Roca Brasil Cerámica investe na Realidade Virtual para ampliar negócios

Reconhecida por estar sempre à frente em seu mercado ao trazer inovações tecnológicas aos seus métodos produtivos, equipamentos, assim como em suas séries de revestimentos, a Roca Brasil Cerâmica – empresaque faz parte do Grupo Mexicano LAMOSA e responsável pelas marcas Roca Cerámica e Incepa – também atua de forma pioneira no uso da tecnologia para a apresentação de seus lançamentos, assim como na missão de aproximar lojistas parceiros e produtos, sempre de forma imersiva.

No início deste ano, em parceria com o escritório de arquitetura Arquitecto e a VR do Brasil, a Roca Brasil Cerámica surpreendeu novamente ao criar uma experiência de Realidade Virtual Multiusuário durante a sua aclamada Avant Première, para que seus clientes pudessem conferir como seria uma casa revestida com as principais novidades. Foi adaptada a tecnologia de um dos games da empresa paranaense VR do Brasil, com concorrentes apenas na Rússia, China e EUA, mas inédita no segmento de arquitetura, que mistura conceitos de Realidade Virtual, Realidade Aumentada e Realidade Mista. Essa alternativa, também inovadora no entretenimento, é uma importante ferramenta no segmento de arquitetura e construção, alçando a Roca Brasil Cerámica como precursora nesse tipo de imersão em crescimento no mundo inteiro.

Com o uso de óculos VR, os participantes puderam caminhar por um espaço físico pré-determinado, sempre com o auxílio de uma equipe de instrutores, a fim de visualizar, em primeira mão, os novos revestimentos das marcas Incepa e Roca Cerámica. A partir desta vivência foi possível sentir-se dentro de um projeto arquitetônico, onde as sensações e percepções são totalmente diferentes.

“É uma honra estarmos entre as primeiras empresas do mundo, no segmento da construção civil, a usar esse tipo de tecnologia. Muito além de conferir as novidades em nosso showroom, agora nossos parceiros também conseguem visualizar como os produtos ficarão após serem instalados nos ambientes, por meio da realidade virtual. Essa estratégia proporciona uma confiança ainda maior dos clientes em nossas marcas, assim como contribui para a realização de negócios ainda mais promissores no decorrer de 2023”, comemoraSergio Wuaden, Managing Director da Roca Brasil Cerámica.

“Ao retornarmos para o espaço físico, não poderíamos esquecer do salto de inovações tecnológicas que demos nos últimos anos. Por isso, ampliamos ainda mais as nossas possibilidades, ao trazer a experiência da Realidade Virtual a todos os presentes do evento. Por meio de uma experiência imersiva e de gamificação, os participantes puderam sentir que estavam verdadeiramente dentro de um apartamento decorado. Nosso intuito foi estimular os sentidos e enriquecer ainda mais essa oportunidade”, revelaChristie Schulka, Marketing Manager da Roca Brasil Cerámica. 

O início de tudo 

Em razão da inviabilidade em realizar eventos presenciais por causa da pandemia do Coronavírus, a Roca Brasil Cerámica aderiu ao mundo virtual para apresentar seus mais recentes produtos. A partir de ações inéditas, em duas edições de sua Avant Première (em 2021 e 2022 em formato online), a empresa proporcionou o contato de seus clientes com seus principais lançamentos de duas formas diferentes. Em 2021, um showroom virtual foi mostrado pela primeira vez (em que foi possível acessar as novidades via computador, celular ou por óculos de realidade aumentada) e, em 2022 ocorreu uma experiência em que as equipes comerciais tiveram acesso ao Metaverso. 

Ambas as iniciativas foram recebidas com enorme sucesso, cenário que contribuiu para que as atividades online continuassem agora, em 2023, mesmo com o retorno presencial do evento na fábrica do Paraná. Sendo assim,na edição deste ano, uma robusta estrutura foi organizada para recepcionar os principais parceiros do varejo e engenharia que, além de conhecerem as novidades em primeira mão, participaram de rodadas de negócios e, puderam vivenciar a Realidade Virtual, de forma a criar uma relação ainda mais próxima com universo das marcas Roca Cerámica e Incepa.

“Nossa expectativa é que esse formato híbrido permaneça atuante em nossos eventos futuros. Ideias como essa só se tornaram reais porque somos motivados pelos desafios”, conclui Christie Schulka.

Cushman & Wakefield apresenta os indicadores de janeiro do mercado imobiliário corporativo de alto padrão

Mercado de escritórios de São Paulo registra absorção líquida positiva em janeiro   

Em janeiro, o mercado de escritórios de alto padrão registrou mais uma vez absorção líquida positiva com 9.798 m² absorvidos. Em contrapartida, a taxa de vacância registrou leve aumento (+0,18 p.p.) devido à entrega de novo estoque de 20.345 m² na Chucri Zaidan e encerrou janeiro em 21,04%.

Adicionalmente, o mês registrou novos contratos de locação, somando 18.651 m² divididos nas regiões da Marginal Pinheiros, Chucri Zaidan e Vila Olímpia, sendo 10.824 m² concentrados na Marginal Pinheiros.

O preço médio pedido registrou leve aumento de 1,1% em relação a dezembro, fechando em R$ 100,39 por m²/mês devido a alguns aumentos em preços de aluguéis, principalmente na região da Faria Lima, que por sua vez sofreu aumento de 5,5%. As regiões do Itaim (R$ 274,02 por m²/mês), JK (R$ 193,22 por m²/mês) e Faria Lima (R$ 192,36 por m²/mês) possuem os valores mais altos de aluguéis pedidos no estado.

