Category Mercado Imobiliário

M², proximidade de parques e estações e andar, quais fatores realmente afetam o valor do imóvel?

Proptech israelense elenca os princiáis motivos que fazerm uma propriedade custar mais ou menos em São Paulo

Quando se vai comprar ou vender um imóvel, seu tamanho e localização costumam ser  as principais características avaliadas para determinar o valor da propriedade, mas há diversos fatores externos que podem interferir na precificação final.

Nathan Varda, head Propdo, proptech israelense que fornece soluções em software para tomada de decisão no mercado imobiliário e chegou ao Brasil com investimento de US$ 3 milhões, elenca os principais pontos a serem levados em consideração na hora de bater o martelo de quanto vale um imóvel.

Avaliar a finalidade da compra é sempre o primeiro passo?

VERDADE: existe uma grande diferença entre comprar a casa para viver ou como investimento. Também é necessário avaliar o quanto você pode gastar e o motivo da compra. Após definir esses dois pontos com muita cautela, os compradores devem ordenar a importância de cada parâmetro para eles.

Proximidade com parques pode encarecer o preço do imóvel?

VERDADEalguns fatores vão sempre elevar o preço de um imóvel, como a proximidade com parques. As três áreas mais caras da cidade de São Paulo ficam perto dos parques, Ibirapuera, Villa-Lobos e Parque do Povo. Esse fato pode representar um aumento de 10% a 15% no valor do imóvel.

A proximidade com estações de trem e metrô e uma boa vista também são determinantes?

VERDADE: o primeiro motivo também pode representar um aumento de 10% a 15% no valor do imóvel, já o segundo, ter uma boa vista, pode elevar de 15% a 20%.

Poluição do ar não interfere no valor do imóvel?

MITO: a poluição do ar, encontrada em regiões próximas a indústrias, fábricas e terminais de ônibus, são responsáveis por uma queda de 10% a 20% sobre o valor do imóvel. Áreas comerciais próximas também podem diminuir o preço da propriedade de 5% a 10%.

Precificação por metro quadrado é o melhor parâmetro sempre?

MITO: este é um fator confuso para as pessoas. Alguns aspectos podem subir ou descer esse preço, como o tamanho médio do imóvel na região. No Jardim Europa, o preço do m² não está nem entre os cinco mais caros da cidade, por ser comum o grande tamanho das residências. Mas, mesmo assim, por conta do bairro, pode ser a região mais cara de São Paulo.

Imóveis próximos a escolas são sempre valorizados?
MITO
: imóveis próximos a escolas são interessantes para quem tem filhos. Casais sem crianças e idosos não costumam procurar por esse tipo de local. Por isso, nem sempre será um fator que valorizará o imóvel. Irá depender do perfil do comprador.

·Áreas que vão receber reurbanização são mais valorizadas?
EM PARTES:
 Esses locais, por vezes, são valorizados, mas nossa inteligência artificial revelou que, a curto prazo, quando próximos a um projeto massivo e de grande escala, podem diminuir o valor de 5% a 10%.

Apartamentos em andares mais baixos são mais baratos?
VERDADE (em linhas gerais): costumam custar de 5% a 7% menos que os mais altos, por conta do barulho, crianças etc. No entanto, também segundo a nossa IA, bairros com a população mais velha, como Higienópolis, possuem uma lógica inversa, com esses apartamentos valendo mais que o normal.

CAIXA alcança R$ 48,3 bi em contratações pelo Programa Casa Verde e Amarela em 2022

Medidas de estímulo implementadas pelo banco contribuem para o resultado. Mais de 1 milhão de pessoas são beneficiadas

A CAIXA alcançou a marca de R$ 48,3 bilhões em contratos de financiamento habitacional pelo Programa Casa Verde e Amarela em 2022, beneficiando mais de 1 milhão de pessoas. O banco, que responde por 99% da execução do Programa, atingiu R$ 19,3 bilhões aplicados nessa modalidade de financiamento entre julho e setembro deste ano, um resultado 36,4% superior ao mesmo período de 2021 e 20,4% maior que o 2º trimestre de 2022.

