Category Mercado Imobiliário

FGV: Confiança da Construção alcança maior nível desde janeiro de 2014

O Índice de Confiança da Construção (ICST), do FGV IBRE, subiu 1,4 ponto em dezembro, para 96,7 pontos, maior nível desde janeiro de 2014 (97,8 pontos). Em médias móveis trimestrais, o índice variou 0,1 ponto, após ter caído no mês passado.
 

“No último mês de 2021, a situação corrente dos negócios alcançou uma posição melhor do que antes da pandemia, embora ainda permaneça em posição que representa uma percepção de pessimismo moderado. Um ponto de destaque é que a atividade cresceu na comparação com 2020 e 2019. No que diz respeito às expectativas, o indicador recuperou a percepção de neutralidade, mas se mantém abaixo nível alcançado em dezembro de 2019. Nota-se que os empresários se mantêm cautelosos em relação às perspectivas para os negócios nos próximos meses. É um sentimento que decorre da própria piora da conjuntura e de sua repercussão sobre variáveis chaves para o setor”, observou Ana Maria Castelo, Coordenadora de Projetos da Construção do FGV IBRE.

Em dezembro, o resultado positivo do ICST refletiu a melhora das expectativas e da percepção dos empresários na avaliação sobre momento atual. O Índice de Situação Atual (ISA-CST) subiu 0,8 ponto, para 92,8 pontos, maior nível de agosto de 2014 (93,0 pontos). A alta do ISA-CST foi influenciada principalmente pela melhora do indicador de carteira de contratos, que subiu 1,4 ponto, para 93,8 pontos. O indicador de situação atual dos negócios se manteve relativamente estável ao variar 0,2 ponto, para 92,0 pontos.
 

O Índice de Expectativas (IE-CST) avançou 2,1 pontos, para 100,8 pontos, maior nível desde agosto deste ano (100,9 pontos). Esse resultado se deve à melhora do indicador de demanda prevista, que subiu 2,2 pontos, para 103,0 pontos, e do indicador de tendência dos negócios, que subiu 2,0 pontos, para 98,5 pontos.

O Nível de Utilização da Capacidade (NUCI) da Construção recuou 0,9 ponto percentual (p.p.), para 76,4%. A maior contribuição negativa veio do Nuci de Mão de Obra, que diminuiu 1,1 p.p, para 77,5%, e o Nuci de Máquinas e Equipamente diminuiu 0,3 ponto percentual, para 69,8%.
 

Fatores Limitativos — média por ano

Em 2019, a demanda insuficiente foi a maior limitação das empresas, uma vez que a atividade ainda era muito incipiente. Em 2020, a demanda continuou a representar uma grande restrição, mas os impactos da Covid ganharam destaque no quesito Outros — em abril recebeu 46% de assinalações. Por fim, em 2021, com a recuperação dos negócios ganhando mais fôlego, a demanda insuficiente foi perdendo protagonismo ao longo do ano. O custo da matéria-prima tornou-se, e ainda se mantém em dezembro, como um grande problema para a maioria das empresas. “Com a desaceleração dos aumentos dos preços dos insumos industriais, esse quadro não deverá se repetir em 2022, mas, a piora da conjuntura pode aumentar a limitação representada pela demanda novamente”, observou Ana Castelo.

Índice Nacional de Custo da Construção sobe 0,30% em dezembro

O Índice Nacional de Custo da Construção — M (INCC-M) variou 0,30% em dezembro, percentual inferior ao apurado no mês anterior, quando o índice registrou taxa de 0,71%. Com este resultado, o índice acumula alta de 14,03% no ano, ante 8,66% em 2020. A taxa do índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços passou de 1,11% em novembro para 0,49% em dezembro. O índice referente à Mão de Obra variou 0,10% em dezembro, contra 0,28%, em novembro.