Taxa de vacância dos escritórios no Rio de Janeiro registra menor índice desde 2015

O mercado de escritórios de alto padrão do Rio de Janeiro registrou absorção líquida positiva de 16.570 m². A taxa de vacância diminuiu 1,07 p.p. comparado com o mês anterior, fechando em 27,96% – menor valor registrado desde 2015. A vacância no Centro (23,12%) também atingiu seu menor valor em sete anos. Além disso, total de 20.254 m² foi locado em janeiro, sendo a região do Centro responsável por todas elas.

O preço pedido subiu 1,52% em relação ao mês passado, fechando janeiro em R$ 84,69 por m²/mês, devido à grande ocupação que ocorreu em edifício com baixo valor de locação. O maior destaque vai para o Centro, que após ocupação de 17.642 m² em edifício com menor preço pedido, sofreu aumento de 2,76% em relação ao fechamento de 2022 e encerrou em R$ 80,28 por m²/mês.

Mercado de galpões logísticos de São Paulo mantém forte ritmo e regista novas absorções líquidas

Seguindo histórico de fortes absorções líquidas no estado de São Paulo, janeiro apresentou resultado de 64.163 m², desencadeando em queda na taxa de vacância de 0,34 p.p. e atingindo 11,96% no primeiro mês do ano. A taxa, por sua vez, só não reduziu mais devido à nova entrega de 26.665 m², que ainda não foi absorvida, na região de Guarulhos. As cidades de Guarulhos (47.358 m²), Cajamar (20.096 m²) e Atibaia (6.763 m²) foram as principais responsáveis pelo resultado positivo de absorção no mês.

O preço pedido, no entanto, não apresentou variações significativas, encerrando janeiro em R$ 23,95 por m²/mês.  Capital-SP possui atualmente o maior preço pedido do estado (R$ 37,26 por m²/mês) e ainda registou forte saída (-13.500 m²) em empreendimento com valor próximo à média da região.

Santa Catarina se destaca com locações de novos estoques

Ao analisar os outros estados do país, após duas novas entregas no mês, destaca-se Santa Catarina, totalizando 41.666 m² de novos estoques entregues, os quais já estavam 100% pré-locados. Com isso, a região apresentou o maior valor líquido absorvido. Em seguida, o Rio de Janeiro voltou a apresentar resultados positivos (27.164 m²) assim como havia registrado no mês anterior. Minas Gerais também encerrou com valores positivos (16.388 m²) e Rio Grande do Sul, por sua vez, apresentou absorção líquida negativa pelo segundo mês consecutivo (-26.050 m²).

A taxa de vacância média nos outros estados do Brasil é de 4,82%, bem abaixo da média do estado de São Paulo (11,96%). Amazonas, com estoque total de 307.359 m², atualmente não possui área vaga para locação de escritórios de alto padrão. Em seguida, as regiões com menores taxas de vacância são Pernambuco (1,04%) e Minas Gerais (2,34%), enquanto as maiores são Rio Grande do Sul (24,51%), Santa Catarina (20,95%) e Rio de Janeiro (15,73%). Bahia atualmente possui o maior preço médio pedido entre estes estados (R$ 26,00 por m²/mês), enquanto Ceará detém o menor (R$ 14,89 por m²/mês).

Tecnisa estuda cinco lançamentos na capital paulista para 2023 com VGV na ordem de R$ 1 bi

Fernando Perez, presidente da Tecnisa

A Tecnisa, uma das maiores incorporadoras de empreendimentos residenciais do Brasil, que trabalha de forma integrada com construção e vendas, estuda cinco lançamentos para 2023. Localizados na cidade de São Paulo (SP), três empreendimentos poderão ser desenvolvidos no Jardim das Perdizes, um na Vila Mariana e outro na Chácara Flora. A empresa não tem guidance de lançamentos, entretanto, conta com estrutura para lançamentos com Valor Geral de Vendas da ordem de R$ 1 bilhão anualmente.

Em 2022, os empreendimentos lançados pela Tecnisa, todos também na capital paulista, totalizaram um Valor Geral de Vendas de R$ 993,4 milhões, incluindo o Astral Saúde (VGV de R$ 107,4 milhões), Bosque Pitangueiras (R$ 218 milhões) e Reserva Figueiras (R$ 288 milhões). Os dois últimos marcaram a retomada do Jardim das Perdizes, um bairro totalmente planejado pela incorporadora.

O quarto e último lançamento de 2022 foi anunciado pela companhia em dezembro. Situado no cruzamento da Alameda Lorena com a Rua da Consolação, nos Jardins, um dos bairros mais nobres de São Paulo, o Kalea Jardins alcançou VGV de R$ 380 milhões.

“Hoje, a Tecnisa vive um contínuo processo de renovação e de recuperação. Os quatro lançamentos de 2022, os cinco em estudo para este ano, além de uma reformulação dos processos, da redução de custos e, especialmente,depois da adoção deuma nova estratégia comercial, nos trouxeram e continuarão trazendo melhores resultados a cada trimestre. Isso nos dá motivação para intensificar o trabalho que vem sendo feito, tanto para continuar com a retomada da lucratividade quanto para reafirmar nosso compromisso em gerar valor aos acionistas”, ressalta Fernando Perez, presidente da Tecnisa.

Lucratividade após hiato de seis anos

Dados do balanço do terceiro trimestre de 2022 (3T22) da Tecnisa, divulgado pela empresa em novembro, mostraram que a construtora voltou à lucratividade após um hiato de seis anos. Durante o período, a companhia alcançou a marca de R$ 72 milhões em receita líquida, um aumento de 184% em relação ao mesmo período de 2021. Isso contribuiu para que o lucro bruto também tivesse um incremento de 453%, fechando o trimestre em R$ 10 milhões.

