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Condomínios e os Carros Elétricos

Com o mercado aquecido e com cada vez mais montadoras aderindo ao modelo elétrico, o Brasil ainda convive com um problema: a falta de estrutura para a eletromobilidade. Segundo dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), no último ano, as vendas destes veículos, somada aos híbridos e híbridos plug-in, cresceram 77% em relação ao ano anterior, somando 34.990 unidades. Porém, não é em todos os condomínios residenciais que é possível recarregar os veículos.

É isso que explica Ricardo David, sócio-diretor da Elev, empresa que traz soluções para a eletromobilidade. Para ele, esse debate tem que começar a ser feito pensando na demanda atual e na demanda futura, já que “para atender os proprietários dos veículos elétricos, é necessário uma análise técnica dos condomínios, com o objetivo de instalar carregadores segundo a sua demanda”.

O especialista explica que não basta apenas conectar o carro na tomada, como muitos pensam. Principalmente quando consideramos a voltagem e o valor da eletricidade. Por este motivo, para o carro elétrico ser carregado nos condomínios, o debate deve envolver todos os moradores.

“Você pode ter carregadores privados, que podem ser solicitados por um morador em específico, ou você pode prestar o serviço de carregamento de forma coletiva. Atualmente os carregadores mais modernos, além da segurança e do baixo custo de manutenção, também apresentam estatísticas de uso, que podem ser ferramentas úteis no compartilhamento”, afirmou Ricardo.

Para Ricardo, o conceito é similar ao aplicado em outras áreas comuns, como quadras esportivas e piscinas, em que há um controle de horas, por meio de cronogramas de uso, em que “o proprietário do veículo poderá ter a segurança de carregar seu veículo em casa, e utilizar o carregador para controlar o tempo usado e pagar pelo que ele consumiu”, explica.

Os carros elétricos são cada vez mais procurados, principalmente com o aumento do preço dos combustíveis fósseis. Com isso, e com o incentivo do Governo e do mercado, eles podem se popularizar cada vez mais nos próximos anos.

“É claro que é necessário um estudo para cada caso. Mas atualmente sabemos que há essa demanda em grandes centros urbanos, como São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Brasília. Locais em que os condomínios já discutem o tema e novos empreendimentos já colocam o carregador de carros elétricos como um diferencial na hora da venda de um novo imóvel”, completa Ricardo.

Se as projeções se realizarem, Ricardo explica que cerca de 5% das vagas do condomínio serem voltadas para os eletrificados pode ser uma solução, mas reitera que é necessário um estudo técnico de toda a localidade, pois “temos condomínios antigos que, em alguns casos, não têm a estrutura da sua rede elétrica com suficiência para essa nova demanda. Porém, por meio de um especialista, você poderá saber qual a melhor solução para o seu caso”, afirma.

Para os moradores, síndicos e proprietários de imóveis que têm dúvidas sobre o tema, a Elev Mobility disponibilizou em seu site uma cartilha gratuita, em forma de e-book, em que dá respostas para os principais questionamentos dos consumidores.

Empresa portuguesa desenvolve criptomoeda para facilitar investimentos imobiliários do Brasil

A Rhamos Properties, empresa de gestão imobiliária localizada em Portugal,  lança a RHP, primeira criptomoeda totalmente destinada ao mercado imobiliário. A whitelist (lista que permite o acesso exclusivo e antecipado à compra) já está disponível. A RHP serve como meio de pagamento para imóveis físicos e digitais promovidos pela instituição, facilitando o acesso aos brasileiros no processo de compra e na redução dos custos de transferências internacionais na aquisição de imóveis no exterior.

“Temos imóveis disponíveis em Portugal, em várias zonas do país, mas também no Metaverso, sob a forma de NFTs. O nosso objetivo é estar na vanguarda do setor imobiliário, antecipando as tendências do mercado imobiliário e trazendo o futuro para o dia de hoje. Vamos ser pioneiros na revolução que a tecnologia Blockchain trará ao mercado”, explica Lázaro Ramos, fundador e CEO da empresa.

A criptomoeda RHP é uma Stablecoin, uma moeda estável porque o seu valor está ligado ao preço dos imóveis físicos e à procura do mercado. Além da facilitação da compra no exterior, a RHP abre portas a novas formas de investimento, como ativos digitais, os NFT’s (token não fungível).

