Índice de Confiança da Construção sobe pela primeira vez em 2021

Índice de Confiança da Construção sobe pela primeira vez em 2021

maio 26, 2021 Comentários desativados em Índice de Confiança da Construção sobe pela primeira vez em 2021 By admin

O Índice de Confiança da Construção (ICST), do FGV IBRE, subiu 2,2 pontos em maio, para 87,2 pontos, a primeira alta deste ano. Em médias móveis trimestrais, o índice recuou 1,6 ponto, a quinta queda consecutiva.

“Seguindo as ondas da Covid, a confiança das empresas do setor da construção registrou uma tímida melhora em maio, sem reverter, no entanto, a sequência de quatro resultados negativos. O índice de confiança continua em nível inferior ao patamar alcançado no final do ano passado e ainda sinaliza a predominância de um pessimismo entre as empresas. Esse sentimento se contrapõe cada vez mais às expectativas otimistas de retomada do crescimento setorial que prevaleceram até o início do ano. Os empresários apontam que a demanda não avançou o suficiente para sustentar um novo ciclo. E a alta de preços dos insumos permanece como uma limitação cada vez maior, dificultando a continuidade e realização de novos negócios”, avaliou Ana Maria Castelo, Coordenadora de Projetos da Construção do FGV IBRE.

O resultado positivo do ICST em maio refletiu a melhora da percepção dos empresários na avaliação sobre o momento atual e das expectativas em relação aos próximos meses. O Índice de Situação Atual (ISA-CST) subiu 1,2 ponto, para 85,5 pontos, interrompendo quatro meses de quedas consecutivas. A alta do ISA-CST foi influenciada principalmente pela melhora do indicador de situação atual dos negócios, que subiu 2,0 pontos, para pontos 86,4 pontos.

O Índice de Expectativas (IE-CST) avançou 3,0 pontos, para 89,0 pontos, devolvendo parte da perda do mês passado (-4,0 pontos). Esse resultado se deve à melhora do indicador de demanda prevista, que subiu 3,0 pontos, para 87,7 pontos, e o de tendência dos negócios, que subiu 3,1 pontos, para 90,5 pontos.

O Nível de Utilização da Capacidade (NUCI) da Construção caiu 2,7 pontos percentuais (p.p.), para 74,4%. A maior contribuição veio do NUCI de Mão de Obra, que retraiu 2,9 p.p, para 75,7%. Já o NUCI de Máquinas e Equipamentos recuou 1,0 p.p, para 69,5%.

Custos e Preços Previstos

Em maio, o custo da matéria-prima alcançou percentual recorde de empresas que citam como o fator limitativo à melhoria dos negócios (40%) ficando atrás apenas da demanda insuficiente (50%). Com o fechamento dos acordos coletivos, o componente mão de obra também começa a pressionar os custos empresariais. Desde junho, quando os custos começaram a subir vertiginosamente, a maioria das empresas aponta que os preços praticados vão subir nos próximos três meses. “Vale notar que a consequência imediata desse movimento é o encarecimento do investimento, o que torna mais lenta e difícil a recuperação da economia”, observou Ana Castelo.

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