A automação dos canteiros de obras exige planejamento

A automação dos canteiros de obras exige planejamento

Na construção a tecnologia não está restrita apenas à execução do projeto no canteiro de obras. Investir na automação auxilia a modernizar a gestão para que se tenha o máximo de eficiência com o mínimo de gastos e mão de obra, garantindo, assim, que o processo seja otimizado nos seus vários pontos. Com essa visão, os canteiros de obra, seja na construção civil ou na construção pesada, já vivem a automação da gestão com foco inclusive na sustentabilidade.

Em sintonia com esta nova realidade do setor, a Messe Müchen, em parceria com a SOBRATEMA (Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração), realiza nos dias 17 e 18 de junho de 2020, no São Paulo Expo, a Smart.Con, feira que acontecerá a cada três anos em São Paulo.

Carlos Alberto Laurito, gerente de Relações Internacionais do Sinicesp – Sindicato da Indústria da Construção Pesada do Estado de São Paulo, e diretor da SOBRATEMA, afirma que o segmento de infraestrutura caminha para a automação dos canteiros de obras e que as entidades têm buscado levar informação para seus associados para qualificá-los para essa mudança. “Recentemente realizamos um workshop para as empresas de infraestrutura para apresentar um sistema de reciclagem de asfalto desenvolvido no Peru e que possibilita reaproveitamento de revestimento asfáltico, reciclagem de material fresado e reciclagem de base mais capa com uso de emulsão.

O funcionamento da gestão automatizada na construção acontece a partir do acompanhamento de dados de qualidade — com monitoramento minuto a minuto — e controle de recursos humanos, financeiros, materiais e de maquinário. Para Renato Geniolli, coordenador do Comitê de Tecnologia e Qualidade (CTQ) do Sinduscon-SP, atualmente a automação está possibilitando que a construção civil trabalhe com a perspectiva de desperdício zero. “Antes havia uma frase muito repetida no setor de que a cada três prédios construídos um era de entulhos. Hoje nossa realidade é bem diferente”, garante.

“Temos sistema de construção de paredes, seja de tijolos ou em dry wall (pré-fabricada), em que a obra recebe um kit com volume de todo material (blocos ou dry wall) que envolve esse serviço, exatamente na quantidade necessária para fazer aquele andar. A perda é quase zero. Trabalhamos com 0,5% a 1% a mais”, explica Geniolli.

Para conseguir esses resultados, os projetos de alvenaria já contemplam tudo o que vai ter dentro das paredes como tomada, tubulação, fiação, trilha de ar condicionado. “Tudo já vem previamente instalado para prevenir a menor perda de material possível”, diz o coordenador do Sinduscon. “No passado se fazia a parede e depois a quebrava para instalar fiação elétrica, telefônica, passar canos etc”.

Mesmo com todo cuidado, Geniolli reconhece que sobram materiais. Nesses casos ocorre a logística reversa, quando o fabricante recolhe o entulho para reciclagem. “Nosso fornecedor, ao levar as paredes novas, recolhe o retalho e as pequenas farpas das paredes que foram executadas na obra, encaminha para a indústria que irá reciclar tudo para construir novas paredes”, explica. “Já a argamassa, que é feita e acaba endurecendo antes de ser usada, passa por reciclagem dentro do próprio canteiro de obras, onde tem processadores que fazem a moagem dela para que seja feita nova argamassa”.

O planejamento dos processos no canteiro de obras dentro de um software de automação, que garante o acompanhamento de perto de cada ciclo, item, atividade, trabalhador, máquina ou componente qualquer da execução, gera outras vantagens como redução da ociosidade dos trabalhadores, ganho de exatidão e agilidade com apontamentos automáticos, aumento na segurança dos trabalhadores, ganho de eficiência na prevenção contra acidentes, facilitação no cumprimento do prazo de entrega e redução de custos.

A Smart.Con será uma fusão entre summit e mostra de produtos e serviços, nunca antes realizada para a indústria da construção no Brasil, com foco em tecnologia e inovação para os setores de Engenharia, Infraestrutura, Real Estate e Rental. A expectativa dos organizadores é de reunir cerca de 2.500 visitantes. O espaço contará ainda com um palco central dividido em cinco segmentos, de modo a possibilitar palestras simultâneas para cada um dos cinco pilares de conteúdo do evento: Planejamento da Construção; Equipamentos High-tech; Novos Sistemas de Construção, Novos Materiais; Automação e Segurança no Canteiro de Obras e O Futuro da Construção.

Saiba mais sobre a Smart.Con em www.exposmartcon.com.br

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