A empresa atingiu lucro líquido de R$ 2 milhões, número que representa uma evolução de 104% comparado ao prejuízo reportado no terceiro trimestre de 2021 (3T21). Já as vendas líquidas no 3T22 avançaram 41% em relação ao 3T21, alcançando o valor de R$ 112 milhões, parte Tecnisa.

Vendas Brutas

O balanço do terceiro trimestre de 2022 também mostrou um aumento de 30% nas vendas brutas em relação ao trimestre anterior, atingindo R$ 119 milhões, parte Tecnisa. No acumulado do ano, as vendas totalizaram R$ 285 milhões, crescimento de 47% em relação ao período de janeiro a setembro de 2021 (9M21).

A velocidade de vendas brutas, medida pelo indicador Venda Sobre Oferta (VSO), atingiu 12,7% no 3T22, superando em 1,2 p.p. o atingido no 3T21 e em 1,8 p.p. o 2T22.

“Conforme se observa, mesmo diante de um cenário econômico desafiador, que tem impactado o setor imobiliário com as altas taxas de juros, a Tecnisa segue incrementando sua performance de vendas”, afirma Perez.
 

Redução nas Despesas Gerais e Administrativas

As Despesas Gerais e Administrativas da Tecnisa fecharam o 3T22 em R$ 13 milhões, redução de 25% em relação ao 3T21 e redução de 10% em relação ao 2T22. A redução nas despesas administrativas foi resultado dos esforços da gestão ao otimizar processos internos, revisão de contratos com fornecedores e controle de despesas, uma vez que a meta da empresa era alcançar o breakeven em 2022.

“No terceiro trimestre de 2022, comemoramos com satisfação os 45 anos da Tecnisa. Desde sua fundação, a companhia sempre esteve à frente com inovações que marcaram a construção civil brasileira, empregando tecnologia, alta qualidade nas suas entregas e contínuo foco em atender as necessidades dos clientes. Ao longo de sua história, a Tecnisa realizou o lançamento de mais de 7,2 milhões de m² e entregou mais de 45 mil unidades, concretizando o sonho de muitas famílias”, finaliza Fernando Perez.

O balanço referente ao quarto trimestre de 2022 da Tecnisa será divulgado oficialmente pela empresa em março de 2023.

Cinco tendências na gestão condominial para ficar de olho

Por Ingrid Zenatti, country manager do TownSq no Brasil

O mercado de condomínios avançou muito nos últimos anos. A tecnologia já está presente na maioria dos condomínios e uma nova geração de condôminos foi incluída nas comunidades. Para 2023, eu prevejo a continuidade dessas tendências e algumas questões se tornando centrais no trabalho de síndicos e síndicas. Selecionei cinco dessas tendências e as compartilho a seguir:
 

A segurança das informações do condomínio nunca foi tão importante


Segundo informações da Agência da União Europeia para a Cibersegurança (ENISA), o Brasil é o país da América do Sul que mais sofre com roubo de dados. Ao todo, mais de 2.800 organizações tiveram os seus dados roubados por grupos de ransomware entre 2019 e 2022. Ransomware é quando os dados são sequestrados e um resgate é cobrado da vítima.

Outra preocupação dos síndicos com dados diz respeito à LGPD, Lei Geral de Proteção de Dados. Segundo a lei, o condomínio se torna responsável pela segurança dos dados coletados dos condôminos. Eu costumo perguntar para síndicos quais são as iniciativas adotadas para garantir a segurança dos dados no condomínio. É comum ouvir que os dados estão seguros na nuvem.

A nuvem é, de fato, uma estratégia inteligente para armazenamento de dados, mas precisamos ter cuidado com segurança, mesmo quando se trata de nuvem. Porque cada nuvem apresenta um nível de segurança. Portanto, é importante que os condomínios procurem uma empresa que garanta a segurança dos dados. A AWS da Amazon, por exemplo, é um dos serviços de armazenamento de dados mais seguros do mundo. Mesmo servidor de empresas brasileiras, como a Natura, e gigantes mundiais, como a Netflix. A minha aposta, neste sentido, é que mais condomínios vão perceber em 2023 a importância de armazenar os dados com segurança e vão investir mais em soluções que oferecem essa proteção.


Moradores querem pagar menos na taxa condominial e o síndico precisará encontrar alternativas de economia
 

O Banco Mundial já alertou sobre a possibilidade de uma recessão econômica mundial neste ano. Notícia ruim para o síndico que já estava planejando um aumento na taxa condominial por causa da inflação acumulada nos últimos meses. Quem trabalha em condomínios sabe que os condôminos não querem pagar mais pela taxa condominial, mesmo que seja um ajuste inflacionário. Isso coloca o síndico em uma situação delicada. Ele, muitas vezes, não tem escolha e precisa aumentar o valor da cobrança ou emitir uma taxa extra.

Eu recomendo não decidir por um aumento antes de avaliar se o condomínio pode promover economia e aumentar a arrecadação de outras maneiras. São tarefas difíceis, porém possíveis se houver uma boa gestão. Quando se trata de economia, existem algumas opções que permitem reduzir os gastos do condomínio a partir da tecnologia. Energia solar, por exemplo, é um investimento que o condomínio pode fazer para diminuir o valor da conta de luz.

O síndico Leandro Garcia, de Porto Alegre/RS, é um exemplo disso. O condomínio que ele gerencia foi responsável pela economia de mais de 100 mil reais em um ano, após a adoção de energia solar para as áreas comuns. Existem também algumas soluções de minimercado para condomínios, que podem não cobrar nada da comunidade e retornam para o condomínio uma porcentagem das vendas. A comunidade pode economizar também adotando tecnologia na gestão do condomínio, para realizar tarefas de administração e comunicação.

