Vida até 2026”, afirmou.


Sobre o MCMV, Luiz França elogiou o tamanho do orçamento destinado ao programa nesse ano. “O grande êxito dele está na distribuição dos subsídios diretamente às famílias, viabilizando a compra de moradias. Nesse quesito, já temos um motivo para comemorar: a aprovação de um orçamento de R$ 19,5 bilhões em subsídios para este ano, 130% mais do que o valor orçado em 2022”, apontou o executivo.


Durante o painel “Diálogo com o Poder Público para Habitação”, Antônio Setin, presidente da Setin Construtora; Hailton Madureira de Almeida, secretário Nacional da Habitação; Ricardo Ribeiro Valadares Gontijo, CEO da Direcional; Inês Magalhães, vice-presidente de Habitação da Caixa Econômica Federal; e Edson Antônio da Silva, prefeito de Araraquara; discutiram como os agentes econômicos, políticos e sociais podem fortalecer as relações do setor e promover mudanças que permitam novos investimentos e garantir novas habitações.


Em seguida, foi a vez de alguns dos principais players do setor discutirem “Financiamento e Crédito para a Habitação”. Na oportunidade, Luiz França, presidente da ABRAINC; Gustavo Loyola, ex-presidente do Banco Central e sócio da Consultoria Tendências; Marcos Caielli, diretor de Produtos Imobiliários da B3; e Rafael Arcanjo, diretor de Real Estate da Wiz; discorreram sobre linhas de crédito e funding para o setor e como o mercado busca alternativas em momentos de juros altos.


Entre os temas debatidos, Loyola relatou que já enxerga no horizonte sinais para uma queda da taxa Selic, inclusive com dados favoráveis vindos do exterior. “Temos uma conjuntura internacional desinflacionária e isto já influencia os preços das comodities”, relatou.


Loyola afirmou que o arcabouço fiscal não é perfeito, mas argumentou que se for bem utilizado será o suficiente para evitar um estouro da dívida pública. O posicionamento converge com o da ABRAINC que entende a nova regra como uma forma de trazer equilíbrio às contas públicas no longo prazo, o que é uma condição essencial para termos juros baixos de forma sustentável e novos investimentos, garantindo a geração de empregos.

Ao fim do evento, o tema ESG foi debatido na mesa redonda “O Compromisso do Setor com a Agenda Social, Ambiental e de Governança”, formada por Eduardo Fischer, CEO da MRV, e Ubirajara Freitas, CEO da Tegra, e mediada por Luiz França. Eles compartilharam experiências do setor para minimizar o impacto ambiental de seus trabalhos, inclusive com um inventário de carbono.


Plano Diretor – Em relação ao PDE, a ABRAINC defende a revisão do plano como uma forma para poderem ser ofertados empreendimentos mais compatíveis às necessidades dos compradores e a garantia de medidas que combatam o déficit habitacional do município. Com isso, a entidade acredita que o setor receberá mecanismos que promovem um desenvolvimento mais democrático e sustentável da cidade de São Paulo.

Grupo Astra retorna à FEICON 2023

A Astra e a Japi, gigantes nos mercados da construção civil e arquitetura, além da maior fabricante de assentos sanitários da América Latina, retornam à FEICON em grande estilo. O Grupo traz para o evento seus últimos lançamentos inovadores para o mercado de construção civil e arquitetura, além disso, promoverá uma ativação inédita e que deve atrair muito público para seu estande, um dos maiores da edição de 2023 da feira. 

Após sete anos sem participar da feira, as empresas Astra e Japi agora retornam com a atração da artista, designer e criadora de conteúdo, Karol Stefanini. Nos dias 11 e 12, Karol Stefanini estará no estande e criará peças exclusivas com pinturas feitas em assentos sanitários. 

A artista, designer de formação, é também empresária e ministra cursos de lettering (arte gráfica onde a escrita ganha contornos de ilustração). Com presença marcante e constante nas redes sociais, como Instagram, Youtube, Pinterest e Tiktok, Karol tem mais de 4 milhões de seguidores. Já realizou projetos com celebridades e marcas como Louis Vuitton, Grupo Boticário e Domestika.