Materiais, Equipamentos e Serviços

No grupo Materiais, Equipamentos e Serviços, a taxa correspondente a Materiais e Equipamentos variou 0,48% em dezembro, após subir 1,23% no mês anterior. Três dos quatro subgrupos componentes apresentaram decréscimo em suas taxas de variação, destacando-se materiais para estrutura, cuja taxa passou de 0,73% para -0,45%.
 

A variação relativa a Serviços passou de 0,49% em novembro para 0,57% em dezembro. Neste grupo, vale destacar o avanço da taxa do item refeição pronta no local de trabalho, que passou de 0,49% para 1,97%.
 

Mão de obra

A taxa de variação referente ao índice da Mão de Obra variou 0,10% em dezembro, ante 0,28% em novembro.
 

Capitais

Seis capitais apresentaram decréscimo em suas taxas de variação: Salvador, Brasília, Belo Horizonte, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo. Em contrapartida, apenas Porto Alegre apresentou acréscimo em sua taxa de variação.

QuintoAndar adquire Navent para potencializar oferta para imobiliárias na América Latina

QuintoAndar, a maior plataforma de moradia da América Latina, anuncia a aquisição das operações imobiliárias do Grupo Navent, o que inclui as empresas Zonaprop, na Argentina; Imovelweb, Wimoveis e Union Softwares, no Brasil; Plusvalia, no Equador; Compreoalquile, no Panamá; Adondevivir Urbania, no Peru; Inmuebles24, no México; e Tokko Broker Software, que opera em todos esses mercados. O acordo consolida a holding QuintoAndar como o principal grupo de moradia na região e reforça o compromisso da empresa com o crescimento do ecossistema de imobiliárias.

A aquisição oferece ao mercado a combinação da melhor experiência do cliente – já oferecida pelo QuintoAndar -, somada às melhores ferramentas para a jornada digital de imobiliárias – oferecidas pela Navent. A união das empresas cria um conjunto único de soluções tecnológicas que capacitam as imobiliárias na condução dos negócios junto aos clientes, com interações mais rápidas e simples – desde a busca pelo imóvel até o fechamento do contrato.

“Este é um marco importante na concretização da nossa missão: ajudar as pessoas a viverem melhor”, afirma o cofundador e CEO do QuintoAndar, Gabriel Braga. “Estamos empolgados em ter conosco a equipe Navent e suas operações líderes na América Latina, avançando mais um passo para desenvolver uma solução eficiente para as imobiliárias. É uma grande satisfação potencializar o crescimento destas grandes parceiras em toda a América Latina, criando um efeito cascata que, no final do dia, beneficia aqueles que buscam sua casa dos sonhos”, acrescentou Braga.

“Quando nos sentamos com a liderança do QuintoAndar, ficou muito claro que compartilhamos da motivação e objetivo de investir, no longo prazo, no sucesso do setor imobiliário e das imobiliárias”, afirma o cofundador e CEO da Navent , Nicolas Tejerina. “O que Navent e QuintoAndar farão juntos aproximará as imobiliárias das expectativas do consumidor, elevando o nível para uma experiência que destrave conversão e liquidez”, acrescentou Tejerina.

A Navent continuará operando e conduzindo seus serviços para imobiliárias sem interrupção, e terá mais acesso e recursos em tecnologia e talentos para impulsionar a inovação, com novas ferramentas e soluções.

Alphaville Urbanismo anuncia mais um lançamento em Campo Grande (MS)

A Alphaville Urbanismo, líder em empreendimentos horizontais no Brasil, anuncia que lançará mais um residencial em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, em breve. O lançamento acontece depois de quatorze anos da chegada da urbanizadora no estado – na época, com o Alphaville Campo Grande 1 -, e será o 5º residencial da companhia na região. O novo projeto chega para atender um público que passou a priorizar casas espaçosas, em condomínios fechados, e que busca por qualidade de vida e contato permanente com a natureza.

