Despesas acessórias na compra de imóvel devem constar do planejamento financeiro das famílias

Despesas acessórias na compra de imóvel devem constar do planejamento financeiro das famílias

Com os preços dos imóveis ainda impactados pelos anos de crise e com taxas de juros do crédito imobiliário na casa de um dígito, o momento para a compra de imóvel é favorável a quem deseja realizar o sonho da casa própria.

Adquirentes, entretanto, precisam estar cientes de que, além do valor da unidade em si, é preciso arcar com uma série de despesas acessórias. Elas dizem respeito a custos de cartório de registro de imóveis, ITBI (Imposto Sobre Transmissão de Bens Imóveis) e escritura. “O ideal é que as pessoas reservem pelo menos 5% do valor total da transação para suportar esses custos”, aconselha Nelson Parisi Júnior, presidente da Rede Imobiliária Secovi.

Tomando como referência um imóvel de R$ 300 mil, os custos acessórios serão de mais ou menos R$ 15 mil.

Os valores variam de acordo com a cidade e com o Estado. Na capital paulista, por exemplo, o ITBI é de 3% do valor do imóvel. “Quem deve arcar com essas despesas não é o vendedor, mas sim o comprador. A não ser que a operação envolva permuta. Nesse caso, as despesas existirão para ambos permutantes”, diz Parisi.

As despesas com cartório de registro de imóveis visam a garantir a troca da titularidade do bem, é a única garantia da propriedade. Nesse caso, os valores podem variar de acordo com a tabela de emolumentos de cada Estado e se alterar de acordo com o valor do imóvel.

Caso o imóvel seja financiado, não é necessária a escritura, pois o contrato de financiamento faz as vezes desse documento. “Nesses casos, as taxas também variam, dependendo do sistema de financiamento adotado”, complementa o presidente da Rede Imobiliária Secovi.

Há, entretanto, a possibilidade de esses elevados custos não pesarem no bolso do comprador: alguns bancos aceitam incluir essas despesas no financiamento. Também existem cidades que, a depender do tipo e da localização do imóvel, podem acabar dando isenção total ou parcial do ITBI.

Quem compra a primeira moradia financiada também pode ter desconto de 50% nas taxas cartorárias.

“Esses incentivos são positivos, pois reduzem sensivelmente a quantidade de dinheiro que o adquirente precisa desembolsar logo de cara”, avalia Parisi. “Infelizmente, a burocracia pesa muito em todo esse processo, e tudo isso vira custo para o comprador.”

Nelson Parisi recomenda que compradores utilizem serviços de consultorias imobiliárias para saber exatamente os valores a serem desembolsados na aquisição do imóvel e se é passível ou não de algum incentivo. “As imobiliárias têm informação técnica suficiente para subsidiar o cliente na tomada de decisão”, finaliza.

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