No crédito concedido às construtoras, destinado à produção de novas unidades habitacionais, foram aplicados
R$ 3,8 bilhões no 3º trimestre de 2022, um aumento de 71,7% em relação ao mesmo período de 2021 e 19,6% maior que o 2º trimestre de 2022.

Os números reforçam o importante papel da CAIXA na habitação popular, facilitando o acesso das famílias de baixa renda à casa própria e fomentando o setor da construção civil.

Medidas de estímulo:

Os resultados positivos são consequência de medidas adotadas em julho pelo banco, com base nas alterações sugeridas pelo Governo Federal e aprovadas pelo Conselho Curador do FGTS. As medidas têm proporcionado melhores condições de financiamento aos clientes e alcançam um público maior. Dentre elas, destacam-se:

  • Ampliação do prazo máximo de financiamento de 30 para 35 anos nas concessões;
  • Ampliação da renda familiar para até R$ 8.000,00;
  • Aumento do subsídio para famílias com renda até R$ 4.400,00;
  • Possibilidade de financiamento de imóveis novos de um dormitório

Mais informações:

Pelo simulador habitacional disponível no aplicativo Habitação CAIXA ou no site do banco, o cliente pode simular a operação pretendida. Após a simulação, é possível realizar o processo de aprovação da operação no próprio App ou, ainda, por meio de uma das agências da CAIXA ou de um Correspondente CAIXA AQUI.

Vendas de imóveis acumulam alta de 14% no país, aponta indicador ABRAINC-FIPE

O número de imóveis novos vendidos no Brasil acumula um crescimento de 14% nos sete primeiros meses de 2022, quando comparado com o mesmo período de 2021. Ao todo, 97.475 unidades foram comercializadas. Os dados fazem parte de um levantamento realizado com 18 empresas associadas à ABRAINC (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias) em parceria com a FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas).
 

O segmento de Médio e Alto Padrão (MAP) segue apresentando bons resultados e acumula uma elevação de 91,5% no mercado imobiliário, com 26.522 imóveis comercializados nos sete primeiros meses do ano. O Casa Verde e Amarela (CVA) comercializou 69.201 moradias o que representou uma oscilação de 1,2%.
 

Ao avaliarmos o volume de imóveis entregues, notamos uma alta de 19,4% diante ao mesmo intervalo de tempo de 2021. Essa tendencia de alta deve se intensificar nos próximos meses em função do alto volume de lançamentos realizados nos últimos 2 anos. Isso fará com que a construção civil gere um considerável número de novos empregos nos próximos anos.
 

Na avaliação do presidente da ABRAINC, Luiz França, os dados mostram o bom momento do setor e evidenciam um processo de melhora na economia ao longo de 2022, com arrefecimento nos custos de construção e um crescimento na renda das famílias. “O setor segue com um bom desempenho e os números comprovam isto. A queda no desemprego e o aumento no rendimento das famílias, que já subiu 4%, desde o início de 2022, e devem melhorar ainda mais o desempenho do mercado. As melhorias no Casa Verde Amarela também vão ampliar o acesso a moradia e contribuir para o combate ao déficit habitacional e a geração de empregos”, pontua o executivo.


 

Sinduscon-MG e AELO-MG lançam pesquisa inédita sobre loteamentos em Minas Gerais

O mercado de loteamentos de Minas Gerais vai ganhar uma importante ferramenta de análise. No dia 18 de outubro, o Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG) e a AELO-MG (Associação das Empresas de Loteamento e Desenvolvimento Urbano) Minas Gerais vão lançar uma pesquisa imobiliária inédita no estado, com números de lançamentos, vendas e estoques do setor referentes a 32 cidades. Os dados serão divulgados durante o Congresso de Loteamentos, evento que integra o Construa Minas.