Com lançamento previsto para as próximas semanas, o novo residencial entregará atributos que valorizam o bem viver, o convívio em comunidade, a natureza sempre por perto e altos padrões de modernidade. Com localização privilegiada, no vetor de crescimento da capital, a região é bem consolidada e conta com o Shopping Bosque dos Ipês, além de diversas opções de comércio, lazer, escolas, padarias, supermercados e infraestrutura completa para morar com a família.

A companhia acredita que o novo projeto seguirá o histórico de sucesso dos outros empreendimentos na região, especialmente por ter registrado um aumento no volume de obras nos residenciais da marca na cidade. “Com a pandemia e a valorização de residências para se viver com conforto e qualidade de vida, registramos, neste ano, um aumento de 30% entre o volume de projetos aprovados e obras, se comparado com 2020. Isso mostra que o público continua buscando por esses elementos e que essa nova oferta da companhia na região tende a seguir uma boa aceitação local, assim como os projetos anteriores”, afirma Ricardo Castello Branco, diretor comercial da Alphaville Urbanismo.

Os quatro empreendimentos da companhia lançados em Campo Grande somam 2.085 unidades residenciais e estão acompanhados por 20 lotes destinados a serviços e comércios. Atualmente, residem nos empreendimentos aproximadamente 500 famílias, que somam mais de 1.450 moradores.
 

Castello Branco acredita que o projeto deverá contribuir ainda mais para o desenvolvimento local, impulsionando a criação de novos negócios e gerando novas vagas de emprego. “A chegada desse residencial oferecerá oportunidades para o público da região, tanto para investidores quanto para quem busca por emprego. Atualmente, nos nossos quatro residenciais na cidade, por exemplo, temos mais de 170 pessoas trabalhando entre empregos diretos e indiretos. Com a chegada de um novo residencial, certamente esse número aumentará” complementa.
 

Para mais informações sobre o empreendimento, acesse este link.

Empresa focada na automação para construção civil tem crescimento de 244% em 2021

Jean Ferrari, CEO da Fastbuilt; Adriana Bombassaro, diretora de operações da FastBuilt – Foto: Daniel Zimmermann

O ano da startup FastBuilt foi de expansão e consolidação no mercado de inovação para o setor, que foi um dos poucos que cresceu durante a pandemia

Atuando em um dos segmentos que cresceu mesmo na pandemia – 3,9% em 2021 – a FastBuilt, construtech com plataforma para gestão do pós obra, comemora os resultados do ano. Já são 31 construtoras utilizando a solução e a meta da FastBuilt é robusta: pretendem chegar a um milhão de lares em 2023.

O foco do app desenvolvido pela startup é no fortalecimento do relacionamento entre construtoras e clientes. O consumidor tem acesso ao Manual do Proprietário Digital, que inclui fotos e vídeos com instruções precisas sobre cada imóvel e pode ser acessado através do smartphone, por meio da leitura de um QR Code, também pelo app o cliente faz as solicitações de assistência técnica para a construtora. 

Ganhando espaço no ecossistema de inovação catarinense, a empresa, com sede em Blumenau (SC), foi selecionada para a edição de 2021 do Startup SC, programa de aceleração do Sebrae/SC. O projeto traz uma série de capacitações e mentorias gratuitas que ajudam o negócio a ganhar força no mercado e aumentar a competitividade, se estruturar e se fortalecer em seu segmento. Além disso, a FastBuilt recebeu um capital semente de R$ 50 mil através da vertical Acelera Startup SC, oferecido em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc). “Com a aceleração pudemos facilitar o caminho e chegar um pouco mais perto da nossa meta, fomentar bons relacionamentos com o mercado de inovação e estruturar todas as áreas do negócio com o apoio de grandes mentores”, destaca Jean Ferrari, CEO da FastBuilt.

