Comportamento dos preços do segmento em capitais como Curitiba, Salvador e São Paulo sustentaram a leve alta no índice

Comportamento dos preços do segmento em capitais como Curitiba, Salvador e São Paulo sustentaram a leve alta no índice

■Análise do último mês: o preço médio de venda de salas e conjuntos comerciais de até 200 m² apresentou alta de 0,12% em fevereiro de 2021, mesmo resultado registrado para o preço médio de locação. Como resultado, as variações de preço registrados para o segmento comercial foram inferiores às variações do IPCA/IBGE (+0,86%) e do IGP-M/FGV (+2,53%) no período. No caso específico do preço médio de venda, os aumentos observados em cidades como Curitiba (+1,30%), Salvador (+0,61%), São Paulo (+0,21%), Florianópolis (+0,20%) e Campinas (+0,15%) contrastaram com os recuos registrados em outras localidades, como Brasília (-1,79%), Niterói (-0,71%), Belo Horizonte (-0,22%), Porto Alegre (-0,20%) e Rio de Janeiro (-0,03%). Já no caso do preço médio de locação, Curitiba (+1,52%), Salvador (+1,44%), Belo Horizonte (+0,63%), São Paulo (+0,10%) e Campinas (+0,03%) registraram variações positivadas, ao passo que as demais cidades monitoradas apresentaram queda no preço médio no mesmo período: Rio de Janeiro (-0,76%), Florianópolis (-0,37%), Brasília (-0,15%), Niterói (-0,11%) e Porto Alegre (-0,07%).

■ Análise do acumulado em 12 meses: o preço médio de venda comercial acumula queda nominal de 1,21% nos últimos 12 meses, enquanto o preço médio de locação desse segmento exibe recuo de 1,08%. Comparativamente, ambos resultados são inferiores às variações acumuladas pelo IPCA/IBGE (+5,20%) e pelo IGP-M/FGV (+28,94%) para esse recorte temporal. Entre as cidades monitoradas, as maiores quedas envolvendo o preço médio de venda comercial foram registradas em: Brasília (-11,64%), Belo Horizonte (-3,75%), Niterói (-3,27%), Rio de Janeiro (-3,18%) e Porto Alegre (-3,14%). Quanto ao preço médio de locação, as cidades que apresentam as maiores quedas nos últimos 12 meses foram: Rio de Janeiro (-7,06%), Curitiba (-3,44%), Brasília (-2,12%), Florianópolis (-0,61%) e Belo Horizonte (-0,28%).

■ Preço médio de venda e locação: em fevereiro de 2021, o valor médio do m2 de imóveis comerciais nas cidades monitoradas pelo Índice FipeZap Comercial foi de R﹩ 8.423/m2 , no caso de imóveis comerciais anunciados para venda, e de R﹩ 37,10/m2 , entre aqueles destinados para locação. Entre todas as 10 cidades monitoradas pelo Índice FipeZap Comercial, a cidade de São Paulo se destacou com o maior valor médio tanto para venda de salas e conjuntos comerciais de até 200 m² (R﹩ 9.635/m2 ), quanto para locação de imóveis do mesmo segmento (R﹩ 44,16/m2 ). Comparativamente, no Rio de Janeiro, os preços médios de venda e de locação de salas e conjuntos comerciais anunciados foram de R﹩ 9.273/m² e R﹩ 36,82/m², respectivamente.

■ Rentabilidade do aluguel comercial*: pela razão entre o preço médio de locação e o preço médio de venda dos imóveis comerciais, é possível obter uma medida da rentabilidade para o investidor que opta por investir no imóvel com a finalidade de obter renda com aluguel (rental yield). O indicador pode ser utilizado para avaliar a atratividade de salas e conjuntos comerciais em relação a outras opções de investimento disponíveis (como, por exemplo, investimento em imóveis residenciais para obtenção de aluguel e aplicações financeiras). Em fevereiro de 2021, o retorno médio do aluguel comercial (anualizado) foi calculado em 5,43% ao ano, superando a rentabilidade do aluguel do segmento residencial (4,69% ao ano), bem como o retorno médio real de aplicações financeiras de referência. DESTAQUESDO MÊS Preços de venda e locação de imóveis comerciais avançam 0,12% em fevereiro Comportamento dos preços do segmento em capitais como Curitiba, Salvador e São Paulo sustentaram a leve alta no índice.

Os preços considerados no indicador incluem apenas aqueles veiculados em anúncios para novos aluguéis. O Índice FipeZap não incorpora em seu cálculo a correção dos aluguéis vigentes, cujos valores são reajustados periodicamente de acordo com o especificado em contrato. Como resultado, capta-se de forma mais dinâmica a evolução da oferta e da demanda pelo aluguel de espaços comerciais ao longo do tempo.

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