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Flavio Maluf fala sobre o setor brasileiro de materiais de construção

Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), o ano de 2018 foi bom para o setor de materiais de construção do país. A instituição informou, em janeiro, que depois de três anos de queda no faturamento deflacionado, o segmento apresentou, ano passado, crescimento de 1,2% em relação a 2017. Quem reporta mais sobre o assunto é o residente das empresas Eucatex, o empresário e executivo Flavio Maluf.

Também conforme a Abramat, outro destaque de 2018 em relação ao setor de materiais de construção foi o nível de emprego na indústria. A Associação ressaltou que os últimos 12 meses (dez/17 a dez/18), comparados ao mesmo período do ano anterior (dez/16 a dez/17), apresentaram alta de 1,7% no número de vagas de emprego nas empresas do mercado.

“2018 foi um ano de retomada para nós. O consumo no varejo movimentou os estoques e o resultado foi de crescimento, ainda que tímido, revertendo a sequência negativa estabelecida nos últimos três anos. Fechar o ano com aumento também na oferta de empregos é um sinal mais contundente não só de recuperação em termos de faturamento, mas também de uma retomada na importância socioeconômica do setor para a população”, ponderou o presidente da Abramat, Rodrigo Navarro.

Flavio Maluf destaca, ainda, a colocação feita por Navarro em relação às eleições de 2018. “Durante o processo eleitoral, tivemos um segundo semestre de muita incerteza à espera de decisões por parte dos governos, além da natural contenção de investimentos do setor público. Com a definição da equipe de transição e agora a posse da nova legislatura, começamos a ter um cenário mais bem delineado para o futuro”, afirmou o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção.

2019

Feito o balanço de 2018, a Abramat também apresentou a sua primeira projeção em relação ao setor de materiais de construção para 2019. A Associação, em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV) — instituição responsável pela elaboração da pesquisa do Índice da Abramat) — estimou, ainda em janeiro, uma alta de 2,0% no faturamento de 2019 em relação a 2018.

No entanto, apesar da recuperação da indústria de materiais de construção em 2018, o setor começou este ano em baixa, reporta o presidente das empresas Eucatex, o empresário e executivo Flavio Maluf. Os dados apresentados foram de que as vendas, em janeiro, sofreram queda de 3,5% em relação ao mesmo mês do ano passado. Já em fevereiro, as vendas do setor caíram 2,5% em comparação a 2018.

Mesmo com a baixa dos números nesse começo de ano, a Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção manteve a sua projeção de fechar 2019 com crescimento de 2,0% em relação a 2018. Vale salientar que, no ano passado, as vendas no setor subiram 1,2%, percentual um pouco abaixo da estimativa da Abramat — que esperava expansão de 1,5% a 2,0%, acentua Flavio Maluf.

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Indústria de materiais de construção busca celeridade nas ações com novo Governo

A ABRAMAT (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção) divulga nessa segunda-feira, 29, a nova edição do Termômetro da Indústria de Materiais de Construção. O estudo destaca a diminuição das expectativas positivas acerca das ações governamentais para a sequência do ano. A análise sobre o faturamento da indústria de materiais de construção, em março e a projeção do setor de resultado “bom” em abril.
No início de 2019 a indústria de materiais de construção demonstrava alta expectativa sobre o novo governo, cenário que vai sofrendo mudanças, segundo o estudo. A sequência de resultados com pouca variação positiva somada à dificuldade na aprovação das reformas estruturais, e ao potencial bloqueio dos repasses ao Programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) pela Caixa Econômica em junho, fizeram surgir o pessimismo no setor em relação às ações governamentais, algo não observado desde outubro de 2018. 
Pesquisa conduzida entre os membros da associção, o Termômetro aponta que 25% das empresas respondentes manifestaram expectativa negativa sobre as ações governamentais, somadas a 63% que vêem tais ações com indiferença. Somente 12% das empresas ainda demonstraram otimismo com as ações governamentais para os próximos meses.

Quando analisado o faturamento das empresas, o termômetro apontou que para 33% das associadas o resultado em março foi “bom” ou “muito bom”. A expectativa sobre o mês de abril, cujo resultado será repercutido na próxima edição do Índice da ABRAMAT, se mantém ligeiramente otimista. 54% das associadas esperam resultado “bom”, enquanto apenas 4% responderam projetar faturamento “ruim”, com as demais empresas prevendo desempenho “regular”. 
O termômetro da ABRAMAT também aponta que 83% de suas associadas pretendem investir em sua linha de produção (modernização ou expansão) nos próximos 12 meses, a primeira vez que tal resposta atinge o patamar dos 80% desde setembro de 2012.

“A ABRAMAT reconhece as iniciativas do novo governo em buscar identificar as diferentes demandas para a recuperação econômica do país, mas o resultado dessa edição do termômetro traz um indicador importante. A celeridade na resolução de questões que acabam sendo gargalos produtivos para a indústria é fundamental; isso não ocorrendo, é natural uma mudança gradual na expectativa. Esse movimento, aliás, está ocorrendo não só em nossa indústria, mas em vários outros setores. De qualquer forma, estamos dando continuidade às discussões, por meio – por exemplo – das Mesas Executivas, importante instrumento criado pelo Governo para tratar desses temas. É também importante destacar que mesmo com uma queda nas expectativas nesse momento, o setor atua com uma visão de longo prazo e tem programado investimentos compatíveis com uma retomada de crescimento”, afirma Rodrigo Navarro, presidente da ABRAMAT.

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