Nesta fase de pré-lançamento, a RHP tem um valor de 0,20€, num estoque limitado de 10 milhões de RHPs. Até ao momento, a Rhamos Properties afirma que já foi demonstrado interesse por investidores e parceiros da empresa em adquirir 8,75 milhões. A partir do lançamento oficial que será a partir de 3 de Maio, o preço inicial será de 1€ por cada RHP.

Vantagens aos brasileiros

“A RHP oferecerá o melhor dos dois mundos para investidores do Brasil que queiram comprar imóveis na Europa”, avalia Ramos. Ao optar pela criptomoeda para adquirir uma propriedade no exterior, os brasileiros ficam isentos dos pagamentos de taxas e IOF normais em transações de câmbio convencionais.


Numa simulação realizada usando um sistema digital de transferência internacional de valores, o custo em tarifas e impostos para alguém com patrimônio no Brasil depositar o equivalente a € 500 mil para um negócio em Portugal chega a mais de R$ 142 mil. Com o uso da RHP, este valor cai para zero e a transação é imediata (em média, transferências internacionais tardam três dias).

Outra vantagem é que não se paga imposto em Portugal por comprar ou vender criptomoedas, o que significa que, mesmo que a RHP se valorize, o investidor brasileiro que optar pela moeda digital pode trocá-la por Euro pagando 0% de imposto.

Internet revoluciona compra de imóveis

A compra de direitos de propriedade de um imóvel, totalmente através da internet, está a um passo de ser possível. A partir do final do mês de maio,  vai estar disponível para teste uma versão BETA do Marketplace de imóveis em NFT (Tokens não fungíveis) que permitirá ao público fazer toda a operação de compra de imóveis em Portugal à distância, sem precisar de estar (ou ter estado) no país.

Regulamentação – A RHP foi classificada pela CMVM (Comissão do Mercado de Valores Mobiliários) como uma ICO (Initial Coin Offering), não representando valor mobiliário e, por isso, não está sujeita à sua supervisão.

Grupo Partage adquire mais dois shoppings no Brasil

O Grupo Partage anuncia a aquisição de mais dois empreendimentos. A administradora de Shoppings Centers, com atuação nas cinco regiões brasileiras, amplia o portfólio com a chegada do Jaraguá do Sul Park Shopping, em Santa Catarina, e o Arapiraca Garden Shopping, em Alagoas. Com a negociação, dois novos estados são incluídos no mapa de atuação da companhia.
 

“A Partage é um dos grupos de shopping centers que mais cresce no Brasil. Estamos sempre atentos às oportunidades em que possamos investir de forma segura, onde sabemos que podemos agregar aos empreendimentos a nossa expertise e forma de trabalhar, em benefício de lojistas, consumidores e acionistas”, afirma Adriano Capobianco, Diretor Comercial e de Novos Negócios do Grupo Partage.
 

A companhia adquiriu 100% do Jaraguá do Sul Park Shopping e participação majoritária do Arapiraca Garden Shopping. Com as aquisições, são acrescidos 57 mil m² de Área Bruta Locável (ABL) ao portfólio, totalizando 455 mil m² de ABL própria em todo o Brasil.
 

A chegada dos novos empreendimentos ao time Partage faz parte do plano de expansão do Grupo, que movimentou R$ 2,3 bilhões em 2021 em negócios. Para 2022, a expectativa é chegar a R$ 3 bilhões, um aumento de 30% nos resultados no ano, que impacta no crescimento de times e adoção de novas tecnologias. O foco da companhia é investir em expansão, retrofit e manutenção, garantindo presença sólida nas cidades em que já atua e também em sua expansão na construção e compra de novos ativos.
 

O Grupo Partage tem expertise em transações do tipo e desenvolveu um processo em caso de aquisições, de modo a causar o menor impacto possível no dia a dia de todos os envolvidos nas operações. Os lojistas de ambos os shoppings passarão a integrar todas as ferramentas de gestão e relacionamento da Partage, como Academia Partage (plataforma de formação e informação para lojistas), CSC (Centro de Serviços Compartilhados, unidades operacionais que reúnem funções de apoio aos shoppings) e o SAL (serviço de atendimento ao lojista), por exemplo.
 