Neste retorno à feira, os visitantes, além de acompanharem ao vivo a criação da artista, também poderão experimentar diferentes conteúdos técnicos disponibilizados no ambiente digital, acessados gratuitamente. Ainda, no estande, será possível assistir a vários vídeos sobre as diferentes linhas de produtos da Astra e da Japi. “Voltar à FEICON, neste momento, é fundamental para seguirmos nos consolidando como um dos principais parceiros das lojas de materiais para construção”, afirma Joaquim Coelho, diretor comercial da Astra e da Japi. 

O Grupo que comercializa mais de 8 mil itens para a área de construção civil está presente em 36 mil pontos de vendas em todas as regiões do país, além de possuir uma loja física própria e vendas online. Com mais 66 anos de atuação, a Astra tem seus produtos reconhecidos frequentemente pelos lojistas do mercado da construção. Desde 1998, a marca recebe o Prêmio Anamaco – o principal do segmento da construção – e há 10 anos consecutivos é destaque na linha de assentos sanitários, ficando em primeiro lugar nesta premiação. Possui a linha mais completa de assentos, com diversas versões, materiais e modelos: almofadado, com fechamento suave, rígido, feito em madeira, perfumado, entre outras opções, além de ter como principais características a qualidade, durabilidade e conforto.

“Possuímos a linha mais completa do Brasil quando se fala em construção, arquitetura e design, buscamos a liderança do mercado e a satisfação do cliente, sem deixar de lado toda a sofisticação dos produtos”, reforça Joaquim Coelho.

Lançamentos – As mais de 80 mil de pessoas que devem visitar a feira encontrarão entre as novidades apresentadas pelo Grupo o novo assento almofadado click e – único assento almofadado com esse sistema no mercado –, que possui a tecnologia quick release, no qual a peça pode ser removida facilmente com apenas um clique, facilitando a higienização do produto e da bacia sanitária, e o novo sistema de tubulação PERT, desenvolvido para facilitar as obras, substituindo as instalações tradicionais de PVC e PPR (Polipropileno). Comercializado na cor azul, o item facilita a identificação da tubulação de água fria, seja por parte das construtoras, técnicos em encanamento e até mesmo os próprios moradores. Flexível, a tubulação é de montagem rápida e prática, possui um menor número de conexões – o que diminui os riscos de vazamento -, é resistente à corrosão química e galvânica e tem alta resistência à temperatura e pressão. 

Para a edição, as empresas comprovam sua liderança de mercado e trazem uma linha completa, com SPAs, assentos sanitários, sistemas de tubulação, bacias sanitárias, cubas, torneiras, entre outros itens. 

Além dos dois lançamentos, a Astra também apresentará, na FEICON, a SPA Eccellenza, o único exemplar nacional com borda infinita e que acomoda até seis pessoas, a Bolsa Excêntrica, desenvolvida para alterar o ponto de instalação das bacias sanitárias em até 40mm, e o Ralo Oculto, que permite alta vazão de água com um acabamento discreto e refinado. 

A Japi apresentará as Cubas Inox para cozinha, fabricadas em aço inox 304 de alta resistência e durabilidade, que são oferecidas em kit que acompanha válvula e sifão. Disponíveis em quatro acabamentos diferentes (inox escovado, preto, rose gold e gold), as cubas possuem revestimento nano-coating – tecnologia que previne riscos e prolonga o intervalo de manutenções. As cubas ainda têm um reforço externo com chapas de resina antirruído, para maior conforto e comodidade no dia a dia.

Já a Bacia Sottile oferece um kit completo que acompanha assento sanitário soft close, caixa acoplada com mecanismo de descarga de duplo acionamento já instalado, kit de fixação lateral, engate e anel de vedação. Outra característica do modelo é que ele é carenado, ou seja, o desenho do sifão não aparece na estrutura da bacia, o que torna seu design mais sofisticado.

