O cenário de juros elevados e maior restrição ao crédito imobiliário tem mudado a forma como o consumidor avalia a compra de um imóvel. Nesse contexto, unidades prontas ou em fase final de entrega passam a ganhar atenção de quem tem recursos disponíveis, crédito aprovado e busca reduzir a dependência do financiamento.
Para Tiago De Mio, sócio-diretor da Construtora Equilíbrio, o momento exige uma análise mais ampla por parte do comprador, considerando não apenas o valor do imóvel, mas também as condições de financiamento, o prazo para utilização e a possibilidade de negociação.
“Hoje, o comprador precisa olhar para a equação completa. Quanto ele tem disponível para entrada, qual é a taxa de financiamento que vai conseguir e quanto esse crédito vai representar no custo final. Para quem tem recurso em caixa e crédito aprovado, olhar para imóveis que já estão prontos pode fazer bastante sentido”, afirma.
A diferença entre os momentos de lançamento e entrega de um empreendimento também ajuda a explicar as oportunidades que podem surgir no mercado. Empreendimentos lançados em 2022 e 2023 foram comercializados em um cenário de juros e crédito diferente do atual. Desde então, os custos de financiamento mudaram e o poder de compra de parte dos consumidores também foi afetado.
Um exemplo da própria Construtora Equilíbrio mostra a evolução dos valores ao longo desse período.
“Quando a gente compara o preço de lançamento com o momento em que o empreendimento está pronto, é possível perceber como o imóvel se comportou ao longo do tempo. A conclusão da obra, a evolução da região e a redução da disponibilidade de unidades também fazem parte dessa composição. Por isso, uma unidade pronta precisa ser analisada dentro desse contexto, e não apenas pelo preço de tabela”, explica Tiago.
O que muda quando o imóvel já está pronto
A compra de um imóvel pronto elimina uma das principais variáveis presentes na aquisição na planta: a espera pela conclusão da obra. O comprador pode conhecer a unidade efetivamente entregue, avaliar acabamentos, áreas comuns, posição e entorno antes de tomar a decisão.
A possibilidade de utilização imediata também muda a conta. Para quem pretende morar, significa não precisar esperar o período de construção. Para quem compra como investimento, permite avaliar a possibilidade de locação em um prazo mais curto.
Na Construtora Equilíbrio, esse cenário está presente em empreendimentos como o Trebbiano e o Gran Solare, que já estão prontos, e no Sangiovese, no Alto da Glória, que está em fase final para entrega.
“Existe uma diferença importante quando o comprador consegue visitar aquilo que está adquirindo e tomar uma decisão com todas essas informações disponíveis. Ele consegue avaliar o imóvel de forma concreta, conhecer o condomínio e o entorno e planejar o uso daquele patrimônio”, afirma Tiago.
Outro fator que ganhou peso com a alta dos juros é a disponibilidade de recursos próprios. Uma entrada maior pode reduzir a necessidade de financiamento e, consequentemente, o impacto das taxas sobre o custo total da aquisição.
Para o sócio-diretor da Equilíbrio, essa combinação torna o momento particularmente relevante para um perfil específico de consumidor.
“Não é uma oportunidade que se aplica da mesma forma para todo mundo. Mas quem tem uma boa entrada, crédito aprovado e já está procurando um imóvel pode encontrar condições interessantes nas unidades prontas. É uma questão de analisar o momento e fazer a conta completa antes de tomar a decisão”, conclui.

