Category Archive material de construção

Sinduscon-MG: vendas de apartamentos crescem, mas custo de construção aumenta

Em julho foram vendidos, nas cidades de Belo Horizonte e Nova Lima, 370 apartamentos novos, o que representou uma alta de 16,7% em relação a igual mês do ano anterior (317). As vendas continuaram se destacando e superando o volume de lançamentos, o que têm levado o estoque disponível para comercialização aos menores patamares históricos. É o que aponta o Censo do Mercado Imobiliário, realizado pela Brain Consultoria para o Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG).

Foram lançados dois empreendimentos nas referidas cidades, totalizando 63 unidades, o que representou um recuo de 14,86% em relação a julho do ano passado. Para o vice-presidente da Área Imobiliária, Renato Michel, os lançamentos represados em função da crise provocada pela pandemia do novo coronavírus deverão acontecer nos próximos meses: “Após a queda histórica de 9,7% do Produto Interno Bruto (PIB) do País no segundo trimestre, em relação aos três primeiros meses do ano, indicadores relativos ao segundo semestre demonstram resultados mais satisfatórios, evidenciando que o pior ficou para trás. A produção da indústria, o desempenho do comércio varejista e até mesmo o setor de serviços vêm apresentando resultados positivos. Esses fatores, aliados ao baixo patamar da taxa de juros e ao incremento do financiamento imobiliário com recursos da caderneta de poupança fortalecem as expectativas mais promissoras para o desempenho do mercado de imóveis novos”.

Entretanto, Renato Michel destaca: “Um desafio que está preocupando os construtores e pode estar contribuindo para o adiamento de novos investimentos é o aumento acentuado nos custos dos materiais de construção. Produtos básicos como o aço e o cimento têm apresentado altas elevadas, prejudicando o andamento das obras e das atividades do segmento. Os indicadores de custo da construção já demonstram isso”.

Em agosto, o Custo Unitário Básico de Construção (CUB/m²), calculado e divulgado pelo Sinduscon-MG, aumentou 1,69%, a maior elevação desde dezembro de 2018. Este resultado é justificado pela alta de 4,13% no custo com materiais de construção, a maior desde novembro de 2002 (4,93%), ou seja, dos últimos 18 anos. Aço, concreto e cimento, que juntos representam 30% do custo com materiais de construção, apresentaram os seguintes aumentos em agosto: 12,24%, 4,75% e 21,23%, respectivamente. Para o vice-presidente do Sinduscon-MG, esse processo de expressiva alta dos insumos pode interromper o fortalecimento das atividades do setor, num momento tão delicado como o que o País vivencia.

Em função do baixo patamar de unidades novas disponíveis para comercialização, que está inferior a 3.000 mil unidades, o preço dos imóveis novos já tem sofrido pressão. Em relação a julho do ano passado a alta observada no preço de apartamentos novos foi de 5,27%, enquanto o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA)/IBGE, indicador oficial da inflação do País, foi de 2,31%. “Com o aumento acentuado no preço dos insumos, essa situação pode se agravar e prejudicar a recuperação da oferta das cidades, levando a uma falta de imóveis novos. E o resultado dessa situação poderá ser a menor geração de emprego e renda no setor”, destaca Michel.

Em julho foram vendidos, nas cidades de Belo Horizonte e Nova Lima, 370 apartamentos novos, ou seja, elas mantiveram-se em patamar elevado, registrando o terceiro melhor resultado do ano, atrás somente de junho (382 unidades) e janeiro (402 unidades). Desagregando as vendas por região observa-se que que a Centro Sul foi destaque, com 106 unidades, seguida pela Pampulha (77 unidades) e pela Região Oeste (59 unidades).