O executivo comenta sobre o impacto das mudanças aos clientes desses empreendimentos. “Os consumidores vão perceber mudanças quando estivermos, aos poucos, implementando nossas estratégias de comunicação, marketing e promoções. O nome e marca dos shoppings serão alterados no momento em que toda a estrutura necessária para a transição já esteja pronta”, pontua.

Índice FipeZAP+ registra alta mensal de 0,48% nos preços residenciais

Aumento apurado em abril é ligeiramente inferior ao de março (+0,55%). Em 12 meses, preços acumulam uma alta de 6,29%

  • Análise do último mês: Análise do último mês: o Índice FipeZAP+, que acompanha o comportamento dos preços de venda de imóveis residenciais em 50 cidades brasileiras, registrou um aumento de 0,48% em abril em 2022, após avançar 0,55% no mês anterior. Comparativamente, o IGP-M/FGV apresentou uma variação mensal de 1,41%, enquanto a expectativa do mercado para o IPCA/IBGE projeta uma alta mensal de 0,95% dos preços ao consumidor, segundo as informações recentemente publicadas no Relatório Focus do Banco Central do Brasil*. Analisadas individualmente, 43 das 50 cidades monitoradas pelo índice apresentaram aumento nominal no preço de venda de imóveis residenciais. Em 14 delas (como Goiânia, João Pessoa, Vitória, Curitiba e Recife), a variação nos preços de venda de imóveis residenciais superou a inflação ao consumidor esperada para o período (IPCA/IBGE). Considerando o rol das 16 capitais acompanhadas, 13 localidades registraram elevação de preço no período: Goiânia (+1,51%), João Pessoa (+1,48%), Vitória (+1,37%), Curitiba (+1,29%), Recife (+1,25%). Florianópolis (+0,91%), Fortaleza (+0,65%), Salvador (+0,55%), São Paulo (+0,51%), Campo Grande (+0,42%), Belo Horizonte (+0,34%), Porto Alegre (+0,33%) e Rio de Janeiro (+0,29%). Em contraste, houve queda nos preços apurados em três capitais: Manaus (-1,33%), Brasília (-0,84%) e Maceió (-0,09%).
     
  • Balanço parcial de 2022: ao final de abril, o Índice FipeZAP+ de Venda Residencial exibe uma alta acumulada de 2,07% no ano, variação inferior à inflação ao consumidor de 4,18% (considerando o comportamento observado e esperado do IPCA/IBGE*) e à variação acumulada pelo IGP-M/FGV no período (+6,98%). A alta nominal nos preços residenciais abrangeu, nesse horizonte, todas as 50 cidades monitoradas pelo índice, incluindo as 16 capitais supracitadas, ordenadas da maior à menor variação da seguinte forma: Goiânia (+8,56%), Vitória (+7,46%), Campo Grande (+6,15%), João Pessoa (+4,29%), Fortaleza (+4,01%), Florianópolis (+3,70%), Maceió (+3,63%), Curitiba (+3,29%), Salvador (+2,78%), Recife (+2,30%), São Paulo (+1,82%), Manaus (+1,75%), Belo Horizonte (+1,57%), Rio de Janeiro (+0,85%), Brasília (+0,49%) e Porto Alegre (+0,33%)
     
  • Análise dos últimos 12 meses: o Índice FipeZAP+ registrou um avanço nominal de 6,29% nos últimos 12 meses encerrados em abril de 2022 — variação inferior à inflação acumulada pelo IPCA/IBGE (+12,01%)* e pelo IGP-M (+14,66%) no mesmo horizonte temporal. No cômputo individual, todas as 50 cidades monitoradas registraram aumento nos preços residenciais em suas respectivas localidades, incluindo as 16 capitais: Vitória (+24,09%), Goiânia (+20,91%), Florianópolis (+15,64%), Maceió (+15,50%), Curitiba (+15,25%), Campo Grande (+10,79%), Fortaleza (+10,70%), Manaus (+10,14%), João Pessoa (+9,70%), Brasília (+8,15%), Recife (+6,25%), Belo Horizonte (+5,05%), São Paulo (+4,45%), Porto Alegre (+4,17%), Salvador (+3,91%) e Rio de Janeiro (+2,25%).
     