Há aplicativos com recursos que permitem o contato entre síndico e moradores e entre o síndico e os colaboradores do condomínio. Um mesmo aplicativo pode ser usado também para reservar áreas de lazer, aumentar a segurança da comunidade, controlar a entrada e saída de visitantes e gerar relatórios administrativos.

Todas essas facilidades centralizadas em uma tecnologia geram economia de tempo e, consequentemente, de recursos do condomínio. Tornam a gestão mais eficiente e melhoram a experiência dos moradores em comunidade.


A transparência na gestão cada vez mais valorizada pelos condôminos


A transparência vem sendo valorizada em diferentes aspectos da vida contemporânea. A nova geração de condôminos foi criada em um ambiente mais transparente que a geração anterior, e isso tem impacto na gestão condominial. A tecnologia nos acostumou a ter acesso a todo tipo de informação sem muito esforço. E condôminos esperam essa facilidade também na gestão que impacta os seus lares. E essa exigência por transparência diz respeito à gestão condominial como um todo, inclusive o serviço de administração contratado pela gestão.

Um exemplo comum de falta de transparência nesse sentido são as chamadas conta pool: contas bancárias coletivas que reúnem o dinheiro de diversos condomínios, sem distinção. Essa é uma prática muitas vezes perigosa porque pode prejudicar o controle do dinheiro do condomínio. O síndico normalmente encontra dificuldade para saber qual é a situação financeira do condomínio em tempo real: acesso aos extratos bancários, prestação de contas, relatórios. Ele passa a depender de terceiros para promover essas tarefas. E os condôminos não conseguirão acessar as informações financeiras do condomínio quando o próprio síndico encontra dificuldades.

A boa notícia é que o mercado já oferece soluções que maximizam a transparência na gestão condominial. Transparência de ambos os lados: do serviço de administração com o síndico e do síndico com os condôminos. Incluindo soluções que funcionam muitas vezes como banco, permitindo acesso em tempo real às informações financeiras do condomínio.


Síndicos cansados de complicação na prestação de contas
 

Não faz muito tempo que precisávamos sair de casa, comprar um cartão telefônico, procurar um orelhão na rua e, somente depois disso, conseguir ligar para uma pessoa e nos comunicar. Ainda correndo o risco da outra não atender e perdermos tempo, dinheiro e os créditos do cartão. Com o fácil acesso à tecnologia, agora basta enviar uma mensagem ou fazer uma chamada de vídeo e pronto: a comunicação se estabelece.

Por outro lado, quando se trata dos condomínios, parece que certas atividades ficaram paradas no século passado. A prestação de contas é um exemplo nesse sentido. Em muitos casos, o síndico precisa solicitar as informações para a administradora, aguardar dias para que os documentos sejam entregues em uma pasta, conferir e certificar-se que estão corretos, pois caso não estejam, devem voltar para a administradora. E somente depois dessa longa espera é que, finalmente, o síndico pode organizar as informações e apresentar a prestação de contas.

Então, fica o questionamento: se a tecnologia permitiu facilitar tantos serviços, por que a prestação de contas continua sendo tão burocrática? Mais síndicos estão fazendo essa pergunta e estão buscando soluções de administração condominial que permitam uma prestação de contas mais eficiente. As administradoras digitais tornaram o trabalho de todos os síndicos mais eficiente, possibilitando com que a prestação de contas possa ser feita em poucos segundos. O extrato das contas bancárias do condomínio já está digitalizado, então basta cruzar as informações das contas com o planejamento financeiro aprovado em assembleia e, em dois cliques, obter o relatório de prestação de contas completo na plataforma. O futuro da gestão condominial é automatizar tarefas burocráticas e garantir mais tempo para tarefas mais importantes da gestão, como a transparência, a economia e a segurança.


Recursos para redução da inadimplência


Em 2022, o número de inadimplentes bateu o recorde no Brasil com mais de 70% das famílias endividadas, de acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC). Algumas dessas dívidas são relacionadas à taxa condominial e, por isso, alguns síndicos acabam desistindo de tentar resolver o problema.

No entanto, tenho exemplos que comprovam que é possível diminuir a inadimplência usando recursos tecnológicos. O síndico Mirtes Ribeiro Jr., de São Paulo, reduziu a inadimplência no seu condomínio em cerca de 70% em 2022 e conseguiu investir R$ 60 mil reais no condomínio, em sete meses e sem cobrar taxa extra dos moradores. Segundo ele, a antecipação da data de envio do boleto dentro do aplicativo foi um fator importante para esse número, além de adotar outras soluções simples. Uma delas é ter uma administração financeira que não seja burocrática. Por isso, é importante que o síndico trabalhe com uma solução de gestão financeira eficiente e transparente.

Por meio da tecnologia, os dados de inadimplência estão sempre atualizados e disponíveis para o síndico, permitindo navegar pela situação e avaliar o resultado das iniciativas. Além disso, voltamos para o ponto da transparência, pois os condôminos querem ver o trabalho do síndico em prol da diminuição da inadimplência. Então, é possível extrair relatórios e prestar contas aos moradores mais facilmente.

Confiança dos empresários do setor imobiliário fecha 2022 com estabilidade, aponta indicador da Deloitte com ABRAINC

A confiança dos empresários do setor imobiliário fechou com estabilidade o ano de 2022 e os executivos estimam que as vendas na incorporação imobiliária tenham uma alta nos próximos 12 meses e, nos três primeiros meses de 2023, mantenham-se no mesmo nível do último trimestre de 2022, é o que aponta o Indicador de Confiança do setor Imobiliário Residencial, realizado pela ABRAINC (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias) em parceria com a Deloitte, maior organização de serviços profissionais do mundo.