Pensando em estimular ainda mais o estreitamento no relacionamento com o cliente, a startup lançou em maio uma funcionalidade alinhada com a transformação digital para garantir mais autonomia ao consumidor. É a NIA, assistente virtual que surgiu como uma aposta para a redução do trabalho operacional e volume de atendimentos na construtora, tornando o fluxo de solicitações do cliente mais transparente e ágil. “A NIA engloba, por exemplo, dicas de como manter o imóvel, que tipo de materiais são mais indicados para manutenções, além de já trazer a resposta para diversas dúvidas do morador, diminuindo a necessidade de que ele entre em contato com a construtora”, explica o engenheiro.

Parcerias para fomentar e fortalecer o setor

A FastBuilt fechou parcerias significativas em 2021. Uma delas foi com a Beemob, hub tecnológico que centraliza diferentes serviços em sua plataforma, ligados ao mercado imobiliário. Com a colaboração entre as empresas, clientes têm acesso facilitado a soluções de ambas.

Para viabilizar aos clientes automação e gestão baseada em dados, a parceria com a  Senior Mega, uma das maiores desenvolvedoras de ERP do país, foi anunciada em outubro deste ano. Com o movimento, ambas as soluções passaram a ter integração nativa e os clientes contam com uma trajetória de gestão alinhada à transformação digital na gestão de assistência técnica e no fornecimento de informações para os proprietários dos imóveis. O ERP Senior Mega é utilizado por 25% das construtoras brasileiras e é considerado uma das principais soluções de gestão do país para o segmento. “Para oferecer sempre os melhores serviços e resultados, é preciso buscar evolução ao longo do caminho. É por causa do alinhamento de valores e busca por respostas que firmamos essa parceria com a Senior Mega, sempre pensando em descomplicar a construção civil para construtoras, engenheiros e moradores”, afirma Adriana Bombassaro, diretora de operações da FastBuilt.

FastBuilt Experience 2021

A construtech realizou ainda uma nova edição de um dos maiores eventos sobre inovação e tecnologia para a construção civil: o FastBuilt Experience, que aconteceu em modelo híbrido, com palestras de profissionais de renome do setor presenciais em Blumenau (SC). O evento também pôde ser acompanhado de forma online e gratuita pela Internet. “O nosso foco sempre foi fortalecer o ecossistema de inovação na construção civil e apresentar as tendências do setor através de uma experiência única. Queremos criar uma comunidade colaborativa e poderosa entre os profissionais, compartilhando conhecimento e experiências e promovendo networking com principais nomes em inovação e tecnologia”, afirma Jean.

Planos para 2022

Atualmente a FastBuilt conta com 31 clientes e mais de 7200 lares usando a plataforma. A equipe deve crescer em pouco tempo, e os sócios Jean e Adriana Bombassaro contam com a ajuda de mais 06 funcionários e há 06 vagas em aberto, para áreas como marketing, suporte, implantação e desenvolvimento. “Estamos, aos poucos, fazendo história no setor de construção civil. Queremos expandir nossos serviços e equipe, pensando sempre em fomentar a tecnologia e a inovação para o setor”, conclui Ferrari.

Tecnisa lança edifício mais alto da Nova Klabin com academia no rooftop

Residencial tem o maior VGV da incorporadora no biênio 2020/21

A Tecnisa acaba de apresentar seu último projeto do ano e o maior edifício da Nova Klabin, na zona sul de São Paulo. Com 36 pavimentos e 140 unidades, o Unik Residence é um empreendimento de alto padrão que oferece vista panorâmica para toda a região. O valor geral de vendas (VGV) do empreendimento é de R$ 323 milhões , com 70% de participação da companhia. Com ele, a Tecnisa cumpre o guidance divulgado em novembro de 2020, que previa de 1,2 a 1,5 milhões em VGV no biênio 2020/21.


