Mais de 30% dos brasileiros pretendem realizar reformas em imóveis em 2025, diz pesquisa

A Juntos Somos Mais, joint venture da Votorantim Cimentos, Gerdau e Tigre, atuante na digitalização do setor da construção civil, acaba de divulgar o estudo Construshoppers, que mapeia o comportamento de compra e as preferências dos consumidores no setor de materiais de construção (matcon). A pesquisa, inédita para o segmento, reúne dados sobre os hábitos de consumo, as intenções de reforma e as categorias de itens mais procurados no Brasil, além de apontar para tendências no mercado da construção civil em 2025.
 

De acordo com o estudo, que foi realizado com o apoio da plataforma de pesquisa online Opinion Box, 33,2% dos entrevistados pretendem realizar alguma obra ou reforma em seus imóveis ao longo deste ano. Entre os que estão planejando essas mudanças, os cômodos com maior intenção de reforma são o banheiro (32%) e o quarto (31,4%), indicando uma busca por mais conforto e funcionalidade nesses ambientes de uso pessoal.
 

O levantamento trouxe ainda insights relevantes sobre o comportamento das diferentes camadas sociais. As classes D e E demonstraram a maior intenção de reforma para 2025, com 35,5% dessas famílias planejando realizar obras neste ano. Desses, 40% já estão realizando o planejamento financeiro da obra, o que evidencia uma maior conscientização sobre a necessidade de organização financeira antes de realizar investimentos em reformas.
 

Outro dado que chama atenção é a interesse por tintas, que lideram as intenções de compra de materiais de construção, com 57,7% dos entrevistados afirmando que compraram itens dessa categoria em sua última compra. Em seguida, o cimento (45,5%) e as torneiras (44,7%) aparecem como itens de destaque nas compras de materiais de construção realizadas recentemente pelos consumidores. No top dez dos produtos mais comprados, ainda figuram itens como rejunte (41,1%), chuveiro (40,8%), argamassa (39,9%), elétricos (39,1%), tubos e conexões (36,6%) e areia (34,2%).
 

O estudo também analisou as principais formas de pagamento para o setor. Embora o PIX tenha sido o meio de pagamento mais popular em 2024, ele ocupa a terceira posição entre os meios mais utilizados para compras de materiais de construção, atrás do cartão de crédito à vista e do parcelado, que lideram as preferências dos consumidores.
 

Juliana Carsoni, CEO da Juntos Somos Mais, aponta que dados são essenciais para o segmento, que muitas vezes carece de conteúdos que forneçam uma visão completa da jornada de compra. “Para nós é muito importante encabeçarmos uma ação como essa, uma vez que, com esse estudo, lojistas e fabricantes podem antecipar tendências e oferecer exatamente o que os consumidores desejam nesse momento”, diz.
 

Público da pesquisa

Entre os entrevistados que já realizaram reformas neste ano, cerca de 23,4% fizeram isso inteiramente por conta própria, o que demonstra o crescente interesse por soluções mais autônomas e, por vezes, mais econômicas.
 

A pesquisa também revelou os principais fatores que influenciam a escolha das marcas. Para 25,9% dos entrevistados, as recomendações de amigos, familiares e conhecidos são o fator mais impactante na escolha de marcas de materiais de construção. A propaganda, por sua vez, desempenha um papel maior entre os homens (11,4%) do que entre as mulheres (7,6%).
 

Em termos de distribuição geográfica, o estudo Construshoppers abrangeu uma amostra representativa das diferentes regiões do Brasil. A maior parte dos participantes vem da região Sudeste (44%), seguida pela região Nordeste (22%), Sul (16,7%), Centro-Oeste (9,4%) e Norte (7,5%). A pesquisa ouviu mais de mil brasileiros com 25 anos ou mais, sendo a maioria (59%) entre 30 e 49 anos, e com representação de todas as classes sociais, abrangendo tanto responsáveis quanto corresponsáveis pelas decisões de reforma e compra no lar. A margem de erro é de três pontos percentuais.
 

“O estudo da Juntos Somos Mais fornece uma visão clara e abrangente das tendências para o setor de construção no Brasil em 2025, destacando as intenções de reforma, os produtos mais procurados e os fatores que influenciam as escolhas dos consumidores. Esses dados devem ajudar os lojistas a entenderem melhor o comportamento de compra de seus clientes e a adaptarem suas estratégias para atender à demanda crescente por melhorias e inovações nas vendas”, reforça Juliana.