Indicadores de fevereiro mostram crescimento do VSO e financiamento próximo de 70%, patamar associado à aceleração do setor
A venda de terrenos foi destaque entre os resultados do mercado imobiliário de Curitiba no mês de fevereiro de 2026. A Venda Sobre a Oferta (VSO) alcançou 2,4%, aumento de 1,1 ponto percentual em relação a janeiro e de 0,5 p.p no comparativo a fevereiro de 2025. O protagonista da categoria foram os terrenos individuais, cujo crescimento chegou a 1,2 p.p no segundo mês do ano, com o VSO passando de 1,5% para 2,7% no período.
Ao mesmo tempo, cresceu a participação dos financiamentos como opção de pagamento pelos compradores de imóveis na capital. A modalidade representou 69% das negociações efetivadas — maior índice desde agosto de 2024 (69,2%) —, e mantém a trajetória de alta iniciada em novembro de 2025.
“Quem compra terrenos individuais o faz, em geral, para construir. A tendência é que um percentual relevante desses imóveis seja destinado a obras no curto prazo. Já o financiamento imobiliário próximo dos 70% simboliza, historicamente, o ponto em que o mercado começa a acelerar. Esse conjunto de fatores sinaliza credibilidade e confiança no desempenho do setor para 2026”, avalia Luiz Fernando Martins Alves, presidente do Instituto Paranaense de Pesquisa e Desenvolvimento do Mercado Imobiliário e Condominial (Inpespar), integrante do Sindicato da Habitação e Condomínio do Paraná (Secovi-PR), entidade responsável pelo levantamento.
O segmento residencial manteve um cenário de estabilidade, com a Venda de Usados sobre a Oferta (VUSO) passando de 3,6%, em janeiro, para 4,2% no mês seguinte, avanço de 0,6 p.p. No comparativo com fevereiro de 2025, houve recuo de 0,4 p.p.
Entre os tipos de imóveis mais procurados no período, destacaram-se os apartamentos de um e três dormitórios, cujos VUSOs passaram de 4,2% para 5,3% e de 3,7% para 4,4%, respectivamente, entre janeiro e fevereiro. Também ganharam relevância as residências de alvenaria de dois quartos, que registraram alta de 1,2 p.p, com o índice de 5,7% em fevereiro.
O ticket médio residencial apresentou leve recuo de 0,6% em relação a janeiro, ficando na casa de R$ 476 mil.
Bairros mais procurados
Os compradores que fecharam negócios em fevereiro, em Curitiba, elegeram o Centro como o endereço mais procurado da capital, concentrando 6,9% das aquisições realizadas. Na sequência, aparecem Novo Mundo (5,1%), Boa Vista e Rebouças (4,6%) e, empatados, Água Verde, Bairro Alto, Campo Comprido e Santa Cândida (com 4,1% cada).