A incorporadora, pioneira ao implantar rooftop com áreas de lazer já nos anos 1990, inova mais uma vez com o Sky Fitness, uma academia instalada no último andar, com 600 m² de área. O espaço conta com aparelhos de diversas modalidades disponíveis, como cardio, spinning, pilates e funcional, além de vista 360º para o bairro. 


Os apartamentos espaçosos são ideais para famílias, com plantas de 144 m² a 182 m² com opção de sala ampliada, 3 suítes ou 4 dormitórios. Há opção de plantas e de personalização de acabamentos, por meio do Personal Tecnisa. Além de uma série de diferenciais nas unidades que garantem máximo conforto e conveniência.

Áreas comuns 


O pavimento foi idealizado para oferecer design, sofisticação e espaço aos moradores. Além do Sky Fitness, haverá outras áreas comuns como o espaço família, mais uma novidade da Tecnisa. O ambiente com piscina e churrasqueira privativa pode ser alugado pelos condôminos para celebrações reservadas com amigos. Não engloba as piscinas de adulto e infantil e a churrasqueira que já estão sempre à disposição dos moradores. Pista de skate, endless pool, salão de festas, sports bar, brinquedoteca, salão de festas infantil, quadra recreativa, playground, churrasqueira, SPA, sauna, solário, piscina externa e piscina coberta são outras opções de lazer.
 

Sustentabilidade

Como forma de incentivar a preservação do meio ambiente, os empreendimentos trazem garagens com previsão de carga elétrica para veículos híbridos e elétricos e bicicletário com 140 vagas para bikes.

Sustentabilidade

Como forma de incentivar a preservação do meio ambiente, os empreendimentos trazem garagens com previsão de carga elétrica para veículos híbridos e elétricos e bicicletário com 140 vagas para bikes.

Aluguel em Belo Horizonte tem alta de 1,3% no mês de novembro, segundo relatório do Imovelweb

O relatório mensal realizado pelo Imovelweb, um dos maiores portais imobiliários do País, aponta que o valor médio para alugar um imóvel padrão (65m², dois quartos e uma vaga) em Belo Horizonte, em novembro, foi de R$ 1.560/mês, um incremento de 1,3%.

O bairro mais caro é Belvedere, com um valor mensal de R$ 2.981. Já João Pinheiro é o mais barato para se alugar um imóvel na capital mineira, com a média de R$ 901/mês. Confira os bairros mais caros e os mais baratos de Belo Horizonte:

Mais baratos (R$/mês)Variação MensalVariação Anual
João Pinheiro (Noroeste)901-0,2%-19,7%
Jaqueline (Norte)926-3,0%7,2%
Piratininga (Venda Nova)943-4,1%4,1%
Mais caros (R$/mês)Variação MensalVariação Anual
Lourdes (Centro-Sul)2.326-2,3%5,1%
Savassi (Centro-Sul)2.980-0,2%14,0%
Belvedere (Centro-Sul)2.9810,2%S/D

Considerando os últimos 12 meses, São Lucas (R$ 1.447/mês, 18,9%), Castelo (R$1.567/mês, 19,6%) e São João Batista (R$ 1.194/mês, 19,7%) são os bairros com maior crescimento no preço do aluguel. Já João Pinheiro (R$ 901/mês, -19,7%), Boa Viagem (R$1.596/mês, -19,5%) e Novo São Lucas (R$ 1.106/mês, -13,6%) foram os que registraram uma queda significativa.

Centro-Sul foi a região com maior valor médio mensal da cidade (R$1.978/mês), enquanto Venda Nova foi a que apresentou o preço médio mais baixo (R$1.059/mês). Conheça os valores nas outras regiões da cidade:

RegiãoValor do aluguel
 (R$/ mês)
Variação MensalVariação Anual
Venda Nova1.0591,8%7,2%
Norte1.0890,7%-2,5%
Noroeste1.1581,3%-11,1%
Nordeste1.335-1,4%12,7%
Leste1.363-1,9%9,9%
Oeste1.4181,4%12,9%
Pampulha1.4273,2%6,7%
Centro-Sul1.9780,5%14,7%

M² fica acima de R$ 5 mil

No mês de novembro, o m² em Belo Horizonte registrou um aumento de 0,7%.Com isso, o valor médio chegou a R$5.453/m², ou seja, o preço médio para aquisição de um imóvel padrão (65m², com 2 quartos e 1 vaga) em Belo Horizonte está em torno de R$ 514 mil.