As vendas de apartamentos novos em Belo Horizonte e Nova Lima, nos primeiros sete mese deste ano, em relação a igual período de 2019, registraram incremento de 11,56% . O aumento observado nos lançamentos foi ainda mais expressivo: 23,46%. As vendas, neste período, também foram superiores aos lançamentos, contribuindo, portanto, para a continuidade da queda da oferta de imóveis novos nas referidas cidades. Há quatro meses consecutivos a oferta está registrando retração. Também há quatro meses seguidos as vendas são superiores aos lançamentos. Apenas 17,9% dos imóveis residenciais que entraram no mercado estão disponíveis para venda.

A Sondagem da Indústria da Construção realizada pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), com o apoio do Sinduscon-MG demonstrou que os empresários da construção estão com expectativas mais positivas para os próximos seis meses para o lançamento de novos empreendimentos, para a compra de insumos, para a geração de novas vagas de emprego e para o aumento do seu nível de atividades, o que certamente poderá contribuir para o País voltar a encontrar o caminho do crescimento econômico.

“Os aumentos de custos em função de elevação de preços de insumos, e em alguns casos até com desabastecimento de produtos, pode interromper esse processo, gerando mais desemprego e recuo ainda maior do que já é aguardado para a economia nacional”, comenta Renato Michel. Assim, o otimismo para os próximos meses esbarra neste momento na preocupação com a expressiva elevação dos custos do setor. É necessário aguardar os desdobramentos dessa situação para ver o comportamento do mercado imobiliário.

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Faturamento das indústrias de materiais de construção cresce 2,9% em agosto

A ABRAMAT (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção) divulga a nova edição de sua pesquisa Índice, elaborada pela FGV com dados do IBGE sobre o faturamento das indústrias de materiais de construção. A pesquisa aponta que em agosto o faturamento deflacionado da indústria de materiais de construção registrou alta de 2,9% em relação a julho. O número já está ajustado sazonalmente e evidencia alta em ambos os setores, de base e acabamento. Se comparado a agosto de 2019, o aumento é ainda maior, de 9%.

No entanto, a expectativa para o fechamento do ano ainda é de queda. Até o momento a expectativa é uma retração de 7% sobre 2019, mas este percentual deve sofrer alteração no início do último trimestre. O faturamento acumulado até agosto é de -6,2%, se comparado a 2019.

Segundo Rodrigo Navarro, presidente da ABRAMAT, “o setor tem trabalhado muito para minimizar os efeitos da pandemia trazida pelo Covid-19, e o nosso sentimento com os dados que indicam uma recuperação consistente é de um otimismo moderado. Temos de ser ao mesmo tempo cautelosos, pois sabemos que há muitas externalidades envolvidas”.

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Amanco Wavin e SENAI lançam curso gratuito sobre a metodologia BIM e estimam capacitar 1000 alunos em todo o País

Com o objetivo de cooperar para o desenvolvimento dos profissionais da construção civil e de colaborar para a transformação digital do setor, a Amanco Wavin, marca comercial da Wavin, uma das maiores empresas mundiais em tubos e conexões, e o SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) lançam, a partir de 14 de setembro, um curso gratuito sobre o uso da metodologia BIM em projetos hidráulicos. A expectativa é de que 1000 alunos sejam capacitados em todo o país, até o fim do ano.

Chamado de “Projeto de hidráulica com as bibliotecas BIM Amanco Wavin”, o curso foi desenvolvido pela Wavin em parceria com o time técnico do SENAI. Todas as aulas serão realizadas no formato on-line e são direcionadas para projetistas, arquitetos, engenheiros e estudantes que estejam em busca de uma solução em BIM para projetos de redes hidrossanitárias. Ao todo, o curso tem duração de 15 horas e estará disponível na plataforma Mundo Senai (http://loja.mundosenai.com.br/senainacional/projeto-de-hidraulica-com-as-bibliotecas-bim-amanco-wavin.html).

As inscrições para participar do curso devem ser feitas neste mesmo link.

“Nós da Amanco Wavin acreditamos que o investimento em capacitação profissional é a melhor forma de apoiar a sociedade. Profissionais mais preparados garantem excelência no serviço prestado, que resulta em consumidores satisfeitos e valorização do mercado”, diz Fábia Guerra, gerente de Marketing da Wavin no Brasil.