  • Preço médio de venda residencial: com base na amostra de anúncios de imóveis residenciais para venda em abril de 2022, o preço médio calculado para as 50 cidades monitoradas pelo Índice FipeZAP+ foi de R$ 8.017/m². Entre as 16 capitais acompanhadas, a cidade de São Paulo apresentou o valor médio por metro quadrado mais elevado no último mês (R$ 9.882/m²), seguida pelo Rio de Janeiro (R$ 9.729/m²), Vitória (R$ 9.140/m²), Florianópolis (R$ 8.913/m²) e Brasília (R$ 8.656/m²). Por outro lado, entre as capitais monitoradas com menor preço médio de venda residencial, é possível destacar as seguintes localidades: Campo Grande (R$ 4.870/m²), João Pessoa (R$ 5.136/m²), Salvador (R$ 5.478/m²), Goiânia (R$ 5.550/m²) e Manaus (R$ 5.818/m²).

    Nota: (*) informação publicada no Relatório Focus do Banco Central do Brasil em 02/05/2022

Resale cria vertical de seguros residenciais com condições especiais

Outlet de imóveis que desenvolve soluções para gestão e venda de ativos que retornam ao mercado provenientes das instituições financeiras, grandes empresas ou Governos, a Resale segue levando mais comodidade e inovação para seus clientes em 100% do território nacional. Agora, focada em oferecer o máximo de segurança para seus compradores, a proptech anuncia o lançamento de sua vertical de seguros em parceria com a Flix, primeira insurtech do mercado de seguros e seguradora brasileira 100% digital, com o foco exclusivo em seguros e assistências residenciais.

Dentre os serviços oferecidos pela Flix e que estarão disponíveis aos compradores Resale estão a assistência 24h emergencial com serviços como: chaveiro, eletricista, encanador, assistência técnica para equipamentos eletrônicos,  vidraceiro, cuidado pet com informações sobre vacinas e consultas veterinárias além de assistência help desk, ideal para quem está no home office. A startup possui um portfólio com mais de 150 opções de ofertas e permite a personalização da cobertura securitária de acordo com a necessidade do cliente.

Essa novidade da proptech chega para dar ainda mais tranquilidade para seus milhares de clientes e quem busca nos imóveis retomados, chamados de Bens de Não Uso (BNDUs) mais oportunidades de compra para moradia ou investimento. “Agora o investidor que adquirir imóveis ocupados saberá que a propriedade está assegurada em diversos quesitos. Da mesma forma, quem busca uma nova residência poderá contar com inúmeras possibilidades de serviço, até mesmo assistência para pets”, explica o CRO da Resale, Igor Freire.

Para celebrar o lançamento da vertical de seguros residenciais em parceria com a Flix, neste mês de abril a proptech também traz uma condição especial aos clientes que comprarem imóveis via sua plataforma: o primeiro mês de serviços da Flix é grátis. A parceria se estende além do primeiro mês com um valor a partir de R$9,90 para os clientes que quiserem continuar com este benefício.

“A Resale tem como missão descomplicar a vida do comprador de imóveis com os melhores preços de casas, salas comerciais e apartamentos em todos os estados do Brasil. Nossos propósitos enquanto marca convergem e, quando colocamos isso na prática, conseguimos tornar essa parceria ainda mais vantajosa para quem compra no outlet já saindo com seu imóvel segurado”, explica Felipe Barranco, CEO da Flix.

O CRO, por sua vez, reforça a importância da união das marcas: “assim como o mercado de imóveis, o meio de seguros também está cada vez mais digital e democratizando soluções. A Flix é referência nestes quesitos e é uma honra oferecermos aos compradores da Resale uma solução tão completa e confiável quanto esta”, finaliza.

Imobiliárias digitais: mesmo empresas tradicionais correm atrás da automatização para seguir competitivas no setor

Como muitos outros setores que passaram por revoluções possibilitadas pela tecnologia, o mercado imobiliário se reinventou nos últimos anos, com o surgimento das chamadas imobiliárias digitais – que nasceram para tornar mais rápidos e ágeis processos antes conhecidos como lentos e desgastantes. Mesmo imobiliárias que não nasceram digitais têm tentado se transformar para acompanhar as tendências do segmento: com um público acostumado a fazer tudo de casa e a resolver problemas com poucos cliques, é difícil permanecer relevante no mercado de forma “analógica”.

As imobiliárias digitais são aquelas que permitem que o cliente faça online da escolha do imóvel à assinatura dos documentos, passando pelo acompanhamento das vistorias e pela contratação de seguros.

