Empresários da construção civil em Minas Gerais permanecem otimistas apesar da queda nas atividades

Empresários da construção civil em Minas Gerais permanecem otimistas apesar da queda nas atividades

Pesquisa divulgada neste mês pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG) mostra que, em janeiro, os índices da Sondagem da Indústria da Construção de Minas Gerais revelaram que a atividade e o número de empregados continuam em queda. Contudo, o indicador de atividade foi o maior para o mês em nove anos e o índice de emprego foi o mais elevado para janeiro em cinco anos.

Os empresários permaneceram otimistas com relação aos negócios do setor nos próximos seis meses: esperam avanço do nível da atividade, das compras de insumos e matérias-primas, dos novos empreendimentos e serviços e das contratações. “As intenções de investimento cresceram expressivamente, fato que pode estar amparado na perspectiva de aprovação de reformas estruturais fundamentais para uma retomada mais vigorosa da economia em 2019”, destaca o economista e coordenador sindical do Sinduscon-MG, Daniel Furletti.

O indicador de atividade da construção marcou 46,0 pontos em janeiro, aumento de 4,1 pontos em relação a dezembro (41,9 pontos). O resultado, mais próximo da linha de 50 pontos, sinaliza uma retração menos intensa da atividade. Vale destacar que o resultado de janeiro foi o melhor para o mês desde 2010 (56,1 pontos), quando houve avanço da atividade.

O indicador de atividade cresceu significativos 9,3 pontos entre dezembro (29,1 pontos) e janeiro (38,4 pontos) e foi o maior para o mês em cinco anos. Contudo, o índice continuou abaixo de 50 pontos, revelando que o nível de atividade foi inferior ao usual para o mês.

O indicador de evolução do número de empregados avançou 0,6 ponto em janeiro (40,7 pontos), na comparação com dezembro (40,1 pontos). O resultado foi o melhor para o mês em cinco anos, o que mostra que o recuo do emprego em janeiro de 2019 foi menos acentuado que os ocorridos de 2015 a 2018.

Os índices de expectativa demonstram a percepção dos empresários com relação à evolução do nível de atividade, dos novos empreendimentos e serviços, da compra de insumos e matérias-primas e do emprego para os próximos seis meses. Valores abaixo de 50 pontos apontam expectativas de queda.

Os empresários da construção esperam avanço do nível de atividade nos próximos seis meses, conforme índice de 60,8 pontos em fevereiro. “O indicador cresceu 4,0 pontos em relação a janeiro (56,8 pontos) e superou, pelo quarto mês seguido, a fronteira dos 50 pontos. O resultado de fevereiro foi o maior para o mês desde 2012 (63,2 pontos). Ressalta-se que desde agosto de 2012 o indicador não superava 60 pontos”, avalia Furletti.

Acompanhando a expectativa de aceleração da atividade, os empresários da construção anteveem pelo segundo mês consecutivo, aumento das compras de insumos e matérias-primas, com índice de 58,5 pontos em fevereiro. O indicador aumentou 2,1 pontos em relação a janeiro (56,4 pontos) e foi o maior para o mês desde 2013 (59,2 pontos).

O indicador de novos empreendimentos e serviços ficou acima de 50 pontos pelo quarto mês seguido e registrou 56,5 pontos em fevereiro. O índice ficou praticamente igual ao de janeiro (56,6 pontos) e foi o mais elevado para fevereiro em seis anos.

O índice de evolução do número de empregados avançou 2,7 pontos entre janeiro (56,3 pontos) e fevereiro (59,0 pontos) e revelou, pela terceira vez seguida, perspectiva de aumento das contratações no curto prazo. O resultado de fevereiro foi o melhor para o mês em sete anos.

O índice de intenção de investimento avançou expressivos 10,8 pontos na passagem de janeiro (36,6 pontos) para fevereiro (47,4 pontos). O indicador foi o mais elevado da série histórica, iniciada em novembro de 2013.

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