Corrosão em estruturas metálicas: como identificar e fazer a manutenção correta

Corrosão em estruturas metálicas: como identificar e fazer a manutenção correta

As estruturas metálicas têm sido amplamente utilizadas na construção civil, por sua praticidade na montagem, baixo custo e alta resistência. Entretanto, um problema muito comum nesse tipo de material é a corrosão, que pode causar sérios danos à estrutura, comprometendo sua vida útil e a segurança. A corrosão pode se manifestar de diversas formas, dependendo do tipo de metal e do ambiente onde está exposto. Por isso, a pintura e a manutenção preventiva são as medidas mais adequadas para evitar esse tipo de desgaste e prolongar a durabilidade do substrato.

“É importante destacar que a eficiência dos revestimentos anticorrosivos depende, primordialmente, do preparo da superfície a ser protegida, que deve estar limpa e isenta de ferrugem, graxa e umidade, além dos devidos cuidados na escolha e aplicação da tinta. Nessa fase, devem ser considerados os diferentes graus de corrosão, para aplicação do processo de limpeza mais adequado”, afirma José Alves Cintrão Neto, consultor técnico da Solventex.

Graus de corrosão
De acordo com as normas técnicas vigentes, os graus de corrosão são classificados como:

A – Substrato de aço sem corrosão, com carepa de laminação ainda intacta.
B – Substrato de aço com início de corrosão e destacamento da carepa de laminação.
C – Substrato de aço onde a carepa de laminação foi eliminada pela corrosão ou que possa ser removida por raspagem, com pouca formação de cavidades visíveis.
D – Substrato de aço onde a carepa de laminação foi eliminada pela corrosão e com grande formação de cavidades visíveis.

Fonte: ABRACO (Associação Brasileira de Corrosão)


Para cada tipo de corrosão, há um processo específico para limpeza e preparação das superfícies, conforme seguem:

Graus de preparação com ferramentas mecânicas
St2 – Limpeza minuciosa por raspagem, escovamento ou lixamento manual, para remoção de toda carepa de laminação solta e outras impurezas. Em seguida, limpar a superfície com ar comprimido limpo e seco, devendo-se obter leve brilho metálico.


St3 – Limpeza minuciosa por raspagem, escovamento ou lixamento mecânico ou manual, para remoção de toda carepa de laminação solta, e outras impurezas, porém mais rigoroso que a limpeza feita por St2. Em seguida, limpar a superfície com ar comprimido limpo e seco, devendo-se obter intenso brilho metálico.

Graus de preparação com jato abrasivo
Sa1
 – Limpeza por jateamento ligeiro (brush off). O jato é aplicado rapidamente e remove carepa de laminação solta e outras impurezas.


Sa2 – Limpeza por jateamento comercial. O jato deve remover praticamente toda carepa de laminação e outras impurezas. Caso a superfície possua cavidades (graus C e D), pelo menos 65% de cada área de 6,45 cm², deverão estar livres de resíduos visíveis no fundo das cavidades. Após o tratamento, a superfície deve apresentar uma coloração acinzentada.


Sa2 ½ – Limpeza por jateamento ao metal quase branco. O jato deve remover toda carepa de laminação e outras impurezas, de modo que possam aparecer apenas leves manchas na superfície. Após a limpeza, 95% de cada área de 6,45 cm² deverão estar livres de resíduos visíveis e apresentar coloração cinza claro.


Sa3 – Limpeza por jateamento ao metal branco. O jato deve remover toda carepa de laminação ou outras impurezas, de modo que a superfície fique totalmente livre de resíduos visíveis. Após a limpeza, a superfície deverá apresentar coloração cinza claro e uniforme.

Pré-Limpeza. Antes de preparar a superfície por um dos métodos mencionados, é preciso remover toda sujeira, óleo ou graxa, com a utilização de panos limpos, embebidos em solventes apropriados. Uma observação importante: os padrões St2, St3, Sa1 e Sa2 não se aplicam em superfícies com grau A de corrosão.

Fonte: ABRACO (Associação Brasileira de Corrosão)


“Para o processo de pintura, a seleção adequada do produto, de acordo com o tipo de substrato e o ambiente de exposição, e do método de aplicação influencia diretamente na qualidade do resultado e na durabilidade do revestimento. Alguns aspectos são fundamentais, como a diluição, homogeneização, o número de demãos e os intervalos entre elas, e a espessura da película seca e úmida para cada tinta, considerando fundo, intermediária e acabamento”, reforça Cintrão.

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Fonte: ABRACO (Associação Brasileira de Corrosão)
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Fonte: ABRACO (Associação Brasileira de Corrosão)
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