Por mais qualidade de vida, maioria aceitaria morar em cidade menor

Pesquisa do Grupo OLX aponta também que público não trocaria renda maior em favor do bem-estar

Um dos dilemas da vida moderna, a decisão de deixar a vida agitada em um grande centro urbano para viver em uma cidade menor, porém com mais qualidade de vida, agrada 65% do público que busca imóvel, segundo pesquisa do DataZAP, fonte de inteligência imobiliária do Grupo OLX. A aceitação é maior entre quem mora fora das capitais (70%) do que entre quem já reside nelas (60%), assim como pessoas com intenção de comprar imóvel (70%) em comparação com quem deseja alugar (63%).

Quando questionados se mudariam para uma localidade com maior qualidade de vida, mas menor renda, 55% dos entrevistados responderam que “não” mudariam. A rejeição é ainda maior entre o público feminino (58%) e os chamados Baby Boomers (nascidos entre 1946 e 1964), com cerca de 66%. No cenário oposto, ou seja, morar em cidade com menos bem-estar, mas oportunidade de rendimento maior, 58% dos respondentes não aceitariam.

“Nos últimos anos, as pessoas passaram a se preocupar mais com o bem-estar na moradia, estando a qualidade de vida relacionada à localização ou aos serviços disponíveis na habitação e que agregam e facilitam o dia a dia. No estudo, observamos que há uma certa dicotomia na relação entre renda e qualidade de vida. Os millennials acabam se destacando nesse contexto, pois se mostram menos dispostos a abrir mão dos ganhos financeiros proporcionados pelos grandes centros urbanos”, afirma Taiane Martins, gerente de inteligência de mercado do Grupo OLX.

O levantamento também perguntou aos entrevistados se morariam na região central da cidade onde vivem, com 63% afirmando que “sim”. O percentual passa dos 70% entre os residentes de fora das capitais; entre a geração Z, chega a 73%. Já entre as classes sociais, quanto maior a renda, maior a rejeição: apenas 31% das classes D/E rejeitam a região central, enquanto na classe A, a parcela chega a 55%.

Por outro lado, os entrevistados se dividem quanto a morar no centro de uma cidade diferente da que residem atualmente, sendo que 49% aceitariam – proposta bem aceita especialmente por moradores das regiões Norte (62%) e Centro-Oeste (61%).

“Considerando a sua busca por imóveis e seu estilo de vida, como esses aspectos contribuiriam com a sua decisão de residir no centro de uma cidade?”
Fonte: DataZAP

“Quando questionados sobre os fatores que mais contribuiriam para morarem em uma região central, 74% dos respondentes consideram a infraestrutura disponível. Também é interessante que a mobilidade se destaca, não só pela facilidade de acesso ao transporte público (66%), mas também pelo deslocamento à pé, que ficou na segunda posição dos fatores que impactariam na decisão (70%). Isso reforça o desejo das pessoas por uma cidade de curtas distâncias, o que impacta diretamente na percepção atrelada à qualidade de vida”, finaliza Taiane Martins.

A pesquisa foi realizada de forma quantitativa, com abordagem online, por meio de questionário estruturado de autopreenchimento. O público-alvo foi composto por usuários dos portais OLX, ZAP e Viva Real com interesse em comprar ou alugar um imóvel.

Ao todo, foram realizadas 1451 entrevistas entre 1º e 30 de novembro de 2025, com margem de erro de 2,9 pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%.