As intenções de investimentos no mercado imobiliário corporativo estão aquecidas, é o que aponta o estudo International Business Report (IBR), conduzido pela Grant Thornton, uma das maiores empresas de consultoria, auditoria e tributos do mundo. De acordo com os dados, 69% dos empresários brasileiros de médio porte pretendem investir em novos prédios comerciais nos próximos 12 meses, um dado significativamente acima das médias da América Latina, 60% e Global, 52%. A pesquisa, que ouviu cerca de 4 mil líderes empresariais de middle market em 31 países, mostra que este percentual está próximo de alcançar o marco registrado em 2022, quando a projeção atingiu seu pico de 71%.
Com um aumento na intenção de investimento em 12 p.p no setor, quando comparado ao trimestre anterior, os índices evoluem paralelamente aos números de diminuição do modelo home office que, após seu pico durante a pandemia, está perdendo espaço para o formato presencial. Para Maria Regina Abdo, sócia de auditoria da Grant Thornton Brasil, o movimento de retorno ao escritório está diretamente relacionado aos investimentos significativos em imóveis corporativos no país.
“A desaceleração da taxa de vacância em prédios corporativos é um reflexo da crescente demanda por espaços físicos. A maior procura por espaços corporativos é impulsionada pela confiança no cenário econômico nacional e pelo retorno dos trabalhadores ao escritório. Com o fim do isolamento social, as empresas estão buscando locais mais adequados para atender às novas necessidades do mercado. Um estudo do DataZAP revela que o trabalho presencial está ganhando força, com um aumento de 17% no número de brasileiros trabalhando presencialmente ou em modelo híbrido em apenas um ano”, comenta Maria Regina.
Novas demandas do mercado corporativo estão transformando o setor imobiliário
Nesse contexto, dados da CBRE, empresa de serviços imobiliários comerciais, revelam um cenário promissor para este mercado. A cidade de São Paulo, por exemplo, que já se destacava nacionalmente, agora conquista um lugar ainda mais relevante no panorama global, ocupando a terceira posição em absorção líquida de escritórios, apenas perdendo para Tokyo e Pequim. “Esse resultado é impulsionado pela crescente demanda por modelos corporativos modernos e eficientes, que atendem às necessidades de cada segmento em um ambiente de negócios cada vez mais dinâmico”, pontua a executiva.
“O mercado imobiliário corporativo está em constante evolução, impulsionado por tendências como a busca por espaços flexíveis e modulares, a valorização da sustentabilidade e a integração de tecnologias. Essa nova realidade, ao mesmo tempo em que apresenta desafios, como a necessidade de adaptação rápida e a concorrência acirrada, também abre um leque de oportunidades de investimentos para o setor “, encerra.
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