“A concorrência está cada vez mais acirrada, provocando uma real necessidade de se adaptar”, afirma Daniel Calmon, gerente de novos negócios do GrupoRV, empresa especializada em soluções imobiliárias. “Ter processos digitalizados, com base em tecnologia, se reflete em redução de custos; mas também, e principalmente, em mais agilidade, segurança, transparência, e uma melhor experiência para o cliente. Tudo isso virou uma obrigação para ser competitivo no mercado.”

A Lello Imóveis, de São Paulo (SP), que tem hoje cerca de 8,5 mil imóveis locados, já percebeu a necessidade de investir no processo de digitalização. “Ainda não digitalizamos tudo, mas estamos caminhando a passos largos”, conta Gisele Oliveira Costa, coordenadora de rescisão de contratos da empresa. “A maioria das locações já é feita com assinatura eletrônica, por exemplo; o que foi um ganho imenso na liberação dos contratos.” A companhia também já trabalha com vistorias feitas por profissionais especialmente treinados: “Antes perdíamos muito tempo fazendo a comparação nas vistorias de entrada e saída. O mercado também foi exigindo, com o tempo, que entregássemos um relatório mais completo.”

Lessiê de Souza Duarte, da URBS Imobiliária, de Goiânia (GO), especializada em imóveis de médio e alto padrão, diz que a digitalização fez a empresa ganhar em efetividade: “Otimizamos cerca de 90% dos processos, e com isso ganhamos mais tempo – o que é importante para todo mundo; para nós e para o cliente”, ela afirma. “O número de reclamações por parte dos clientes caiu consideravelmente.”

Digitalizar sem desumanizar

A Imóveis Crédito Real, de Porto Alegre (RS), é uma empresa bastante tradicional: a companhia tem 90 anos no mercado, e presença em 13 estados brasileiros. Luciano Oliveira da Silva, gerente de operações da empresa, conta como a imobiliária decidiu combinar tradição e modernização em função das exigências do mercado: “Temos uma cultura que muitas vezes é complexo mudar, mas estamos investindo em uma melhor experiência para os nossos clientes”, afirma. “Não em transformar a empresa em uma plataforma digital; mas em trazer tecnologia para que os clientes tenham mais conforto e melhorem sua experiência conosco.”

Daniel Calmon, do GrupoRV, destaca que “estar digitalizado não significa encerrar as operações no físico, e sim ter mais qualidade e agilidade em todos os processos.” Luciano, da Imóveis Crédito Real, exemplifica: “Fazíamos o serviço de vistorias de forma tradicional, então, no começo, ficamos com um pouco de medo por conta da novidade, de trazer esse recurso digital para dentro da imobiliária. Mas hoje estamos muito felizes com o retorno. No modelo tradicional, nosso custo operacional era oneroso, e o processo, lento. Tínhamos muita dificuldade em criar uma logística adequada para atender uma vistoria, que levava três ou quatro dias para ser feita. Hoje o laudo de vistoria traz uma robustez importante no processo de desocupação do imóvel e dá muita segurança para os proprietários.”

Serviços imobiliários na versão virtual

Imobiliárias que ainda atuam apenas de maneira tradicional vem incorporando a digitalização em diversas etapas do processo de aluguel: a busca pelo imóvel, por exemplo, agora é feita sem que o cliente precise sair de casa: há até mesmo imobiliárias que disponibilizam o chamado tour virtual, que permite “andar” por dentro do imóvel por meio de captação e disponibilização de imagens 3D. As vistorias de entrada e de saída, que garantem segurança no fechamento dos contratos, também são feitas com o auxílio de tecnologias, que geram relatórios enviados para todas as partes envolvidas.

A parte da documentação – normalmente uma das maiores dores de cabeça de proprietários e inquilinos – é automatizada por meio do recurso de esteira digital e do uso de assinatura eletrônica, que tem valor jurídico no Brasil desde 2002 e elimina as idas ao cartório para reconhecimento de firma. Por fim, a contratação de seguros (como o seguro incêndio, que é obrigatório na locação de um imóvel, e o seguro fiança, que substitui o fiador) também é feita online, com aprovação imediata.

