Emgea realiza primeira venda de imóveis do Governo via blockchain

Emgea realiza primeira venda de imóveis do Governo via blockchain

A Empresa Gestora de Ativos do Governo (EMGEA), realiza a gestão de bens e direitos provenientes da União e das demais entidades integrantes da Administração Pública Federal. Agora, será a primeira empresa do Governo a utilizar a tecnologia blockchain para venda dos seus imóveis graças à parceria com a Resale, outlet de imóveis que desenvolve soluções para gestão e venda de ativos que retornam ao mercado provenientes das instituições financeiras.

A tecnologia da startup permite que todas as propostas comerciais recebidas sejam 100% criptografadas e imunes a interferências humanas, um fator sempre sensível em modelos de venda em licitações. Parte dos imóveis a serem disponibilizados para venda são aqueles que precisam passar pelo método de disputa, de acordo com a Lei 13.303 e que, no modelo a ser lançado pela EMGEA, terá o nome de concorrência pública.

A iniciativa faz parte de uma série de medidas estratégicas que a empresa vem adotando para a venda dos seus ativos imobiliários. Em outubro, a EMGEA lançou o seu próprio portal de imóveis em parceria com a startup, para levar essas ofertas diretamente para o cliente final, e agora lança essa nova modalidade de venda. “O foco dessa gestão é cumprir as diretrizes traçadas pelo Governo Federal, que visam a redução do tamanho do Estado. Mesmo já sendo atrativa para o mercado, esta é uma das muitas iniciativas que a EMGEA vem adotando com o objetivo de melhorar a gestão dos seus processos, aperfeiçoando-a cada vez mais, e consequentemente, potencializando o seu valor e retorno para União, seja na liquidação de ativos, seja na sua desestatização”, afirma Diogo Mac Cord de Faria, Secretário Especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados do Ministério da Economia.

A tecnologia blockchain já é conhecida do mercado, especialmente no setor financeiro por ser a utilizada para a emissão das criptomoedas, como o bitcoin. No setor público algumas iniciativas já vêm sendo testadas em licitações para compra de produtos, mas é a primeira vez que é aplicada na venda de imóveis públicos. Paulo Nascimento, sócio e diretor de tecnologia da Resale diz: “estamos aplicando tecnologia para melhorar o processo de venda de bens públicos. Tecnologia de ponta não pode ser ‘modinha’, tem que ser aplicada para gerar benefícios reais para quem a utiliza”, conclui o CTO.

O lançamento dessa nova solução acontece em um momento importante na Emgea, onde o presidente Fábio Rito Barbosa acelera o processo de desestatização dos atuais ativos da empresa, assim como de alavancar os resultados operacionais e financeiros, além de avaliar formas para oportunizar via Emgea mais desestatizações de diversos ativos atualmente estagnados. “Nosso objetivo é que a base de imóveis seja vendida com muito mais agilidade, gerando maior eficiência operacional, ao reduzir nossos custos com as despesas de manutenção desses ativos. A iniciativa de fazer isso utilizando novas tecnologias está em linha com esse objetivo, ao passo que damos muito mais segurança à venda dos ativos públicos. Sendo importante enfatizar que o principal benefício mútuo é que esses ativos estagnados, como casas, apartamentos e salas comerciais saiam das mãos da União e cheguem aos brasileiros com valores muito mais acessíveis”, enfatiza Rito.

Segundo Alexandre Mota, diretor executivo da EMGEA, a logística presente na solução da startup casa perfeitamente com as necessidades da instituição. “Até pouco tempo atrás nós esperávamos os interessados nos procurarem. Agora, mudamos completamente nosso posicionamento buscando tornar esses ativos mais fáceis de comprar em uma vitrine online 24 horas por dia, 7 dias por semana”, enfatiza.

“Entendemos que podíamos ser ainda mais ativos na oferta. Para isso, conseguimos nos tornar ainda mais agressivos na venda junto ao nosso cliente final”, esclarece Mota.

Como exemplos: um apartamento em Juiz de Fora (MG) avaliado em R﹩120mil é vendido por R﹩53.903, (55% de desconto) ou então, um apartamento na Praia de Itaparica em Vila Velha (ES), avaliado em R﹩181.400 é vendido por R﹩ 94.328 (48% de desconto), entre outros imóveis que chegam até 66% de desconto. Nesse tipo de venda, chamada de “venda direta” não existe leilão, ou seja, basta se cadastrar na plataforma e enviar toda a documentação para que a pessoa possa se tornar elegível para compra do imóvel.

Vendas na prática

Qualquer pessoa interessada em comprar um imóvel que esteja em concorrência pública, poderá acessar o site da Emgea e realizar sua proposta online. A partir desse momento, a solução então cria dois “envelopes”, um chamado de comercial que contém as informações de valores e condições de pagamento e outro de documental que, como o nome já diz, contém os documentos obrigatórios para habilitação na compra. O valor proposto (envelope comercial) é 100% criptografado, inviolável e identificado por meio de um token cujos dados somente serão liberados após o término da concorrência, quando então é conhecido o ranking de participantes.

A primeira concorrência da Emgea contará com 50 imóveis que estarão disponíveis para receberem propostas até o dia 13/01. Para participar basta acessar o portal de imóveis https://www.emgeaimoveis.com.br e filtrar os imóveis pelo tipo de venda “concorrência pública”.

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