A nova edição da pesquisa, realizada com 51 empresas construtoras e incorporadoras do setor imobiliário residencial entre 10 e 23 de janeiro revela, ainda, que os preços de imóveis residenciais continuam em crescimento: no último trimestre de 2022, a valorização foi de 8,1% ante o período anterior. Entretanto, o trimestre também apresentou um arrefecimento na alta dos custos de construção, devido a variação do INCC (Índice Nacional de Custo de Construção) que caiu para 9,4% em dezembro de 2022. O valor dos insumos vem contribuindo para esse movimento e o custo de mão de obra passou a crescer mais do que o dos materiais, invertendo o comportamento registrado nos últimos anos. As expectativas de aumento nos preços para o segmento Médio e Alto Padrão (MAP) apontam para uma taxa de crescimento menor que a de preços para o Minha Casa Minha Vida (MCMV) ao longo dos próximos 12 meses.

O índice de procura de imóveis se manteve em alta para o segmento MCMV no último trimestre de 2022, enquanto MAP teve demanda retraída neste mesmo período. No geral, o indicador voltou a cair depois da leve recuperação registrada no terceiro trimestre de 2022.

Após o bom crescimento no terceiro trimestre, o índice de vendas geral registrou retração neste trimestre de -5,3%, voltando aos patamares do final de 2021. Este indicador tem sido pressionado pelo desempenho de vendas de imóveis do segmento de MAP, que teve seu menor registro da série histórica no 4º trimestre de 2022. Já o desempenho do mercado de imóveis residenciais registrou um leve recuo no quarto trimestre do ano passado, em comparação com o trimestre anterior, pressionado sobretudo pelo médio e alto padrão, que teve uma ligeira baixa na procura e vendas de imóveis. O contexto doméstico, de juros elevados, também se mostra como um cenário desafiador para 2023. Nesse sentido, houve leve redução na expectativa geral de empresas que pretendem adquirir terrenos para futuros empreendimentos de imóveis residenciais. Mesmo com um cenário mais otimista no segmento de menor renda, o cenário geral é resultado da pressão em MAP.

Por outro lado, a expectativa de lançamentos de imóveis está otimista, no âmbito geral para os próximos 3 a 12 meses. O estudo aponta também que, a expectativa para lançamentos se encontra em bons patamares neste trimestre frente ao anterior, tanto para o segmento MCMV quanto para o MAP, de 93% no 3º trimestre para 96%. Além disso, houve uma leve redução na expectativa de empresas que pretendem adquirir terrenos para futuros empreendimentos de imóveis residenciais. Mesmo com um cenário mais otimista no segmento de menor renda (alta de 6 pontos percentuais no MCMV), o cenário geral é resultado da pressão em MAP, que registrou queda de 7 pontos percentuais na comparação.

“As mudanças implantadas no Casa Verde e Amarela ao longo de 2022, aliada a grande capacidade de empréstimo da Caixa na área de habitação, com a elevação do prazo máximo de financiamento de 30 para 35 anos, foram fundamentais para ampliar o acesso à moradia para famílias de baixa renda. Com as novas medidas do governo anunciadas em fevereiro para o Minha Casa Minha Vida, acreditamos que o setor deve continuar com um bom desempenho neste ano, gerando empregos e contribuindo para que muitos brasileiros possam realizar o sonho da casa própria. O retorno do programa tem um papel fundamental neste cenário, pois amplia o acesso das famílias mais carentes à moradia, contribuindo no combate ao déficit habitacional e na inclusão social para a população de menor renda”, analisa o presidente da ABRAINC, Luiz França.

O levantamento usa uma metodologia diferenciada para interpretar os resultados e facilitar a leitura entre os trimestres. Desse modo, os percentuais de respostas foram transformados em notas variando de 1 (para forte redução) a 3 (para forte aumento) e cada segmento foi classificado dentro desse padrão. As respostas dos participantes da pesquisa indicaram se houve redução, manutenção ou aumento em relação ao trimestre anterior para os itens procura, vendas, e preços dos imóveis. Além da variação do trimestre apurado, os respondentes indicam as expectativas.

Indicador de confiança do setor imobiliário residencial

O mercado imobiliário segue sendo um forte indutor da roda econômica no país, entretanto, o desempenho do setor tem sido afetado frente às incertezas econômicas. Apesar de o indicador de vendas de imóveis residenciais não ter sofrido grandes variações, sustentado pelo índice de procura e aquisição no segmento MCMV, a procura e as vendas de imóveis de forma geral desaceleraram neste trimestre, indicando que as condições de financiamento atuais, aliada a tendência de alta nos preços podem impactar decisões de compra nos curto e médio prazos”, destaca Claudia Baggio, sócia de Financial Advisory e líder da prática de Real Estate da Deloitte.

Resultados do 4º trimestre e expectativas:

Procura de imóveis (Nota 1,78 = Redução). Houve redução da demanda por imóveis residenciais no 4º tri/2022 em relação ao anterior. O segmento de Médio e Alto Padrão (MAP) vem pressionando os indicadores, de modo geral. Por outro lado, o mercado sentiu uma manutenção na procura por imóveis do segmento Minha Casa Minha Vida no final do ano passado.

Vendas (Nota 1,84 = Manutenção). Apesar da queda na procura, em geral, houve manutenção nas vendas de imóveis residenciais no 4º tri/22, sustentadas por MCMV, já que MAP registrou redução. As expectativas apontam que o MAP pode ter manutenção nas vendas ao longo do ano, enquanto o segmento MCMV pode se aquecer nos próximos trimestres.

