Investimentos no setor imobiliário: Quais as vantagens do crowdfunding comparado com o FII?

Investimentos no setor imobiliário: Quais as vantagens do crowdfunding comparado com o FII?

Para quem gosta de investir no setor imobiliários, os Fundos são sempre um ponto de discussão e de atenção entre os investidores. Mas, com o crescente número de plataformas que fazem crowdfunding para o setor, os investidores começaram se questionar sobre quais são as diferenças entre as duas modalidades e qual é mais rentável.

Os Fundos de Investimentos Imobiliários, mais conhecidos como FII, são investimentos divididos por frações, ou seja, a aquisição das cotas deve ser obrigatoriamente realizada por meio de uma corretora de valores ou por uma instituição autorizada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Já o crowdfunding de investimento é algo muito mais simples. O investidor deve possuir uma conta em alguma plataforma, como a da Glebba, fintech que faz crowdfunding para o setor imobiliário, por exemplo, e em seguida realizar o aporte de valor desejado, por meio de transferência via TED, DOC ou Boleto, podendo escolher em qual tipo de empreendimento quer investir.

Outra diferença entre os Fundos de Investimento Imobiliário e o Crowdfunding de Investimento é na rentabilidade. No FII, a rentabilidade acontece por meio dos resultados do fundo, por exemplo, pelo aluguel de um empreendimento ou pela venda de cotas do Fundo em instituições financeiras. O retorno é mensal e referente ao “aluguel” da cota.

Segundo Francisco Perez, head de investimentos da Glebba, no crowdfunding a rentabilidade é previamente projetada de acordo com um estudo do empreendimento, por isso, torna a modalidade menos burocrática, de baixo custo e com menor risco. “Cada produto tem sua peculiaridade e cabe ao investidor avaliar de acordo com a com a estratégia traçada, se vale ou não a pena agregar o investimento à sua carteira. O cálculo da rentabilidade é feito a partir do valor geral de vendas, de acordo com o percentual de cada investidor”, explica Perez.

De acordo com o especialista, quando se pensa nos custos para o investidor, no investimento via crowdfunding só se tem gastos com o valor da transferência bancária do aporte e desconto do imposto de renda sobre o valor dos rendimentos. “Nos Fundos, o valor de transação é cobrado pela corretora, além de taxas administrativas, de performance e impostos de renda sobre o lucro líquido na venda das cotas”, conta esclarece o head de investimentos da Glebba.

O Brasil possui várias possibilidades de desenvolvimento imobiliário, muitas das quais poderiam ser captadas através de plataformas de crowdfunding. ” O mercado imobiliário é um dos mais sólidos e tradicionais aqui no Brasil. Por isso, precisamos investir em novas formas para fazer esse setor crescer ainda mais. Dois mil e dezenove é o ano da retomada e acreditamos que investir em plataformas de crowdfunding é uma grande tendência para isso aconteça”, enfatiza Perez.

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