Completam as novidades para a feira a Torneira Arezzo Smart, o Kit Samba Preto – 5 peças, composto por cabide, saboneteira, papeleira e porta toalha de rosto e porta toalha de banho, destinado a consumidores que desejam repaginar o banheiro de forma prática e investindo pouco, e a linha de vasos Decore, que ganhou recentemente dois novos integrantes em formato cilíndrico disponíveis nas cores Chumbo e Off-White, com texturas acetinadas e efeito matte, ideal para combinar com todos os tipos de ambientes e composições.

Quando o assunto é tendência em acabamentos de utilidades domésticas, a Astra também é destaque. Exemplo disso são os produtos marmorizados para banheiro e cozinha A empresa apresenta diferentes cores que remetem ao mármore carrara, travertino, entre outros.

“Nossa preocupação está em entregar itens básicos que deixem o banheiro e a cozinha com um toque sofisticado e levem a identidade da Astra”, reforça.

Setor da Construção Civil no Brasil aposta em ferramentas de eficiência para enfrentar pressão de custos e instabilidade de mercado

Constatação vem de pesquisa realizada pela HR Tech Mereo, feita ao longo de 2022, que mostrou como MRV Engenharia (1º) e Direcional Engenharia (4º), empresas que estão no top 5 do Ranking Nacional 2022 da Construção Imobiliária, lidam com mecanismos estratégicos para enfrentar riscos setoriais

Desde o ano passado, o sinal vermelho está aceso na construção civil, já que o Índice Nacional de Custo da Construção, o INCC, responsável pela inflação oficial da construção civil no Brasil que impacta diretamente no reajuste do valor dos imóveis, em especial na compra de casa na planta, tem sido um dos principais desafios enfrentados pelo mercado imobiliário. Mas há boas notícias: pesquisa da HR tech Mereo mostra que parte das maiores empresas do país têm lançado mão de mecanismos eficientes para lidar com oscilações do setor, caso de MRV Engenharia e Direcional Engenharia. As duas companhias aparecem no top 5 do Ranking Nacional 2022 da Construção Imobiliária, produzido pela revista O Empreiteiro.

Em 2021, o índice fechou em 13,85%, o maior desde 2010. Entre os motivos, os efeitos das medidas de proteção sanitária e a desestabilização das cadeias mundiais de suprimentos para a construção, tornando o custo da construção mais caro. Neste ano, a projeção é que o ano finalize também com um alto índice, podendo ser o segundo maior nos últimos anos analisados – está acumulado em 9,18%, segundo dados de dezembro da Fundação Getulio Vargas (FGV). Quando o INCC está alto, há aumento de custo e redução de vendas e de margem de lucro para as empresas.

Pesquisa da RH tech Mereo, plataforma integrada de gestão de pessoas, junto a 15 empresas da construção civil, cinco delas presentes no top 20 do Ranking Nacional 2022 da Construção Imobiliária, mostra que 43% das companhias apostam em eficiência e os outros 57% se dividem por práticas ESG e metas de crescimento e expansão para enfrentar aumento de custo e instabilidade e riscos do mercado.

O eixo excelência operacional aparece em primeiro. Ele representa 20% e engloba métricas de lançamento de empreendimento, cumprimento de prazo de obra, produtividade durante o período de execução do empreendimento e sob quais condições a construção é entregue. Em segundo lugar, está a rentabilidade, que significa 11% do eixo, e é composta por métricas como margem bruta e líquida. Em terceiro, está a redução de gastos. Ela compõe 11% do eixo e envolve teto de orçamento, redução de despesas e de custos, além de propiciar ganhos financeiros.

“Sabemos que, ao enfrentarem um aumento de custo, com redução de margem, as empresas realizam uma força interna voltada para a excelência operacional, mas deparam com alguns problemas internos, como falta de processos otimizados, desperdício de materiais e despesas fixas muito altas”, avalia Ivan Cruz, cofundador da Mereo, RH tech presente em mais de 40 países e responsável por atender a 10% das 500 maiores empresas do Brasil.