Expectativas para vendas (Nota 2,02 = Manutenção). Os executivos do setor imobiliário residencial esperam manutenção nas vendas para o 1º trimestre de 2023 (nota = 2,02), e aumento nos próximos 12 meses (nota = 2,28).

Preço de imóveis (Nota 2,57 = Aumento). Mesmo com um cenário de demanda e vendas menos otimistas, sobretudo em MAP, os preços de imóveis continuam com tendência de aumento para os próximos trimestres e, também, em longo prazo.

Expectativa para os preços dos imóveis (Nota 2,49 = Aumento). As expectativas para os preços dos imóveis residenciais seguem com aumento para o 1º trimestre do ano (2,49), com forte aumento para os próximos 12 meses (nota 2,82) e para os próximos cinco anos (nota 2,97).

Metodologia da pesquisa

O indicador de confiança do setor imobiliário residencial do 4º trimestre de 2022, realizado pela Deloitte, maior organização de serviços profissionais do mundo, em parceria com a ABRAINC, contou com a participação de 51 empresas construtoras e incorporadoras do setor imobiliário residencial, divididas nos seguintes segmentos: 28% Minha Casa Minha Vida (MCMV), 35% Médio e Alto Padrão (MAP) e 37% atuantes em ambos os segmentos. O levantamento, realizado entre 10 e 23 de janeiro de 2023 ouviu executivos de alto escalão (C-Level) das empresas participantes.

INCC-M varia 0,21% em fevereiro

O Índice Nacional de Custo da Construção — M (INCC-M) varia 0,21 % em fevereiro, percentual inferior ao apurado no mês anterior, quando o índice variara 0,32%. O INCC-M acumula alta de 0,53% no ano e de 8,76% em 12 meses. Em fevereiro de 2022, o índice subira 0,48% no mês e acumulava alta de 13,04% em 12 meses. A taxa do índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços passou de -0,12% em janeiro para 0,32% em fevereiro. O índice referente à Mão de Obra variou 0,10% em fevereiro, ante 0,77% em janeiro.
 

Materiais, Equipamentos e Serviços

No grupo Materiais, Equipamentos e Serviços, a taxa correspondente a Materiais e Equipamentos variou 0,16% em fevereiro, após queda de 0,26% no mês anterior. Três dos quatro subgrupos componentes apresentaram acréscimo em suas taxas de variação, destacando-se materiais para estrutura, cuja taxa passou de -0,55% para -0,06%.
 

A variação relativa a Serviços passou de 0,53% em janeiro para 1,10% em fevereiro. Neste grupo, vale destacar o avanço da taxa do item projetos, que passou de 0,18% para 1,87%.
 

Mão de obra

A taxa de variação referente ao índice da Mão de Obra variou 0,10% em fevereiro, após subir 0,77% em janeiro.
 

Capitais

Apenas a capital de Belo Horizonte apresentou decréscimo em sua taxa de variação. Em contrapartida, seis capitais apresentaram acréscimo em suas taxas de variação: Salvador, Brasília, Recife, Rio de Janeiro, Porto Alegre e São Paulo.

Tecnisa vende cobertura de R$ 32 milhões pela Internet

O apartamento duplex de 728 m², localizado na cobertura do Kalea Jardins, empreendimento lançado pela Tecnisa, acaba de ser vendido pelo valor de R$ 32 milhões. Seria uma venda normal de um imóvel, se não fosse pelo fato de que toda a negociação foi realizada de forma online.

A transação teve início pela Internet. Depois de visualizar um anúncio sobre o lançamento do Kalea Jardins, o cliente entrou em contato via aplicativo de mensagens com um dos corretores de imóveis do time de vendas da Tecnisa. Em seguida, o comprador “visitou” o apartamento decorado e as áreas comuns do empreendimento por meio do “Virtureal Experiência 3D”, tour virtual imersivo e interativo lançado pela construtora recentemente.

Para complementar a negociação, o comprador da cobertura fez o cadastro e enviou os documentos necessários via aplicativo de mensagens. A documentação foi automaticamente enviada para a plataforma de análise de crédito da Tecnisa. O processo foi finalizado com a assinatura do contrato via plataforma de gerenciamento de contratos eletrônicos.

Embora ainda seja novidade para muitos compradores, a aquisição online de imóveis vem ganhando força, especialmente depois da pandemia da Covid-19, que impulsionou mudanças de hábitos em todos os segmentos, incluindo o mercado imobiliário. Uma pesquisa realizada pela Abrainc (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias), lançada em novembro de 2021, apontou que 6% das compras de imóveis feitas em 2020 foram efetivadas totalmente pela Internet, sem a necessidade de o comprador sair de sua casa.

 

“Nossa primeira venda online ocorreu em 2009, pela rede social Twitter, mas acredito que esta foi a primeira vez que negociamos um apartamento de valor agregado tão alto de forma online, o que não é comum no mercado imobiliário. Isso só reforça o legado de inovação da Tecnisa, que sempre marcou a construção civil brasileira”, comemora Fernando Tadeu Perez, presidente da empresa.

Luxo nos Jardins

Lançado em dezembro do ano passado, o Kalea Jardins conta com 27 unidades residenciais de luxo com 368 m² (uma por andar), além do duplex de 728 m² na cobertura. Situado no cruzamento da Alameda Lorena com a Rua da Consolação, nos Jardins, um dos bairros mais nobres de São Paulo, o projeto totaliza um Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 380 milhões, participação 100% Tecnisa. A previsão é que o empreendimento esteja pronto no segundo semestre de 2026.