O estudo mostra que nos últimos 12 meses os bairros Cenáculo (R$3.682/m²,16,9%), Aeroporto (R$ 5.721/m², 17,3%) e Santa Efigênia (R$ 7.902/m², 18,5%) foram os que tiveram uma elevação significativa no valor do m². Já São José (R$ 5.602/m², -9,1%), Cruzeiro (R$ 6.663/m², -8,5%) e Horto Florestal (R$ 3.741/m², -8,4%) foram os mais desvalorizados.
Confira as médias do m² nos bairros mais caros e nos mais baratos de Belo Horizonte:

Mais baratos (R$/m²)Variação MensalVariação Anual
Solar do Barreiro (Barreiro)2.4160,6%2,4%
Ribeiro de Abreu (Nordeste)2.4201,6%2,1%
Flávio de Oliveira (Barreiro)2.4361,6%5,5%
Mais caros (R$/m²)Variação MensalVariação Anual
Santo Agostinho (Centro-Sul)11.4940,9%8,5%
Braúnas (Pampulha)11.5000,0%0,0%
Santa Lúcia Oeste (Oeste)13.2350,0%S/D

Em seguida veja os valores por região:

RegiãoValor do m²Variação MensalVariação Anual
Venda Nova4.0000,6%2,7%
Norte4.0080,1%5,9%
Barreiro4.0680,5%8,0%
Noroeste4.3890,3%2,2%
Nordeste4.6370,4%1,7%
Pampulha4.8490,5%3,5%
Leste5.1220,2%4,0%
Oeste5.1720,5%4,3%
Centro-Sul8.0221,1%7,7%

Rentabilidade

O índice de rentabilidade imobiliária relaciona o preço de venda e valor de locação do imóvel para verificar o tempo necessário para recuperar o dinheiro utilizado na aquisição do imóvel. No relatório de setembro, o índice foi de 3,43% bruto anual. Dessa forma, são necessários 29,1 anos de aluguel para obter o valor investido no imóvel, 4,1% a menos que há um ano.

Confira a rentabilidade por região de Belo Horizonte:  

RegiãoRentabilidade
Norte2,1%
Nordeste3,0%
Leste3,2%
Venda Nova3,4%
Centro-Sul3,5%
Pampulha3,5%
Oeste3,5%
Noroeste4,0%

Startup de crédito imobiliário fatura R$ 33 milhões em 2021 e pretende alcançar a marca de R$ 80 milhões em 2022

Com o avanço da vacinação em todo o país, a economia brasileira deu sinais de reação após o baque causado pela pandemia do Coronavírus. No setor do mercado imobiliário, especialistas e empresas veem o novo período como desafiador e também como uma oportunidade para recuperar eventuais perdas e continuar a crescer em ritmo acelerado.
 

Segundo levantamento realizado pela Brain Inteligência Estratégica e apresentado no último dia 16 de setembro, 39% dos brasileiros manifestaram o desejo de adquirir um imóvel próprio. Para efeitos de comparação, em abril de 2020, logo no início da pandemia, este número era de apenas 20%.
 

A Oito foi fundada com o objetivo de facilitar o financiamento imobiliário para clientes e intermediários que desejam adquirir os imóveis encontrando taxas de juros mais baixas através de um atendimento mais humanizado e menos burocrático.
 