São empresas que também utilizam uma série de competências humanas nos cargos de liderança para alcançar as metas. A mais utilizada é relacionamento e inteligência emocional (14%), seguida de organização e planejamento (12%), passando por atitude de dono (12%), melhoria contínua (12%) e valorização da segurança (12%).

“Para alcançar a eficiência e os resultados esperados, tão importante quanto fazer as adequações operacionais, de processos e/ou estrutura, é o desenvolvimento de competências humanas necessárias para realizá-las. Ao considerarmos as pessoas como protagonistas de resolução de desafios, podemos desenvolvê-las de forma mais eficiente”, avalia Ivan.

Os cargos C-level, ou seja, de alta administração, têm metas principais voltadas especialmente na liderança e gestão de pessoas (13%), relacionamento e inteligência emocional (12%) e organização e planejamento (9%). Já na gerência, o peso dado a cada competência muda: relacionamentos e inteligência emocional (14%), melhoria contínua (10%) e organização e planejamento (10%).

Tendo em vista o cenário desafiador, construtoras têm apostado em uma série de estratégias, desde os canteiros de obras até os cargos mais altos. Entre elas, está investir no desenvolvimento de pessoas, tarefa executada pelo setor de gente e gestão. Exemplo disso é a parceria da Mereo com a MRV, empresa top 1 do ranking, que acontece desde 2016, quando a companhia procurou a HR Tech em busca de uma plataforma de gestão de talentos que assegure o bom desenvolvimento de seus colaboradores a médio e longo prazo.

Só em 2021, 12% das empresas atendidas pela Mereo eram da área da construção civil, o que representou 10% do faturamento total. A plataforma fornece sistema de gestão, contribui para um impacto positivo nos resultados da empresa, oferece a padronização de regras e processos e contribui na agilidade no processo de tomada de decisões e na redução de custos.

“O software Mereo ajuda a MRV a consolidar o sistema de gestão e, consequentemente, na melhoria dos resultados. Padronizando as regras do programa de PLR, economizamos tempo no cálculo do alcance das metas e dos prêmios”, afirma Ricardo Paixão, diretor de Relações com Investidores e Planejamento da MRV Engenharia, empresa que oferece casas e apartamentos em mais de 150 cidades do Brasil.
 

Já a parceira da Mereo com a Direcional Engenharia, quarta colocada no ranking da construção civil, ocorre desde o ano passado. A construtora e incorporadora atua há mais de quatro décadas no segmento de empreendimentos do programa Cassa Verde e Amarela, além de médio padrão. “Quando se trabalha com mais de 6 mil colaboradores, espalhados por 14 Estados, são necessárias ferramentas robustas de gestão de pessoas. A plataforma permite visibilidade no acompanhamento de metas e indicadores fundamentais para o nosso negócio, trazendo governança para nosso modelo de gestão. Além disso, nos permite acompanhar o desempenho e desenvolvimento dos nossos colaboradores, fator fundamental para o engajamento dos nossos talentos”, pontua Valéria Plata, diretora de Desenvolvimento Humano.
 

De acordo com Marconi Rocha, cofundador da Mereo, o processo de gestão de pessoas requer processos cada vez mais automatizados e padronizados e uma cultura de resultados bem sedimentada. “No chamado RH Estratégico, toda cadeia de valor pode ser automatizada, iniciando pelo processo de atração seguindo para contratação, desenvolvimento, engajamento, retenção e sucessão. Exemplo disso é o processo de desenvolvimento das pessoas, no qual a maioria das organizações desenvolve programas de avaliação de competências, que geram uma série de planos de desenvolvimento individual (PDI). Trata-se de um processo fundamental para a empresa e para seus colaboradores, que se torna demasiadamente trabalhoso se executado de forma manual. A automatização por meio de softwares torna muito mais efetivo o processo de desenvolvimento das pessoas”, avalia o executivo.

