Alta no preço dos imóveis reforça o consórcio como alternativa de compra

Modalidade cresce entre consumidores que priorizam o planejamento financeiro e a formação de patrimônio para renda futura
 

O aumento dos preços dos imóveis residenciais tem levado consumidores a repensar a forma de adquirir uma propriedade. Segundo o Índice FipeZap de Venda Residencial, os preços subiram 0,53% em agosto, acelerando em relação à alta de 0,46% registrada em julho. No acumulado de janeiro a agosto, a valorização chegou a 3,44%, ficando acima dos 3,02% da inflação ao consumidor considerada pelo indicador. Em 12 meses, os imóveis acumulam alta de 5,49%, enquanto a inflação oficial utilizada no levantamento ficou em 4,14%.

Nesse cenário, o consórcio de imóveis aparece como uma alternativa para quem busca planejar a aquisição de uma propriedade sem recorrer ao financiamento tradicional. A modalidade também vem sendo utilizada como estratégia para formação de patrimônio, inclusive por quem pretende estruturar uma aposentadoria imobiliária, ou seja, adquirir imóveis ao longo da vida para, futuramente, obter renda com a locação desses ativos.

O empresário Luiz Felipe Buchino, de São Paulo (SP), decidiu aderir ao consórcio para aquisição de imóveis e já conta com cotas contempladas, que pretende utilizar em breve. Entre os fatores que influenciaram sua decisão está a possibilidade de se preparar financeiramente para essa conquista. “O consórcio permite organizar o orçamento conforme os objetivos financeiros, com flexibilidade. Essa combinação de planejamento e oportunidade de formar patrimônio no longo prazo foi determinante para minha escolha”, afirma.

Como funciona o consórcio de imóveis

Com a modalidade é possível escolher um valor de crédito, a partir de R$ 80 mil, e investir em uma parcela mensal. Ao ser contemplado, o que pode ocorrer por meio de lance ou sorteio, o consorciado tem poder de compra à vista e pode utilizar o recurso de diversas maneiras, o que inclui a formação de uma aposentadoria imobiliária.

Ainda como vantagem, o consórcio de imóveis possui atualização anual do crédito pelo INCC (Índice Nacional de Custo da Construção), mantendo o poder de compra do consumidor.

Aposentadoria imobiliária entra no planejamento de longo prazo

A possibilidade de transformar imóveis em fonte de renda futura é um dos fatores que tem levado consumidores a olhar para este tipo de aquisição como estratégia. A chamada aposentadoria imobiliária consiste na formação gradual de uma carteira de imóveis com potencial de aluguel.

“O consórcio é uma ferramenta de planejamento para quem pensa na construção de patrimônio ao longo do tempo. A partir da contemplação, o consumidor pode utilizar o crédito para adquirir um imóvel que esteja alinhado aos seus objetivos, seja para moradia ou para geração futura de renda”, afirma Tatiana Schuchovsky Reichmann, CEO da Ademicon.

Tatiana Schuchovsky Reichmann, CEO da Ademicon

Crescimento do mercado de consórcio de imóveis

O produto tem ganhado cada vez mais a adesão de brasileiros que querem adquirir imóveis de maneira planejada. Segundo dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC), de janeiro a agosto de 2026, o volume de créditos comercializados no segmento aumentou 36,3% em relação ao mesmo período de 2025, somando mais de R$ 231,9 bilhões. Em todo o Brasil, o número de participantes ativos alcançou 3,34 milhões em agosto de 2026, 33,6% a mais que no mesmo mês de 2025.

Nos primeiros oito meses deste ano, a Ademicon, maior administradora independente de consórcio do Brasil em créditos ativos, comercializou mais de R$ 44,4 bilhões em créditos, somente no segmento de imóveis, o que representa um crescimento de 86%, em relação ao mesmo período de 2025.

Compartilhar