“Criamos uma empresa que prioriza a experiência do cliente e facilita o seu processo de compra. Para isso, a nossa ferramenta tem a capacidade de encontrar as melhores oportunidades de financiamento, permitindo que o comprador acompanhe todas as etapas até que tenha o seu imóvel em mãos com as melhores condições”, aponta Tacyo Munhoz, CEO e um dos fundadores da Oito.
 

A Oito também tem uma função importante para as imobiliárias e os corretores independentes. A startup apresenta uma estrutura completa, participando ativamente dos processos desde a análise de crédito até a assinatura do contrato. A empresa faz o processo de análise do comprador e direciona de forma rápida e prática em quais instituições bancárias o financiamento pode ser pré-aprovado em poucas horas. Além disso, fornece treinamentos de crédito imobiliário com certificação aos corretores parceiros da marca.
 

O ano de 2021 da Oito
 

Seguindo o crescimento do setor, a Oito, em 2021, apresentou um crescimento de 112% comparado ao ano de 2020. Conforme havia planejado, faturou R$ 33 milhões e fechou parcerias importantes.
 

Além disso, a Oito também virou patrocinadora oficial do Red Bull Bragantino, cujo objetivo é ser a primeira startup de crédito imobiliário a investir nas principais equipes do futebol brasileiro e, além disso, reforçar a sua marca ao se aliar a um dos principais clubes em ascensão do Brasil.

Outro ponto importante é que a Oito expandiu sua presença em São Paulo e inaugurou mais um escritório físico, dessa vez em Itupeva, interior da capital paulista.

Mas não só de negócios vive a startup. A empresa também fez diversos projetos sociais, como, por exemplo, o “Sonho por Sonho”, projeto criado em maio pela startup, que entregou mais de 2.000 cestas básicas para populações carentes do Brasil.

“Para 2022, traçamos o objetivo de faturar R$ 80 milhões e continuar a nossa expansão nacional, pois queremos continuar cumprindo nossa meta que é realizar o sonho da casa própria para a população brasileira. Além disso, também planejamos mais parcerias e projetos sociais, pois acreditamos que ajudar a quem precisa também é fundamental para nos fazer crescer”, finaliza Tacyo.

Grupo imobiliário Inloop inicia obras de novo empreendimento em Osasco

A Casa8, construtora e incorporadora especializada em habitações sociais do grupo imobiliário Inloop, junto ao escritório de construção civil P4 Engenharia, deram início às obras do Aquarela Home Osasco. O projeto, que conta com 142 unidades inteligentes de até 55m², tem previsão de entrega para 2023.

O empreendimento se destaca pelas suas plantas inteligentes, que promete trazer mais facilidade e qualidade de vida aos moradores. O imóvel contará com jardins, recanto para pets, tomadas para carros elétricos, varandas com churrasqueiras ecológicas e muito mais!

Importante falar da grandiosidade do projeto, como ele vai impactar positivamente a região e enaltecer os diferenciais de carro elétrico e bike sharing.

A construção é fruto da parceria entre a Casa8 e a P4 Engenharia. A P4 já possui mais de 10 anos de atuação no mercado de construção civil e está no TOP20 Brasil de melhores construtoras. Já a construtora Casa8, pertencente ao grupo Inloop, é especializada em habitações sociais e no desenvolvimento de plantas inteligentes.

O Aquarela Home Osasco, localizado na Av. Dionísia Alves Barreto, conta com uma localização privilegiada em Osasco, a 10 minutos da Marginal Tietê e próximo às estações Osasco e Presidente Altino da CPTM.

Desafios dos condomínios no cenário da mobilidade elétrica

Por Rodrigo Aguiar, sócio-fundador da Elev

A mobilidade elétrica não é só mais uma tendência de futuro para o transporte urbano, mas sim a realidade atual do segmento. E não precisamos ir muito longe para perceber a expansão desse mercado. De acordo com a Anfavea, até 2035, mais de 60% dos novos veículos brasileiros serão elétricos. Digo mais, segundo os registros da Renavam (Registro Nacional de Veículos Automotores do Ministério da Infraestrutura), só até o mês de novembro, foram mais de 30 mil emplacamentos de veículos elétricos no país.