Segundo o vice-presidente da área de Loteamentos do Sinduscon-MG, Flávio Guerra, a pesquisa vai permitir uma avaliação mais precisa do mercado. “Os loteadores, incorporadores e imobiliárias vão poder fazer uma leitura melhor do volume de estoque, lançamentos, vendas por tipologia, bairros e condomínios fechados. É um indicador de amadurecimento do mercado”, afirma Guerra, que também é diretor da área das Loteadoras da CMI/Secovi-MG (Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais) e presidente da AELO-MG (Associação das Empresas de Loteamento e Desenvolvimento Urbano) Minas Gerais.

O Congresso de Loteamentos do Sinduscon-MG será realizado no dia 18 de outubro, a partir das 8h, no The One (Av. Raja Gabáglia, 1143, Luxemburgo). Com uma série de palestras e painéis, o evento vai debater tendências, como as smart cities, além das novidades da Agência Metropolitana (ARMBH) e as perspectivas para o saneamento urbano. A pesquisa de loteamentos será apresentada a partir das 11h.

O evento faz parte da programação do Construa Minas, iniciativa do Sinduscon-MG e da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), com apoio do Sebrae, que deve reunir mais de 3 mil especialistas, empresários e profissionais do setor da construção, além de dirigentes e representantes de entidades parceiras. O evento, que faz parte do “Construa – Onde a Construção do Brasil se encontra”, está com inscrições abertas para mais de 25 programações integrantes pelo site www.construaminas.org.br.

O Construa Minas tem patrocínio (Diamante) da PAD, Fassa Bortolo (Patrocínio Ouro), Sicoob Imob.vc (Patrocínio Prata), Ferreira, Pinto, Cordeiro, Santos & Maia Advogados e Sienge CV (Patrocínio Bronze). E apoio institucional do Crea-MG, Fundação Dom Cabral, CMI/Secovi MG, Secovi SP e Prefeitura de Belo Horizonte.

“Construa – Onde a Construção do Brasil se encontra”

O Construa Minas integra o “Construa – Onde a Construção do Brasil se encontra”, programação anual que pretende percorrer todos os estados e o Distrito Federal para discutir com especialistas da indústria da construção temas estratégicos do setor e do mercado imobiliário em nível nacional e estadual. “O Construa é a CBIC chegando aos estados para fortalecer a indústria da construção brasileira, com debates sobre a agenda nacional”, salienta o presidente da entidade, José Carlos Martins.

O objetivo do Construa é unir o maior número possível de agentes regionais da cadeia de produção de habitações, creches, hospitais, escolas, prédios, pontes, viadutos, túneis, rodovias, ferrovias e barragens para ampliar o debate sobre temas de grande relevância para o setor da construção e fortalecer as entidades locais associadas à CBIC. A expectativa é de reunir mais de 3 mil especialistas, empresários e profissionais do setor da construção, além de dirigentes e representantes de entidades parceiras do Sinduscon-MG e da CBIC, em busca de conhecimento, oportunidades de negócios, parcerias e networking.

Plano&Plano vende R$420 mi no 3° tri e bate mais um recorde

Plano&Plano Desenvolvimento Imobiliário S.A, listada na B3 (PLPL3), divulga a prévia de seus resultados operacionais do terceiro trimestre de 2022 (3T22). A Companhia, mais uma vez, estabeleceu um recorde de vendas líquidas trimestrais, somando R$420,4 milhões, valor 28,8% superior ao registrado no 3T21 (R$ 326,4 milhões). No acumulado do ano, as vendas líquidas de R$ 1,17 bilhão, representam crescimento de 14,6% em relação ao mesmo período de 2021 (R$ 1,02 bilhão), registrando os melhores primeiros nove meses da história da Companhia. 