HM Engenharia avança plano de expansão e chega à região metropolitana de SP

A HM Engenharia, empresa com mais de 45 anos de experiência em construção civil e mais de 140 mil unidades habitacionais projetadas e entregues, chega à Grande São Paulo com o lançamento do Smart Osasco. Como parte do planejamento estratégico de crescimento da companhia, o empreendimento é o primeiro de nove projetos que serão apresentados à população da região metropolitana em 2022 e 2023, totalizando 2.725 unidades e VGV de R$ 437,8 milhões. A meta é que nos próximos três anos, a capital paulista e as cidades que compõem a região metropolitana sejam responsáveis por 40% de todos os lançamentos da companhia, que já tem operação consolidada na região de Campinas.

Para cumprir o planejamento, seis dos nove empreendimentos estarão na cidade de São Paulo — nos bairros da Freguesia do Ó e Vila Maria, na zona norte, Jaguaré e Barra Funda, na zona Oeste e Guaianazes, no extremo leste. Os outros três empreendimentos serão construídos em Suzano e Mogi das Cruzes, além de Osasco. No total, ao longo de 2022, a construtora lançará 17 empreendimentos no estado, 11 a mais que no ano passado. Serão contempladas ainda as regiões de Ribeirão Preto e Vale do Paraíba, com foco na cidade de São José dos Campos.

“São áreas com demanda por unidades habitacionais e boas oportunidades para quem, como nós, atua na faixa econômica. Com isso, esperamos crescer três vezes até 2024, chegando a R$ 1,4 bilhão em faturamento”, explica André Leitão, CEO da HM Engenharia. De acordo com estimativas, o déficit habitacional somente na região metropolitana de São Paulo é de mais de 1 milhão de moradias. No Brasil, o número é superior a 8 milhões.

Premiação reúne maiores construtoras do País

A capital paulista recebeu, na noite desta quarta-feira, os principais executivos das maiores construtoras do país reconhecidas pelo ranking INTEC Brasil. A Casa Bertolazzi foi o local escolhido para a entrega dos troféus às empresas que se destacaram na área da construção civil no ano passado. Com apoio do Secovi-SP, o evento realizado para cerca de 180 pessoas, entre CEOs e diretores, teve transmissão simultânea pelo canal da INTEC Brasil no YouTube.

Bruno Silva, CEO da INTEC Brasil, foi o responsável pela abertura da cerimônia. “Ano passado fizemos o evento online e deu tudo certo, mas é longe de ser isso que estamos vivendo agora, com o salão cheio. Dar o selo de uma das 100 maiores construtoras do país, hoje, não é apenas uma formalidade, é um reconhecimento a empresas fortes. A construção civil não parou e foi um dos principais setores que garantiu emprego, a renda de várias famílias, que segurou a economia. Por isso, é um orgulho estar aqui com vocês, que representam essa área”, afirmou.

Roberta Bigucci, diretora da construtora MBigucci e Coordenadora de Projetos Sociais e Especiais do Secovi-SP, fez uma palestra na sequência em que também elogiou o setor pela capacidade de driblar os desafios da pandemia para seguir inovando. Ainda aproveitou para incentivar os executivos a participarem de projetos de responsabilidade social, fundamentais, inclusive, para a implementação do ESG.

Em seguida, foram entregues os troféus aos principais vencedores do ranking das Maiores Construtoras e destaques regionais. Entre as empresas, estavam a Direcional, Pacaembu Construtora, Construtora Tenda, MPD Engenharia, MP Construtora e Incorporadora e Credlar Construtora.

Para o CEO da MP Construtora e Incorporadora, Bruno Murta, receber esse prêmio é um incentivo à empresa. “Isso fortalece a nossa missão. É um desafio incorporar e trabalhar em nosso país, e esse reconhecimento mostra que estamos no caminho certo”. Após passar por dificuldades com a pandemia, André Barsaglini, gestor da Credlar Construtora, contou que o reconhecimento é a valorização de um trabalho árduo. “Nosso maior problema foi com o atraso dos insumos, devido à paralisação das fábricas. Passar por momentos como esse e receber este prêmio é maravilhoso, pois ajuda a valorizar os nossos esforços”, comentou.

O ranking das maiores construtoras do país já acontece há mais de 20 anos e premia as empresas que mais construíram no ano anterior em relação a metro quadrado, além de avaliar critérios como idoneidade e reputação das que se inscreveram. A lista completa das maiores construtoras de 2022 pode ser encontrada no site oficial: www.100maioresconstrutoras.com.br.