A eletrificação dos meios de transporte transpõe as evoluções tecnológicas do mercado, já que, nesse sentido, é uma necessidade presente e intrinsecamente ligada principalmente à preservação do meio ambiente, do planeta e dos seres vivos. Entretanto, o Brasil ainda precisa passar por processos de melhoria de infraestrutura para que o mercado possa se consolidar de vez, em especial no que tange o preparo dos condomínios para receber uma alta demanda de recarga.

A cidade de São Paulo já voltou os olhares para essa necessidade e de acordo com a lei municipal Nº 17.336, já é obrigatório que novos prédios residenciais e comerciais apresentem soluções para o carregamento dos eletrificados. Isso mostra o quanto o mercado vem conquistando espaço, já que o principal ponto de carregamento de quem possui um elétrico é em casa, em especial quando consideramos que as baterias estão ganhando cada vez mais autonomia, o que torna possível passar dias sem carregar o carro.

Como já é claro que condomínios comerciais e residenciais não possuem infraestrutura para esta nova demanda, o primeiro passo para essa adaptação é traçar um plano diretor que tenha como objetivo encontrar soluções para a implantação, entendendo a necessidade do condomínio de instalar os carregadores para que, possa ser atendida a necessidade adequada da demanda desse novo sistema de mobilidade. Um exemplo, é que nem sempre é preciso colocar diversos pontos de carregamento imediatamente, isso vai de acordo com cada caso. Isso reforça o fato de que, na maioria das vezes, não é obrigatório um alto investimento logo de início.

Indo além da questão de preparo da infraestrutura dos condomínios, outros pontos ainda geram muitas dúvidas entre os moradores, como quem paga pela conta quando o vizinho carrega o carro ou ainda quem vai arcar com os custos da instalação. Entretanto, uma discussão que precisa ser feita antes disso é que os pontos de carregamento hoje se tornaram um diferencial e item de valorização dos imóveis, portanto cabe pensar na questão e em um planejamento de ações.
Todos esses temas são pontos e questionamentos reais, porém, devemos lembrar que a adaptação não precisa ser imediata, pois faz parte de um processo contínuo e necessário desta transição.

Em especial quando olhamos dados do IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas), que revelam que 25% de toda emissão de carbono no planeta são frutos da mobilidade urbana – que utiliza motores à combustão. Também, segundo o Acordo de Paris, nos próximos 100 anos, precisamos do máximo esforço para evitar que a temperatura do planeta aumente em 1,5ºC. Caso não seja cumprida, as consequências desse aumento podem ser catastróficas, com efeitos diretos para o próprio futuro da humanidade. O agravante é que parece que o planeta não concorda com estes 100 anos e efeitos já estamos sentindo atualmente, mostrando que nossas ações não podem aguardar mais tempo.

Repito que a mobilidade elétrica é mais que uma tendência de mercado, pois, ao medir os impactos, ela se torna uma questão de sobrevivência. A adaptação dos condomínios é, apesar dos desafios, mais uma parte do processo. Como diz o provérbio: “Até uma jornada de mil milhas, começa com um passo”.

*Rodrigo Aguiar é sócio-fundador da Elev. Profissional com mais de 25 anos na área de Eficiência Energética, Rodrigo implantou mais de 1500 projetos em todo país nos setores industrial, comercial, serviços e público. Em seu currículo tem passagens em entidades como PNUD, IFC, BID e GIZ, todos como consultor em estudos sobre o mercado elétrico, além de ter estado à frente de posições como diretor do departamento de energia da DEINFRA da FIESP – Federação das Indústrias de São Paulo e Diretor Comercial da AGES Consultoria, além de presidente da ABESCO – Associação Brasileira das Empresas de Conservação de Energia.