Com seis lançamentos no terceiro trimestre, somando um volume geral de vendas (VGV) de R$ 423,8 milhões, a Plano&Plano apresentou um crescimento de 7,5% em relação aos R$ 394,1 milhões lançados no segundo trimestre de 2022. No acumulado do ano, a Companhia já registra R$ 1,08 bilhão de VGV lançado, aumento de 21,1% sobre o mesmo período do ano anterior. “Os indicadores demonstram o crescimento contínuo e sustentável mantido pela Companhia que, cada vez mais, consolida seu posicionamento de destaque no mercado imobiliário”, comenta João Hopp, Diretor Financeiro da Plano&Plano. A Plano&Plano avançou 1,7 ponto percentual em Vendas Sobre Oferta (VSO) dos últimos 12 meses, atingindo 42,4% em 30 de setembro de 2022, o que reflete o bom desempenho comercial e ainda mostra o crescimento nas vendas em comparação com o estoque. 

Landbank

Em 30 de setembro de 2022, o estoque de terrenos somou 1,2 milhão de metros quadrados, com potencial de vendas total de R$ 11,1 bilhões. Com um landbank concentrado na Região Metropolitana de São Paulo, sendo 98% localizados no município de São Paulo, a Plano&Plano adquiriu no terceiro trimestre de 2022 (3T22) três novos terrenos. A Plano&Plano possuía 16.742 unidades em construção ao final de setembro de 2022 em 43 canteiros de obras em atividade.“Temos uma imensa lacuna a preencher para superar o déficit habitacional. O nosso compromisso é proporcionar moradias de qualidade e esperamos continuar nesta trajetória de crescimento”, afirma Rodrigo Luna, Diretor Vice-presidente e Presidente do Conselho de Administração da Plano&Plano.

Cury divulga 3T22 com aumento de 28% em lançamentos e 30% em vendas líquidas em comparação com o ano anterior

A Cury Construtora, uma das empresas líderes no segmento residencial no Brasil, apresentou a prévia dos resultados operacionais no 3T22, com destaque para os lançamentos, com um Volume Geral de Vendas (VGV) de R$ 919,1 milhões, um aumento de 27,6% em relação ao mesmo período do ano passado. Foram seis empreendimentos lançados, sendo cinco em São Paulo e um no Rio de Janeiro. No acumulado do ano, a construtora atingiu um VGV de R$ 2,756 bilhões, 38% acima do registrado no 3TRI21.

O desempenho foi possível graças ao aumento no preço médio das unidades lançadas, que chegou a R$ 251,8 mil no trimestre avaliado – avanço de 10,6% em relação ao mesmo 3T21, e queda de 15,4% se comparado com o 2T22. No acumulado do ano, o crescimento foi de 23,8% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Com os lançamentos do período, a incorporadora produziu 2.748 unidades, uma alta significativa de 25,9% em relação ao mesmo trimestre de 2021. Nos nove primeiros meses deste ano, a Cury construiu 7.274 unidades, um crescimento de 35,2%, ou de 1.895 imóveis, quando comparado aos 9M21.

Vendas Líquidas, VSO e Geração de Caixa

Os lançamentos refletiram nas vendas líquidas atingindo os R$ 885,8 milhões, valor que representa um crescimento de 29,8% em relação ao 3T21. No acumulado dos nove primeiros meses do ano, o VGV vendido foi de R$ 2,536 bilhões, alta de 29,7% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

No terceiro trimestre de 2022, a Venda Sob Oferta (VSO) líquida da companhia foi de 40,3%, contra 45,2% no 3T21.  No segundo trimestre deste ano, o índice foi de 41,6%. Ao analisar os últimos doze meses, a VSO foi de 70,6%, aumento de 0,5 ponto percentual em relação ao 2T22, e 3,4 p.p. menor que do terceiro trimestre do ano passado. 

A estratégia de negócio também resultou num trimestre com Geração de Caixa operacional de R$ 65,1 milhões, 0,6% acima do saldo positivo de R$ 64,7 milhões registrado no 3T21. No acumulado dos 9 meses, a companhia atingiu R$ 162,6 milhões, aumento de 12,4%, frente aos R$ 144,7 milhões gerados nos 9M21.

