Fórum da ABRAINC discute inovação no setor e apresenta perfil dos compradores de imóveis no Brasil

Fórum da ABRAINC discute inovação no setor e apresenta perfil dos compradores de imóveis no Brasil

Inovação na cadeia da incorporação imobiliária, novas tecnologias que revolucionam constantemente o setor, o papel das proptechs e marktechs no atual cenário, novas metodologias ligadas à produtividade e debate sobre liderança. O 2º Fórum de Inovação e Liderança da Incorporação (FILI 2021), realizado pela ABRAINC (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias), ontem (11/11), na capital paulista, mostrou que o setor está em constante evolução e trazendo cada vez mais tendências sobre o jeito de morar.

Realizado em formato híbrido, o evento promoveu troca de ideias entre incorporadoras, startups e outros importantes players do setor imobiliário e também trouxe o debate sobre a importância do meio digital para a venda e compra de imóveis e novo perfil dos compradores.

Na abertura, o presidente da ABRAINC, Luiz França, destacou o papel das novas tecnologias e startups, ressaltando, que, no momento, boa parte dos processos de compras de imóveis ocorrem pela internet. “Cerca de 55% dos consumidores realizaram pelo menos uma parte do processo de compra de forma virtual. Já temos plataformas que estão se desenvolvendo, mas a tecnologia ainda precisa superar a burocracia se quisermos acompanhar a tendência de outros mercados”, afirmou.

Compras 100% digitais – O economista e sócio-diretor da Brain Inteligência Estratégica, Fábio Araújo, apresentou o estudo “Inovação na Jornada de Compra do Imóvel”, produzido em parceria com a ABRAINC e que entrevistou 850 pessoas que compraram imóveis nos últimos 12 meses no Brasil.

O levantamento revelou que 6% das compras de imóveis já ocorrem totalmente pela internet e sem a necessidade de que o comprador saia de casa, uma das tendências que mais cresceu durante a pandemia. Além disso, a pesquisa apontou, ainda, que 71% dos compradores levam, em média, 6 meses para finalizar a compra de um imóvel, tempo inferior ao propagado. “O senso comum estima que se leva dois anos nesse processo. Esse período está diminuindo graças ao uso de tecnologias usadas por incorporadoras e imobiliárias”, ressaltou o economista da Brain, durante a apresentação da pesquisa, que trouxe também o preço médio do imóvel adquirido no Brasil: R﹩ 240 mil. Mais um ponto importante apontado no estudo é que 52% dos compradores adquirem seu imóvel por imobiliárias e apenas 14% compram diretamente com proprietários.

O evento contou, ainda, com outros dois estudos. A consultoria Deloitte trouxe uma prévia do estudo Cadeia da Construção e Cristina Penna, sócia fundadora da Dataland, apresentou um levantamento sobre como a inovação pode ajudar na escolha da localização dos empreendimentos.

Prêmio Produtividade 2021 – Por fim, ao final do evento, a ABRAINC apresentou os vencedores do Prêmio Produtividade do Mesmo Lado 2021, iniciativa que premia os melhores cases voltados às boas práticas e que contribuem para o desenvolvimento da cadeia da construção. “O prêmio não simplesmente premia, ele oferece ao mercado novas técnicas e cases porque cada participante pode conferir o trabalho dos outros e aprender novas técnicas”, explicou Luiz França, ao iniciar a solenidade para entrega dos troféus.

Confira os cases vencedores nas seis categorias:

• Replicabilidade: Construtora Planeta – pela criação de um sistema de gestão da qualidade na redução de custos pós-obras;

• Solução Técnica: Rôgga Empreendimentos – por criar uma metodologia combinando alvenaria estrutural com peças pré-fabricadas;

• Impacto na Obra: Gerdau e Brasil ao Cubo – pela construção modular de um prédio de oito andares em 100 dias;

• Votação Popular: Tegra Incorporadora e Blue Sensor – pela elaboração de um sensor de segurança que evita acidentes e aumenta a produtividade da obra.

• Fornecedor/Construtor: Tecverde – pela construção em wood frame (placas de madeira) de um prédio de quatro andares em seis dias;

• Segmento Econômico: TecVerde – pelo mesmo projeto por oferecer à população uma habitação de qualidade, em conformidade com a NBR 15575 e que contribuiu positivamente com a redução do déficit habitacional brasileiro.

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