CAIXA apresenta resultado histórico no crédito imobiliário no 1º trimestre de 2022

A CAIXA anuncia resultado histórico no crédito imobiliário no 1º trimestre de 2022. As contratações com recursos da poupança (SBPE) somadas às do Programa Casa Verde e Amarela (PCVA), com recursos do FGTS, totalizaram, de janeiro a março de 2022, R$ 34,4 bilhões, representando um aumento de 17,8% em relação ao mesmo período de 2021. Se comparado ao primeiro trimestre de 2018, o crescimento é de 92,7%.

Somente as contratações com recursos da poupança (SBPE), no primeiro trimestre de 2022, totalizaram R$ 21,4 bilhões. O crescimento foi de 31,2% em relação ao primeiro trimestre de 2021 e chegou a 817,4% se comparado com o mesmo período em 2018.

Nas duas modalidades, no primeiro trimestre do ano, mais de 546 mil pessoas realizaram o sonho de ter a casa própria. Foram mais de 136 mil unidades financiadas no período.

Os dados foram divulgados pelo presidente do banco, Pedro Guimarães, durante transmissão ao vivo com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) nesta quinta-feira (28/04).

Novidades no financiamento imobiliário:

A CAIXA também anunciou novidades no financiamento imobiliário. Nas novas contratações de crédito imobiliário para pessoa física, com recursos SBPE, os clientes contam agora com período de carência de até 6 meses no financiamento de imóveis novos e usados. O novo prazo é válido em três opções de linhas de financiamento imobiliário do banco: TR, Poupança CAIXA e Taxa Fixa.

Haverá também a abertura da linha de financiamento para aquisição, construção ou reforma de imóveis comerciais, modalidade destinada às empresas. A partir de segunda-feira (02/05), já estará disponível a contratação para clientes pessoa jurídica, com taxas a partir de TR + 3,15% a.a, somadas à remuneração da poupança. O prazo é de até 180 meses.

O banco também divulga aprorrogação da taxa promocional das contratações da modalidade Poupança CAIXA, com recursos SBPE, para pessoa jurídica. Até 30 de junho, é possível aproveitar a taxa reduzida de 3,00% a.a, somada à remuneração da poupança. A queda é de 0,32 ponto percentual.

Lançamento do Novo Plano Empresário CAIXA (PEC):

A CAIXA lança o Novo Plano Empresário CAIXA (PEC), que amplia, a partir de 18 de maio, asestratégias para o setor. A liberação de recursos será mais simples, com redução de 50% dos documentos exigidos.

Diversas melhorias serão implementadas e vão contribuir com a experiência do cliente tais como: agilidade na liberação das parcelas, simplificação da comprovação da comercialização das unidades e dos recebíveis imobiliários, aumento do percentual máximo de permuta do terreno de 20% para 35% e simplificação dos processos pós-contratação.

O novo PEC é mais uma alternativa para financiamento de projetos às incorporadoras, complementando o portifólio de produtos e serviços destinados ao setor da construção civil.

Operações de Habitação Popular:

Também em maio, a CAIXA expande a linha Apoio à Produção para pessoa jurídica, passando a financiar empreendimentos com doação de terreno pelo Ente Público. A modalidade contemplará as doações de terreno feitas por meio de Concessão de Direito Real de Uso (CDRU), o que permite mais produção imobiliária por meio de parcerias com Estados e Municípios.

Prorrogação de medidas até dezembro:

A CAIXA prorrogou todas as medidas de apoio às empresas, adotadas em 2020 e 2021 por conta da pandemia, para até dezembro deste ano. Entre as principais ações estão a antecipação de recursos para novos empreendimentos, prazo de carência para início das obras, possibilidade de prorrogação de cronograma, entre outras.

São Paulo tem 47% de mulheres representando mercado imobiliário e ainda há mais a evoluir

O ZAP+, maior ecossistema imobiliário do país, entende a importância da representatividade feminina no ramo imobiliário e em seus negócios. Sempre olhando para todas as vozes do mercado e destacando a presença das mulheres nesse meio, a empresa participa e é uma das principais patrocinadoras do SOMA, evento realizado pelo Instituto Mulheres do Imobiliário, que foca na diversidade e na equidade no setor e promove uma rede de apoio para profissionais novas e experientes.
 