Repasse, estoque e banco de terrenos

Os níveis de repasses mais uma vez cresceram, tanto em unidades, quanto em VGV repassado, alcançando um novo recorde. O VGV repassado no trimestre aumentou 18,1%, quando comparado com o mesmo período do ano passado. As unidades repassadas passaram de 3.275 no 3T21 para 3.510 no 3T22, uma alta de 7,2%, e crescimento de 13,8% na comparação com o 2T22.

Na análise do acumulado dos 9 meses, o VGV cresceu 35,8%; e, também foi registrado um incremento significativo ao avaliar os nove primeiros meses do ano, quando as unidades repassadas chegaram a 9.070 frente aos 7.638 nos 9M21.

A Cury Construtora encerrou o trimestre com estoque de R$ 1,311 bilhão. Deste total, 98% se referem a unidades lançadas ou em construção, e apenas 2% a unidades concluídas.

Considerando os lançamentos recentes, bem como as aquisições realizadas, a Cury encerrou o 3T22 com uma carteira de terrenos de R$ 10,487 bilhões em VGV potencial, o que representa o total de 42,8 mil unidades. Atualmente, o banco de terrenos é composto de R$ 7,572 bilhões em São Paulo e R$ 2,915 bilhões no Rio de Janeiro.

5 startups com soluções dinâmicas para o setor de construção

André Medina – Gerente de Inovação da Andrade Gutierrez

O Vetor AG, programa de inovação aberta da Andrade Gutierrez e o primeiro no setor de engenharia e construção, tem sido a porta de acesso para muitas empresas ingressarem nesse mercado. “Soluções antes limitadas a outros setores são adaptadas para o mercado de engenharia e construção e testadas em nossas obras, possibilitando que as empresas que participam do nosso programa ampliem seu escopo. Vemos essa movimentação como muito positiva. Além de contribuir para os avanços da engenharia 4.0 no Brasil, o programa estimula a evolução do mercado como um todo”, afirma André Medina, Gerente de Inovação da Andrade Gutierrez e responsável pelo Vetor AG.

Para exemplificar sua fala, André cita cinco empresas que já participaram do Vetor AG implementando suas soluções nas obras da Andrade Gutierrez e estão inovando Brasil afora no setor de obras e também em outros mercados. Confira:

PWTech

A empresa tem uma tecnologia que facilita o tratamento de águas contaminadas. Com um equipamento de baixo custo e fácil instalação e com possibilidade de uso de energias alternativas, já atendeu cerca de cinco mil pessoas e potabilizou 5 milhões de litros de água.

O objetivo da PWTech é atender comunidades carentes, mas o equipamento também se adequa ao agronegócio, a indústrias e pode atender ainda qualquer localidade com necessidade de água tratada em pequena e média escala. Recentemente, a tecnologia foi comprada pela Unops (Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos) para levar água potável à Ucrânia.

GaussFleet

A startup brasileira GaussFleet faz uso da internet das coisas (IoT) e facilita o monitoramento de veículos e máquinas, para calcular por quantas horas elas trabalharam e, assim, calcular automaticamente valores de aluguel, produção e produtividade, conforme cada contrato. Atendendo anteriormente os setores florestal e agrícola, após passarem pelo Vetor AG, expandiram suas operações para o setor de engenharia e construção, atuando em equipamentos de uma obra de mineração subterrânea.

Gripmaster

Empresa com foco na produção de pneus para atuarem fora da estrada, atuava principalmente no setor florestal. No Vetor AG, a Gripmaster diversificou o mercado aplicando sua solução para uso em equipamentos da construtora com operação em mineração subterrânea. Atualmente, atende diversos setores com soluções sob medida, como construção, mineração, agrícola e industrial.

Beezer

A plataforma de fretagem com tecnologia de ponta facilita o gerenciamento do transporte de pessoas, gerando maior agilidade para o RH das empresas. A ferramenta também facilita a comunicação com os motoristas e já rastreou mais de 100 mil viagens. Anteriormente, era aplicada majoritariamente no setor industrial. Com o Vetor AG, a solução foi implementada pela primeira vez em uma construtora.

