Com o programa respondendo por mais da metade dos lançamentos do financiamento habitacional no Brasil no fim de 2025, Viacredi expande concessões e reforça a atuação no crédito imobiliário

O acesso ao financiamento habitacional voltou a crescer no Brasil em 2025, impulsionado por programas como o Minha Casa, Minha Vida. No quarto trimestre do ano, o programa respondeu por 52% dos lançamentos e 49% das vendas, segundo dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), consolidando o crédito direcionado como eixo central da atividade do setor.
Além disso, nesta semana, o Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aprovou mudanças que ampliam o limite de renda das famílias e elevam o valor dos imóveis financiados pelo programa Minha Casa, Minha Vida. As novas regras ainda dependem de publicação no Diário Oficial da União.
Inserida nesse movimento, a Viacredi, uma cooperativa Ailos, registrou um crescimento de 47% na carteira de crédito imobiliário em 2025, desempenho que acompanha a expansão do mercado, mas se destaca pelo avanço das linhas com taxas subsidiadas.
A cooperativa atua há quatro anos no Sistema Financeiro da Habitação (SFH) e vem ampliando a participação em programas voltados à habitação. Para coordenador de negócios da Viacredi, Bruno Rafael Degang, o avanço está ligado à estratégia de facilitar o acesso dos cooperados ao financiamento, sempre de forma personalizada.
Ao fim de 2025, as linhas Minha Casa, Minha Vida e Pró-Cotista somavam R$ 217,2 milhões em carteira, o equivalente a 24% da carteira de crédito imobiliário. No mesmo ano, a cooperativa liberou mais de R$ 335 milhões nessas modalidades, que responderam por 31% do total concedido.
Segundo Isabela Alves Seixas, especialista em financiamento imobiliário na Viacredi, o perfil que mais cresceu em 2025 foi o de cooperados que estão financiando o primeiro imóvel, impulsionados pelas condições mais acessíveis e pela retomada dos programas habitacionais.
“Percebemos um aumento significativo de cooperados que antes não conseguiam acessar o crédito ou postergavam essa decisão. Com taxas mais acessíveis e uma análise mais individualizada, esse público passou a enxergar o financiamento como algo viável”, afirma.
Para 2026, os recursos disponíveis para crédito imobiliário devem superar R$ 200 milhões. “Sempre que houver possibilidade de acesso a uma taxa menor, entendemos que o cooperado deve ter essa oportunidade”, afirma.
Outro fator que contribuiu para o avanço foi o fortalecimento da atuação com parceiros imobiliários credenciados, responsáveis por 44% das concessões nas linhas Minha Casa, Minha Vida e Pró-cotista em 2025. A parceria tem papel estratégico na orientação dos cooperados e na agilidade dos processos.
“Essa rede ajuda o cooperado a entender melhor as opções e evita frustrações ao longo do caminho. Além disso, investimos na capacitação das equipes para sempre buscar a melhor condição possível dentro do perfil de cada pessoa”, destaca Isabela.
Perspectivas para 2026
Para 2026, a expectativa é de continuidade do crescimento. A Viacredi projeta disponibilizar mais de R$ 300 milhões em recursos para crédito imobiliário, sendo R$ 200 milhões especificamente nas linhas Minha Casa, Minha Vida e Pró-Cotista acompanhando a demanda por financiamentos de longo prazo e a manutenção dos programas habitacionais.
“O crédito imobiliário tem um papel social importante. Quando conseguimos ampliar o acesso com responsabilidade, contribuímos não só para o mercado, mas para a qualidade de vida e o desenvolvimento das regiões onde atuamos”, reforça Degang.
Compra de imóveis
As linhas de crédito disponíveis na Viacredi permitem financiar até 90% do valor do imóvel, com prazo de até 420 meses. Isabela destaca também que outro diferencial da cooperativa está na análise individualizada de crédito, que considera outras fontes de renda além da folha de pagamento. “Fazemos sempre uma análise personalizada de cada cooperado. Isso reforça nosso propósito de inclusão financeira e amplia o acesso ao crédito.
A experiência da cooperada Valdenia Sousa Alves Monte, de Indaial/SC, ilustra esse movimento. Mesmo sem vínculo formal de trabalho, ela mantém a conta ativa, com movimentações constantes e controle do próprio fluxo de caixa, organização que foi fundamental para viabilizar o financiamento pelo Minha Casa, Minha Vida com apoio da cooperativa. “Eu tinha medo de não conseguir, porque não trabalhava com carteira registrada, mas a Viacredi foi parceira e me ajudou bastante”, conta.
A cooperativa também oferece orientação ao longo do processo, auxiliando na organização financeira e na documentação necessária. Para contratar, a recomendação é procurar a unidade mais próxima. “O atendimento é individualizado, o que facilita esclarecer dúvidas e orientar cada etapa”, conclui Degang.