Housi inaugura sua segunda unidade em Curitiba

Housi inaugura sua segunda unidade em Curitiba

Foto: Divulgação/Juliana Vitulskis

A Housi, primeira plataforma de moradia por assinatura do mundo, 100% digital e sem burocracia, anuncia sua segunda operação na capital paranaense, com o lançamento do empreendimento Viva Curitiba, em parceria com a VR Investimentos. Inaugurado como o luxuoso Lord Hotel nos anos 50 e depois conhecido como Hotel Eduardo VII, administrado por um grupo português nos anos 90, o complexo abrigará apartamentos decorados e espaços de convivência nos 23 andares que ocupam 8 mil metros quadrados no centro da capital.

A Housi será responsável pela gestão de 144 unidades e também das áreas comuns do prédio, além de participar ativamente da concepção do projeto. A startup funciona como uma plataforma de gestão e administração com foco no público investidor, que busca por alta rentabilidade por meio de locações residenciais, e também como um serviço de moradia digital para o público final, que procura um imóvel pronto, mobiliado e sem burocracia para alugar.

O empreendimento, localizado na esquina da avenida Marechal Floriano Peixoto com a rua Cândido de Leão, conta com apartamentos no estilo estúdio e dois quartos, que variam de 21m² a 47m², e deve estar operando ainda no segundo semestre. Além de espaços de co-living, restaurante e café, o Viva Curitiba vai oferecer serviços diversos aos hóspedes e moradores.

“A Housi é uma plataforma de moradia por assinatura, que acompanha o consumidor onde ele estiver, em diferentes fases da vida, sem burocracia, tudo de forma digital. A tendência de substituir a posse pela experiência é um movimento global e sem volta e acreditamos que a região Sul tem um enorme potencial para expansão desse modelo de negócios com foco em moradia. Tanto que esse já é nosso quarto empreendimento na parte Sul do país e o segundo no Paraná”, explica Alexandre Frankel, CEO da Housi.

O prédio faz parte do patrimônio histórico da cidade, é uma Unidade de Interesse de Preservação (UIP) e o retrofit terá intervenções sutis na estética, respeitando a memória da obra original. Segundo o estudo dos restauradores, alguns ambientes foram modificados ao longo dos anos, como o pavimento térreo, reformado em 1973, mas o acervo de mobiliário original permitirá recompor a ambientação de alguns espaços como eram anteriormente.

Em frente ao Viva Curitiba, a praça Tiradentes, considerada marco-zero de Curitiba, passou por uma ampla reforma e foi reinaugurada em 2008. A alguns metros, estão a Catedral Basílica de Curitiba, que teve seu último restauro concluído em 2012, e o Paço da Liberdade, centro cultural restaurado e reinaugurado em 2009, entre outros pontos de destaque turístico próximos.

“Ensolarado, com amplas janelas e vista única da praça, o empreendimento foi construído com o que havia de melhor na época, com materiais e equipamentos importados dos Estados Unidos e todo o luxo para receber celebridades e oferecer os maiores bailes de gala da cidade”, conta Luiz Fernando Antunes, diretor da VR Investimentos.

Para o investidor, que compra o apartamento com a finalidade de alugar para rentabilizar, a Housi atuará como uma plataforma de gestão patrimonial eficiente, proporcionando rentabilidade e tranquilidade ao proprietário. Funciona da seguinte forma: a Housi distribui a unidade em todas as suas frentes digitais – site e app Housi, além dos parceiros Airbnb, Booking.com, Zap e Imóvel Web, que direcionam os interessados para os canais da Housi.

Uma vez disponível nas plataformas da Housi, o imóvel será alugado para estadias curtas (até 30 dias) ou longas (mais de 30 dias). Além disso, a Housi fica na linha de frente do contato com o locatário, cuidando de qualquer problema relacionado à manutenção, limpeza, e outras questões do dia-a-dia de um imóvel. Ao final do mês, a Housi repassa os valores ao proprietário, descontando o valor da taxa de administração.

Todas as unidades já serão entregues para o comprador com os serviços Housi Decor, que disponibiliza apartamentos decorados e mobiliados com design inteligente, sofisticado e com foco na não depreciação a curto prazo, além do Housi Pay, plataforma de gestão de pagamento de contas do imóvel, e Housi Assessoria Predial, que cuida de toda a parte de manutenção das áreas comuns do prédio. Todos esses serviços ficam sob o guarda-chuva de gestão da Housi, que disponibiliza o apartamento em todas plataformas digitais da marca com foco em locação.

Para os locatários, a Housi atua como um serviço de desburocratização de locação residencial. O interessado em alugar uma casa, seja por um dia, uma semana ou até um ano, basta acessar o site da Housi, selecionar o imóvel, o período de estadia, realizar o pagamento via cartão de crédito e, claro, morar. A startup já contabilizou mais de nove mil locações e 20 mil usuários desde que foi criada, em 2019.

Todos os apartamentos administrados pela Housi estão disponíveis para locação digitalmente e sem a necessidade de corretor ou fiador. As unidades seguem um padrão da empresa, mobiliadas e equipadas com cooktop, geladeira, cama, sofá, wifi e TV a cabo. Possuem infraestrutura e serviços pay per use com atendimento 24 horas por dia e limpeza semanalmente.

A Housi tem operações em São Paulo, Porto Alegre, Fortaleza, Goiânia, Rio de Janeiro, Recife e Curitiba e o valor de mercado dos imóveis geridos em sua plataforma giram em torno de R﹩ 3,5 bilhões. A expectativa da startup é chegar R﹩ 10 bilhões até o fim do ano.

Além disso, a Housi espera encerrar o ano com empreendimentos em Salvador, Brasília, Florianópolis e São José do Rio Preto, além de ampliar a atuação nas regiões na capital paulista e gaúcha.

Marco na capital paranaense

Inspirado do Flatiron Building, primeiro arranha-céu de Nova York, o edifício com linhas Art Déco foi inaugurado em 1954 para abrigar o Lord Hotel, o mais importante da cidade na época, com 180 apartamentos. A iniciativa foi do empresário libanês Miguel Calluf, com projeto do engenheiro Ralf Leitner. O então governador, Bento Munhoz da Rocha, estimulava obras que representassem a modernidade da capital, em comemoração ao Centenário da Emancipação Política do Paraná.

Trinta anos depois, o empreendimento passou a ser administrado por um grupo português e ser chamado de Eduardo VII, como ficou mais conhecido. Nos anos 2000 teve suas atividades paralisadas e foi mantido fechado e intacto pelo atual proprietário.

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