SpectraGeo

Com soluções voltadas a gestão hídrica, monitoramento de barragens, geofísica aplicada em agricultura e contaminação de solo, a SpectroGeo ampliou suas aplicações, antes focadas nos setores de óleo e gás, para o mercado de construção de parques solares, linhas de transmissão e parques eólicos, atendendo assim as obras da AG.

Netimóveis conquista 15 novas imobiliárias e contabiliza R$ 1,2 bilhão em vendas no primeiro semestre

Ariano Cavalcanti de Paula, Presidente da GPO imóveis ©netun lima/Divulgação

Pioneira no modelo de negócios compartilhados e na utilização da tecnologia como ferramenta de inteligência imobiliária, a Netimóveis —maior rede de imobiliárias associadas do Brasil e que completa 27 anos de atividades neste mês— realizou R$ 1,2 bilhão em vendas no primeiro semestre, com 2.343 imóveis negociados. A carteira de aluguel também foi muito expressiva, com R$ 12,4 milhões de receita e 7.450 locações efetivadas de janeiro a junho. Em números agregados, a Netimóveis administra um ativo total de R$ 35 bilhões.

Hoje, a Netimóveis opera com carteira de imóveis para comercialização que representa um VGV (valor geral de vendas) de R$ 54 bilhões. Para locação, a rede oferece imóveis com potencial de receita de R$ 62 milhões mensais. Os apartamentos de dois quartos foram os mais vendidos no primeiro semestre de 2022, com 17,97% dos negócios, seguido pelos apartamentos de três quartos (15,52%) e as casas (15,36%). Uma média de 300 mil usuários visitam o site da rede mensalmente.

Segundo o presidente da Netimóveis Brasil, Ariano Cavalcanti de Paula, a rede segue em franca expansão, ampliando o número de associadas e anunciantes: hoje são cerca de 180. A rede rompeu fronteiras e, somente no primeiro semestre deste ano, 15 imobiliárias passaram a ser credenciadas. “Temos obtido taxas de crescimento expressivas e constantes. A expansão da rede é, em média, de 14% ao ano”, afirma.

Na avaliação de Bernardo Campos, diretor da Adbens, uma das novas associadas, a credibilidade e o portfólio de imóveis da rede colocam a imobiliária —localizada em Belo Horizonte— em outro patamar no mercado. “Nossa maior dificuldade era não ter uma carteira de imóveis diversificada para apresentar aos clientes. Muitas vezes, ficávamos até ‘sem graça’ por não conseguir atender”, revela. Com pouco tempo de parceria com a Netimóveis, ele afirma já estar sentindo impactos positivos no relacionamento com os clientes. “Hoje, tenho total segurança”, afirma.

Campos também destaca o fortalecimento do negócio com a troca de experiências e informações entre as associadas. “O importante para nós é o lead qualificado. Podemos conversar e trocar ideias; estão todos unidos em busca de um mesmo propósito. O networking é um ponto fundamental do trabalho em rede, porque a experiência de um acaba complementando a experiência do outro”, declara Campos.

Atuação em rede e compartilhamento de negócios

Uma das imobiliárias associadas que está há mais tempo na rede e tem 45 anos de atuação no mercado, a Porto Real Netimóveis, localizada no Sion, em Belo Horizonte, também compartilha da importância da atuação conjunta. “Atuar em rede nos permite ser mais ousados, ter mais captações e avançar mais, tanto na venda quanto na locação”, analisa o diretor da empresa, Rogério Gontijo, que foi presidente da Netimóveis por 10 anos. Ele destaca que a troca de informações é diária. “Compartilhamos não somente negócios, mas também ideias e isso reduz o custo drasticamente. Vimos isso muito durante esse período de crise da pandemia; quem trabalhou em rede conseguiu se sair muito melhor do que quem estava sozinho”, declara Gontijo.