Tour virtual e imersivo

O “Virtureal Experiência 3D” permite que o público “passeie” pelas áreas comuns e apartamentos decorados do Kalea Jardins. Com navegação controlada por tablet, a inovação da experiência está na rapidez e na fluidez, uma vez que as imagens 3D são geradas e renderizadas em tempo real.

Desenvolvido pela MetaOriginal, o tour virtual transmite as imagens de ambientes em um telão posicionado em uma das salas do Kalea Jardins by Tecnisa. O novo estande está situado na esquina da Alameda Lorena com a Rua da Consolação, em São Paulo, mesmo local onde o Kalea Jardins será construído.

Interessados em “passear” pelos ambientes do Kalea Jardins podem ir diretamente ao estande do Kalea Jardins by Tecnisa, de segunda a domingo, das 08h00 às 20h00, desde que haja um corretor disponível para o atendimento. Se optarem por agendar uma visita guiada com um profissional do time de vendas da Tecnisa, basta acessar a página do produto.

Valores dos imóveis em Curitiba fecham acima da inflação em 2022

Segundo o Imovelweb, o aumento no ano passado foi tanto para as propriedades para alugar quanto para compra e venda

Seja para alugar ou comprar, os valores dos imóveis em Curitiba fecharam em alta em 2022, de acordo com o levantamento de dezembro do Imovelweb, um dos maiores portais imobiliários do País.
 

No caso do aluguel, 2022 finalizou com alta de 23,2%, bem acima da inflação (5,9%) e do ajuste do IGP-M (5,5%), resultando em uma alta de 17,1 p.p. Em 2021, o índice anual de preços registrou um incremento de 14,5%, contra 5,4% em 2020.
 

Os imóveis à venda também encerraram o ano em alta: 14,5%, o que representa 8,1 p.p. acima da inflação.Os registros anteriores foram de 11,8% de crescimento, no ano passado, e de 7,7% em 2020.
 

Vale ressaltar que, mesmo com a valorização acima da inflação, o mercado imobiliário em Curitiba tem registrado aumento de buscas tanto para locação quanto compra. Além de reforçar a maturidade do setor, a demanda pela aquisição de imóveis mostra que o investimento nesta área é visto como algo seguro e, em muitos casos, mais rentável. 


 

Casa com 3 dormitórios, 2 banheiros, 2 vagas de garagem, churrasqueira e piscina: pesquisa do QuintoAndar revela imóvel dos sonhos dos brasileiros

Uma casa com três dormitórios, dois banheiros (sendo uma suíte), duas vagas de garagem e que tenha, além de um escritório, salão de jogos, salão de festas, piscina, churrasqueira, horta e espaço pet. Para a maior parte da população brasileira, essa é a descrição de seu imóvel dos sonhos. É o que mostra uma pesquisa inédita encomendada pelo QuintoAndar, a maior plataforma de moradia da América Latina.

O estudo aponta que o brasileiro mora, em média, numa casa com dois quartos, com apenas um banheiro e com uma vaga de garagem. A maioria não conta com um espaço para home office nem tampouco uma área de lazer.

Um aumento no número de quartos é tido como o principal desejo da população hoje. Questionados sobre o que não abrem mão caso só possam escolher uma opção para sua casa dos sonhos, 38% citam “quartos” – e outros 21% falam “suíte”. A pesquisa, encomendada pelo QuintoAndar, foi realizada pela Offerwise com 1.500 pessoas em todo o Brasil.

Engana-se, porém, quem acha que o brasileiro almeja morar numa mansão ou numa casa gigantesca. Itens de luxo também não parecem atrair a maioria: 59%, por exemplo, dizem não fazer questão nenhuma de um cinema privativo. A maior parte também não faz questão de brinquedoteca, quadra, elevador, sauna, pomar e portaria 24h.

A pesquisa mostra que a maioria quer mais espaço, mas nada de glamour. Tanto que 73% dos entrevistados dizem que o imóvel ideal não deveria custar mais de R$ 500 mil. Apenas 7% citam um imóvel de mais de R$ 1 milhão como seu sonho de consumo.

Até por isso, mais da metade dos ouvidos (53%) sonha estar vivendo em seu imóvel ideal em “5 anos ou menos”. Só 4% acreditam que nunca conseguirão morar em sua casa dos sonhos.

“A pesquisa reforça que a maioria da população não quer nada suntuoso. Almeja uma casa maior e mais comodidade, algo que atenda suas principais necessidades”, afirma Thiago Reis, gerente de Dados do QuintoAndar. “Esse levantamento traz insights importantes que fazem com que a gente busque os elementos para viabilizar esse sonho das pessoas de conquista de seu imóvel ideal.”

De acordo com os entrevistados, o imóvel dos sonhos é uma casa: 67% citam essa opção, contra 21% que apontam um apartamento e 11% que citam um sítio ou uma chácara. E esse imóvel deve estar na capital para 44% dos ouvidos; 34% preferem o interior ou o litoral.

Segurança, mais espaço e tranquilidade

Segundo o levantamento, os dez principais critérios escolhidos ao decidir por esse imóvel dos sonhos são:

  1. Morar em uma região mais segura: 30%
  2. Sair do aluguel: 25%
  3. Ter espaço externo (como quintal ou varanda): 24%
  4. Morar numa região mais tranquila/silenciosa: 23%
  5. Morar num imóvel com mais espaço ou cômodos: 22%
  6. Um imóvel com melhor infraestrutura: 21%
  7. Ter espaço para lazer (para festas, área de churrasco, playground): 19%
  8. Infraestrutura do bairro melhor (transporte público, escolas, comércio): 19%
  9. Ficar mais perto da família: 15%
  10. Valor do imóvel/condomínio: 14%

A principal dificuldade para conseguir atingir o sonho da casa ideal não é nenhum segredo: dinheiro. De acordo com a pesquisa, 62% citam as condições financeiras como impeditivo. Encontrar um imóvel do jeito desejado (com 10%) e ter um emprego que permita fazer home office/morar onde quiser (com 8%) fecham esse top 3.