Perfil das empresas analisadas

15 empresas

6 listas em bolsa de valores

A maior tem mais de 10 mil colaboradores

5 estão no Ranking Nacional 2022 da Construção Imobiliária da revista OP – 2 delas estão entre as 5 maiores

Ranking Nacional 2022 da Construção Imobiliária*

1º MRV Engenharia

2º Cyrela

3º Even

4º Direcional Engenharia

5º Cury

6º Tegra Incorporadora

7º Plano&Plano

8º A. Yoshii Engenharia e Construção

9º Eztec

10º Patrimar Engenharia

11º Gafisa

12º Trisul

13º BRZ Empreendimentos e Construções

14º Moura Dubeux Engenharia

15º Lavvi Empreendimentos

(*) O levantamento, que avalia as maiores empresas de construção e habitação do Brasil, faz parte do Ranking da Engenharia Brasileira 2022, promovido pela revista O Empreiteiro, e tem como base a receita operacional bruta das construtoras imobiliárias

Como o investimento em tecnologia revoluciona toda a jornada da construção civil

Por Eduardo Pires, diretor de produtos de Construção da TOTVS

Depois de um 2022 positivo para a construção civil brasileira, com aumento de 6,9% do PIB do setor, o cenário neste início de ano está um pouco mais cauteloso, sobretudo por conta de indefinições em relação à política de juros do Banco Central. Em momentos de incertezas, ter informações confiáveis é fundamental para se manter competitivo. O setor da construção já sabe que a tecnologia é a chave para impulsionar os negócios e melhorar a produtividade em todos os pontos da jornada, mas agora é hora de colocar, de fato, esse conhecimento na prática.

Criar ou manter o planejamento de obra em papelada ou planilhas torna-se inviável em um mercado acelerado e competitivo como o atual. A digitalização revoluciona a forma como os projetos e obras são desenvolvidos, trazendo mais segurança, agilidade, redução de custos e produtividade para suas atividades.

Olhando para toda a jornada da construção civil, o primeiro passo é um ERP especializado, que apoia a etapa do planejamento, gestão de orçamentos e cotações de recursos, elaboração de cronogramas e a análise de viabilidade da obra. Já durante a execução do projeto, sabemos que a administração é um dos principais desafios, uma vez que diversos fatores influenciam o desenrolar, como variação de preços de insumos, alocação correta das equipes ou uma mudança na legislação, por exemplo.

Essa gestão mais inteligente e tecnológica é um apoio importante também para o cumprimento de padrões de segurança e qualidade, e tudo isso dentro prazo – requisito essencial! Tudo isso tanto por meio de ferramentas de gestão de contratos e documentos, projeção do avanço físico e controle de despesas, quanto por tecnologias de ponta como BIM, Lean Construction, IoT, Inteligência artificial e drones.

Na outra ponta da cadeia de construção, quando o projeto já está finalizado, a tecnologia também exerce um papel fundamental frente às incorporadoras e gestoras de imóveis. Já existem sistemas que gerenciam as etapas de venda, como definição de preços, controle e oferta de meios de pagamento, gestão de resultados, acompanhamento de projeções financeiras, entre outros. Ferramentas de assinatura eletrônica, por sua vez, conferem mais segurança e agilidade a assinaturas de contratos, por exemplo.

O relacionamento com o cliente é outra etapa da jornada da construção onde a tecnologia ganha função e destaque. Diante da importância de uma boa experiência de compra e da fidelização do cliente, um bom atendimento é essencial para reter e se destacar frente à concorrência. Para isso, soluções de gestão de clientes, como o CRM, que compila dados, estuda o perfil do cliente e aumenta a geração de leads, e ferramentas de automação de ações de marketing são investimentos que valem a pena para quem quer impactar e atrair o público com mais eficiência.

Os benefícios trazidos pela tecnologia ao setor de construção demonstram o potencial revolucionário da digitalização nos mais diferentes pontos da jornada do segmento. As novidades não param de surgir, portanto cabe aos players do setor se atualizarem no mercado, estudando as melhores opções de produtos para seus negócios – de acordo com as suas necessidades e nível de maturidade – e investindo em tecnologias e capacitação e treinamentos de equipe, afinal o mundo da construção está cada vez mais digital.