Na avaliação dele, para o corretor de imóveis, a atuação em rede também traz mais segurança. “Dessa forma, esses profissionais conseguem ganhar muito mais do que como autônomos. O corretor recebe como se o negócio estivesse sendo efetivado dentro da sua própria empresa. Isso é uma grande vantagem. Qualquer imóvel que ele vender terá a mesma comissão. Isso amplia o leque de opções para o corretor trabalhar, sendo um somatório de competências”, acrescenta Rogério Gontijo.

“À época, muitos achavam que éramos doidos por vender imóveis pela internet, mas o segredo do negócio é a disciplina. Estou nesse mercado há mais de 40 anos e, a cada dia, aprendo mais; nenhuma outra rede do mercado tem a bagagem e o conhecimento que nós temos. Todos nós somos corretores e não é uma associação feita somente por valores financeiros. Temos expertise no que fazemos e sabemos fazer bem feito”, pontua o diretor da Porto Real Netimóveis.

Preços de imóveis em São Paulo fecham o terceiro trimestre de 2022 em alta

O Imovelweb,um dos maiores portais imobiliários do País, divulga seu relatório mensal de preços de setembro em São Paulo. Seja para alugar ou comprar um imóvel, os preços seguem em alta na capital paulista.

No caso do aluguel, o preço médio em setembro na cidade ficou em R$ 3.506 para os apartamentos de 65m² e dois quartos, subindo 1,9% em relação ao mês anterior.

Já para os imóveis à venda, o relatório de setembro aponta que o preço médio do m² fechou em R$ 9.966, 0,8% acima do mês prévio. Um apartamento em São Paulo com 65m², dois quartos e uma vaga, custa, em média, R$ 627 mil.

Terceiro trimestre de 2022: preços em alta

Considerando o terceiro trimestre de 2022, os preços do aluguel acumulam um incremento de 2,5%, acima da inflação do mesmo período (-1,0%), derivando em uma alta real de 3.5 p.p.

Para os imóveis à venda, o incremento de preço está acelerado: +2,1% no terceiro trimestre de 2022 versus +0,8% no segundo trimestre de 2022.

Valores nas regiões e bairros de São Paulo

Para quem está em busca de aluguel, a Zona Noroeste da cidade é a mais barata, com o valor mensal médio de R$ 1.942. Já a Zona Oeste é a mais cara, com um valor médio de aluguel de R$ 4.061 por mês.

Valor médio do aluguel mensal nas regiões de São Paulo:

RegiãoValor do aluguel (R$)Variação MensalVariação Anual
Noroeste1.9421,2%10,9%
Leste1.9643,9%18,4%
Nordeste2.0960,7%14,2%
Sul2.3550,9%-0,9%
Sudeste2.4331,8%11,0%
Centro3.1162,2%0,0%
Centro-Sul3.7501,7%3,7%
Oeste4.0613,0%0,7%

Na análise por bairros, o relatório de setembro mostra que o Itaim Bibi é o mais caro para morar de aluguel, com um valor médio mensal de R$ 4.915. Cidade Tiradentes aparece como o bairro mais econômico, custando R$ 1.007 por mês.

ALUGUEL – BAIRROS MAIS BARATOS E MAIS CAROS
Mais baratos (R$)Variação MensalVariação Anual
CIDADE TIRADENTES1.0072,3%-3,9%
ITAIM PAULISTA1.4450,1%-4,8%
LAJEADO1.4580,1%14,2%
Mais caros (R$)Variação MensalVariação Anual
PINHEIROS4.4073,1%4,2%
MOEMA4.5241,2%6,6%
ITAIM BIBI4.9153,9%1,9%

No caso dos imóveis à venda, a Zona Oeste também é a mais cara, com um valor médio de R$ 12.031 por m². Por sua vez, a Zona Leste tem o menor preço, com o m² custando R$ 5.432.

