Residência 4.0: Como a tecnologia pode melhorar a relação das pessoas com a sua própria casa

Residência 4.0: Como a tecnologia pode melhorar a relação das pessoas com a sua própria casa

Por Joaquim Venancio

Você já pensou em ter uma casa que se adeque totalmente às suas necessidades? Esse é o principal conceito das residências 4.0, que já começam a se tornar uma realidade e já são uma tendência em muitos países. Uma enquete feita pelo Techaeris, site americano focado em notícias tecnológicas, apontou que 70% dos americanos imaginam que em 10 anos, as “smart homes” serão tão populares quanto os smartphones.

Falando em mercado, a área de automação residencial tem crescido exponencialmente. A Associação Brasileira de Automação Residencial e Predial (AURESIDE) indicou que esse setor terá um crescimento anual de mais de 11% ao ano até 2020. Ainda de acordo com a entidade, existem hoje, no Brasil, mais de 300 mil casas com esse tipo de tecnologia, e, dentre as empresas de construção, 84% entendem que incorporar tecnologia às residências é um diferencial importante no mercado.

A residência 4.0 veio para dar segurança, conforto, facilidade e para adequar a forma em que utilizamos nossa própria residência, adequando-a às necessidades, rotina e formato de vida do proprietário, unindo diversas facilidades. Nesse sentido, um conceito muito importante quando falamos no assunto é o “pay per use”, pague pelo uso em inglês, que terceiriza tarefas como limpeza e arrumação de casas, recreação infantil, entre outras.

É possível contratar diaristas, encanadores, eletricistas e outras comodidades que antes não estavam disponíveis facilmente no mundo digital, apenas com um clique no smartphone, tablet ou tela do computador. Integrar a vida online e offline é um dos principais benefícios desse tipo de inovação, que, sem dúvidas, veio para ficar!

Outra preocupação dessas casas é agregar equipamentos mais inteligentes, que passam a ser parte intrínseca a vida do morador graças ao auxílio de assistentes virtuais inteligentes, que nada mais são do que softwares que podem realizar tarefas ou serviços para um indivíduo. Segundo o Brazil Digital Report, divulgado pela McKinsey, empresa de consultoria empresarial americana, 20% dos entrevistados já usam esse tipo de tecnologia em algum momento da vida.

Nas casas, as assistentes virtuais podem ser responsáveis por apagar e acender as luzes, autorizar e monitorar a entrada e saída de pessoas, e personalizar atividades rotineiras para facilitar a vida do usuário, como ativar e desativar alarmes e ler as notícias. Se trata de otimização e personalização adequadas a vida de cada consumidor.

As casas 4.0 também vêm para mudar a relação com a segurança nas residências e condomínios. E, quando falamos de segurança, não falamos apenas de proteção física, mas também do que chamamos de “peace of mind”, de estar tranquilo, de ter uma experiência digital confortável. A ideia é que os moradores se sintam não apenas mais seguros, mas também mais bem informados sobre a sua própria casa e sobre as pessoas que as frequentam, e tudo isso, com o mínimo de trabalho possível.

A tecnologia pode agregar positivamente no dia a dia desses moradores, mostrando 24 horas qualquer movimentação de dentro ou fora da residência e, até mesmo, fazer uma ligação para a polícia ou para a segurança interna do condomínio caso algo fuja da normalidade. Melhor impossível, não?

Em resumo, a residência 4.0 surgiu para entregar comodidade, tranquilidade, segurança e praticidade, colocando no celular tudo o que ele precisa para gerir a própria casa, e isso só tende a crescer e desenvolver. O futuro já chegou nas residências. E ele é digital!

Joaquim Venancio, CEO e fundador da Noknox, uma plataforma que tem como objetivo conectar pessoas aos seus lares e locais de trabalho unindo praticidade, segurança e conforto.

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