Em sua primeira edição, o evento contará com presenças nacionais e internacionais, com mais de 30 palestrantes, nos dias 29 e 30 de abril, no Teatro do RiverView Corporate Tower. O ZAP+ oferece um dos principais key-notes do evento, Ana Fontes, fundadora da Rede Mulher Empreendedora, que abordará sobre o empreendedorismo feminino no segmento. Gabriela Zaninetti, vice-presidente de Marketing do ZAP+ fará abertura do debate.
 

No mesmo dia, Danilo Igliori, economista-chefe de DataZAP+, braço de inteligência da empresa, apresentará em primeira mão para o mercado uma prévia do “Raio-X da Corretora de Imóveis”. Uma pesquisa inédita, que será cadenciada e estará em constante coleta de dados, para trazer um olhar profundo sobre o perfil, desafios, responsabilidades, motivações, demografia da figura da mulher no setor. “Esse estudo trará uma dimensão jamais vista no mercado do papel e da popularidade da mulher no mercado imobiliário, e por outro lado, o quanto o segmento tem acolhido as mulheres”, ressalta Gabriela Zaninetti, vice-presidente de Marketing do ZAP+.
 

“O ZAP+ vem abrindo caminho para empoderar e dar voz às mulheres no mercado imobiliário. A diversidade, a equidade e a inclusão fazem parte da cultura do ZAP+ e sempre incentivamos projetos que discutam o tema na sociedade. O movimento #Vaidecorretora foi criado para dar visibilidade à representatividade feminina no segmento imobiliário e seus desafios, com um olhar mais humanizado, incentivando cada vez mais mulheres a ocuparem seu espaço e a crescerem em seus negócios”, explica Gabriela.
 

“Estamos felizes em contar com o ZAP+ nessa discussão sobre equidade e empoderamento. Vejo que as marcas ZAP+ e o Instituto Mulheres do Imobiliário trabalham com propósitos parecidos, realizando pesquisas e ampliando a presença feminina no cenário imobiliário. Desde 2019, estou à frente deste movimento realizando pesquisas e eventos que buscam empoderar essas vozes, consolidando a influência das mulheres na decisão de compra de imóveis e, agora, também endossando a presença delas na força de vendas.”, pontua a idealizadora do Instituto Mulheres do Imobiliário e do SOMA, Elisa Rosenthal.
 

Os participantes também terão acesso a materiais e palestras exclusivas, uma oportunidade para aprofundar em temas relevantes com base em dados e insights sobre o setor imobiliário no País.
 

São Paulo é o estado com maior número de corretoras do Brasil e participação feminina segue em evolução

Além do apoio e participação no SOMA, a área de inteligência de dados da empresa, o DataZAP+, apresenta um levantamento sobre os dez Estados com o maior crescimento da participação feminina na última década na profissão de Corretora de Imóveis (2020-2010). O estudo foi feito com base em dados do RAIS (Relação Anual de Informações Sociais).
 

O ranking apontou que, apesar de estarem entre os top dez Estados com maior crescimento da representação feminina, o Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Bahia e São Paulo são as regiões onde as corretoras são menos de 50% da participação em 2020 (45%, 43%, 42%, 49% e 47%, respectivamente). O estado de Goiás se destaca em primeiro lugar pela mudança de 30% para 61% entre 2010-2020. Já, com 71%, o Espírito Santo é o estado com a maior representação feminina no setor em 2020.

 O levantamento também revelou que São Paulo é o Estado com o maior número de corretoras (35%) em relação aos demais, enquanto o Rio de Janeiro, uma importante praça do setor, ficou em 6º lugar com 5.8%, quase um empate com Santa Catarina.

Existem diversos setores em que a concentração é majoritariamente masculina e, em especial, no setor do mercado imobiliário brasileiro. “Outro destaque do estudo é a evolução das participações tanto do público masculino quanto feminino. É possível perceber que na última década, essa atividade passou por um processo de equidade, com uma participação mais equilibrada no setor de profissionais de ambos os sexos, mostrando a evolução da presença feminina, lembrando que ela reflete o percentual de pessoas trabalhando na atividade”, explica Larissa Gonçalves, economista do DataZAP+.
 

Evolução da Participação feminina em relação a masculina entre 2010-2020

em atividades imobiliárias