Valor médio do m² mensal nas regiões de São Paulo:

RegiãoValor do m²Variação MensalVariação Anual
Leste5.4320,9%5,5%
Noroeste6.0850,8%4,9%
Sul6.8210,8%6,9%
Nordeste7.1920,2%4,1%
Sudeste7.8610,6%6,5%
Centro9.7350,5%2,6%
Centro-Sul11.2350,9%5,4%
Oeste12.0310,9%6,4%

Considerando os bairros, o relatório de setembro aponta que Itaim Bibi é o mais caro, com um valor médio de R$ 15.092 por m² e Cidade Tiradentes, o mais barato, com um preço médio de R$ 2.812 por m².

IMÓVEIS À VENDA – BAIRROS MAIS BARATOS E MAIS CAROS
Mais baratos (R$)Variação MensalVariação Anual
CIDADE TIRADENTES2.8121,8%4,3%
LAJEADO3.884-0,4%1,8%
JOSÉ BONIFÁCIO4.2751,9%6,5%
Mais caros (R$)Variação MensalVariação Anual
MOEMA14.3190,8%5,8%
PINHEIROS15.0700,7%4,2%
ITAIM BIBI15.0921,4%7,5%

Rentabilidade

O índice de rentabilidade imobiliária relaciona o preço de venda e valor de locação do imóvel para verificar o tempo necessário para recuperar o dinheiro utilizado na aquisição do imóvel. O relatório de setembro apontou um índice de 5,66% bruto anual, o que significa que são necessários 17,7 anos de aluguel para reembolsar o investimento de compra, 4,5% a menos que um ano atrás.

As regiões periféricas são as que oferecem maior retorno para os investidores: Zonas Leste e Sul acima de 6% anual.

Rentabilidade por região:

RegiãoRentabilidade
Nordeste5,4%
Centro-Sul5,6%
Oeste5,6%
Sudeste5,7%
Centro5,8%
Noroeste5,8%
Sul6,2%
Leste6,7%

Os dados do relatório mensal de preços do Imovelweb, também chamado de Index, são gerados com base em 100% dos imóveis listados no portal, seja aluguel ou venda, mostrando o preço médio das propriedades.

Setembro apresenta queda no faturamento das indústrias de materiais de construção na comparação com o mês anterior

A ABRAMAT (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção) divulga nessa quinta-feira, 13, a nova edição da sua pesquisa Índice, elaborada pela FGV com dados do IBGE, apresentando os dados de faturamento do setor. Como ocorre em todo último trimestre, a projeção de faturamento deflacionado feita no início do ano pela FGV é revisada, neste caso passando a apontar uma queda de 2,2% quando comparado a 2021.

O estudo indica que em setembro de 2022, o faturamento deflacionado das indústrias de materiais de construção registrou queda de 0,7% em comparação com agosto. O recuo também foi sentido na comparação com setembro de 2021, com queda de 3,9%, o que configura a menor diferença interanual desde que a comparação passou a ser negativa em setembro de 2021. Com esse resultado, o faturamento da indústria de materiais fica 7,6% abaixo do verificado no mesmo período de 2021.

“Tradicionalmente, a FGV faz uma revisão das projeções anuais no último trimestre, quando já se dispõe de mais informações sobre a dinâmica corrente do mercado. A revisão atual indicou um faturamento deflacionado de menos 2,2% quando comparado com o ano anterior. Apesar da diferença do faturamento entre 2022 e 2021 seguir reduzindo, são vários os fatores que contribuíram para esta revisão para baixo. Primeiro, a combinação de inflação alta, chegando a 7,17% em 12 meses (embora nos últimos meses tenhamos tido deflação) e taxa de juros também alta impactaram de forma expressiva o consumo das famílias, o que está se refletindo diretamente sobre as vendas no varejo. Outro fator foi a formação de estoques mais elevados, como uma maneira de proteção à falta de alguns produtos/insumos e aumentos de preços, consequência de externalidades ocorridas sobre as cadeias produtivas no Brasil e no mundo. Por outro lado, a pretensão de investimentos continua em níveis iguais ou maiores que aqueles pré‑pandemia, indicando que esperamos um 2023 positivo, enquanto aguardamos os números finais de 2022.”

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