A pesquisa também quis saber se a percepção sobre o imóvel ideal foi afetada pela pandemia. Mas 47% dizem que não. Do restante, 28% dizem que sim, que acham que o lar precisa ser maior/ter um quintal ou uma varanda, e 16% consideram que um espaço para ter um escritório é agora essencial.

Metodologia

A pesquisa, encomendada pelo QuintoAndar, foi realizada pela Offerwise, por meio de um questionário online. Foram entrevistados 1.500 homens e mulheres com 18 anos ou mais, de todas as classes sociais, nas cinco regiões do Brasil. O levantamento foi feito de 5 a 12 de dezembro e tem margem de erro de 2,5 pontos percentuais, com um intervalo de confiança de 95%.

É importante salientar que algumas questões, por permitirem a escolha de mais de uma opção, extrapolam a somatória de 100% nas respostas.

De olho no mercado de imóveis em 2023: dicas e tendências que devem guiar o setor

Por Eduarda Tolentino, Sócia e Presidente do Conselho da BRZ Empreendimentos

Nos últimos anos, o mercado em geral sentiu na pele diversas mudanças e precisou se transformar diante dos desafios. No setor de imóveis não foi diferente. Agora estamos a poucos passos de um cenário menos turbulento e mais previsível. O resultado? Boas expectativas.

Um levantamento realizado pela Brain Inteligência Estratégica, em parceria com a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), mostrou que 62% dos empresários do setor acreditam que o mercado imobiliário em 2023 estará melhor do que nos últimos anos. Isso porque, ainda em 2022, 55% deles disseram que as vendas estiveram de acordo ou acima das metas previstas no início do ano.

Outro levantamento, também englobado no material “Tendências para o Mercado Imobiliário”, ouviu as percepções dos consumidores a respeito da intenção de compra de imóveis e da relação das pessoas com o imóvel. Foram 850 entrevistados de todas as regiões do país. A pesquisa apontou que 85% dos consumidores que adquiriram imóveis nos últimos 12 meses compraram unidades residenciais (69% para moradia e 16% para segunda residência ou imóvel de lazer). Ainda, 78% deles afirmaram que a residência é o local onde mais gostam de estar.

Não é à toa que estudiosos do ramo imobiliário voltam os olhares à intenção de clientes mais seguros e propensos à tomada de decisão para a compra. Essa tendência acontece no segmento econômico por conta da retomada mais forte dos programas habitacionais, que favorece rendas mais baixas. Por isso, vale a pena estar a par de dicas especiais e das estimativas em cena para se alinhar às novas demandas.

Desafios para imobiliárias, incorporadoras e corretores 

Com números e análises em mãos, os profissionais da área precisam se atentar a todos os detalhes para corresponder às expectativas de possível alta do segmento. Diante disso, trabalhar a perspectiva financeira é essencial. Para estabelecer uma estratégia de produtividade, por exemplo, a boa pedida é melhorar a estrutura de gastos, reduzindo custos e despesas diretos e indiretos. Já às táticas de crescimento podem envolver: aumento da receita operacional líquida com lucratividade; incremento da geração de caixa operacional; e novas fontes de receita.

Em contrapartida, o cliente também deve ter suas expectativas supridas no processo. Ou seja: ser preparado para a compra com a gestão e acompanhamento dos indicadores de rating e score dele, aumentando assim, em até 90% as chances de aprovação habitacional, com a consequente satisfação na compra; preços competitivos; baixo custo total; e alta qualidade. Assim, é essencial que imobiliárias, incorporadoras e corretores conheçam o público-alvo para saberem quais tipos de imóveis devem ofertar.

Impulsionando o setor na prática 

A capacidade de direcionar exatamente aquilo que o cliente busca resulta em estar sempre um passo à frente das demais companhias. Mas, para isso, há detalhes na cultura organizacional que fazem toda a diferença.

Assim, reflita: antes de pensar em receitas e despesas, captação de imóveis e demais empreendimentos, retenção de clientes e estratégias de marketing, o que possibilita que qualquer empresa siga crescendo? Se respondeu pessoas, acertou na mosca. Portanto, investir em capital humano é essencial. Algumas dicas a serem colocadas em práticas são: identificar, recrutar e reter talentos qualificados; treinar a força de trabalho; manter as melhores pessoas; promover integração funcional; desenvolver a liderança; e estabelecer plano de reconhecimento.

Outro ponto crucial que não deve mais ser negligenciado, principalmente porque já vivemos a era da aceleração digital e da inovação, é o capital da informação. Afinal, a velocidade na apuração e no levantamento de dados é um diferencial estratégico para qualquer empreendimento. Então, aposte em: promover integração da informação; desenvolver ferramentas de tecnologia para a melhora da eficiência operacional; desenvolver projetos de análise de dados; e implementar ferramenta para facilitar a identificação de terrenos e análises da viabilidade desses espaços.

Por fim, mas não menos importante, deve-se pensar sempre no capital organizacional. Isto é: formatar plano de remuneração para a diretoria; estabelecer plano de meritocracia/remuneração variável alinhada a planejamento estratégico; e fomentar programas que reforcem a cultura da empresa.

Fato é: com um novo ano à frente, ganhamos também novo fôlego para estudar, planejar, ponderar e colocar em prática ações que visam sempre ao crescimento do negócio e à realização do grande sonho da maioria: a conquista da casa própria!