O gerente-executivo de Educação Profissional do SENAI, Felipe Morgado, avalia que o curso será uma excelente oportunidade, especialmente por causa do decreto federal que estabelece a utilização da ferramenta em obras de engenharia realizadas pela administração pública federal, a partir de janeiro de 2021. “O profissional que dominar essa metodologia certamente estará na frente no setor da construção civil”, explica Morgado, destacando que “essa ferramenta permite estimar preços e prazos, além de reduzir erros por meio de detecção de interferência de elementos construtivos, garantindo economia, ganho de produtividade e transparência nos gastos”.

Sobre o BIM

A metodologia BIM é o futuro dos projetos de engenharia porque simula a obra real em 3D agregando inteligência e, com isso, colaborando para a precisão do projeto.

Para aplicar os produtos da marca em um projeto hidráulico, basta acessar gratuitamente o link http://bim.amanco.com.br/pt/Paginas/default.aspx e baixar as bibliotecas da Amanco Wavin. A ferramenta possui o diferencial de ser a única do mercado que reconhece, de forma automática, o ambiente que está sendo projetado e recomenda quais tubos e conexões devem ser utilizados.

“Nossas bibliotecas permitem a inserção de tubos e conexões nos softwares de planejamento, com medidas e atributos reais. Além disso, foram criadas com todas as funcionalidades requeridas para trabalhar adequadamente sob a metodologia BIM, oferecendo um ambiente amigável para projetistas de redes hidrossanitárias”, finaliza Fábia.

Construção em drywall privilegia bem-estar dos usuários

Projetos construtivos que colaboram com o bem-estar dos usuários estão em franca ascensão. A qualidade do tempo passada no local de trabalho, por exemplo, é um elemento cada vez mais valorizado. Sob esse pano de fundo, o drywall se destaca por possibilitar a construção de ambientes espaçosos, que facilitam a interação entre as pessoas e são mais confortáveis sob os aspectos acústico e térmico.

“O drywall é um sistema bastante preciso, milimétrico, que evita a ocorrência de construções mal aprumadas. Ao utilizá-lo, você também consegue paredes mais finas, de 7 cm, contra 12-15 cm da alvenaria, e isso permite aproveitar melhor os espaços. Em paralelo, por ser mais leve, reduz a estrutura da edificação”, afirma Ana Elisa Garcia, arquiteta urbanista, consultora em saudabilidade e sustentabilidade e parceira da Trevo Drywall.

Quando o assunto é isolamento termoacústico, fica ainda mais difícil encontrar oponentes à altura do drywall. As tipologias convencionais de paredes já garantem um nível de isolação, no mínimo, igual ao da alvenaria. Contudo, o drywall é muito mais versátil e possibilita a combinação de um maior número de chapas ou a inclusão de materiais isolantes, o que aumenta sensivelmente a proteção acústica e térmica.

“O gesso é um material higroscópico, ou seja, tem a capacidade de absorver a umidade do ar. Essa característica ajuda na regulação da temperatura do ambiente, tornando-o mais quente no inverno e frio no verão. O drywall também aceita a inclusão de materiais de isolamento, como lãs minerais ou sintéticas. Dessa forma, você pode calcular exatamente o nível de isolamento que deseja para cada ambiente. Isso é muito comum em prédios corporativos, onde salas de reuniões costumam ter índices superiores de isolação, no caso, acústico”, resume Ana Elisa.

Estes são os efeitos práticos: mais espaço e maior conforto termoacústico. No entanto, salienta a especialista, há pontos conceituais que também devem ser levados em consideração, como a sustentabilidade e saudabilidade na construção em drywall.

“Em ambas categorias o sistema é bem avaliado. Em relação à sustentabilidade, contam pontos o menor desperdício durante a obra, pois a geração de entulhos na construção com drywall é muito mais baixa se comparada com qualquer outro tipo de material. Já sobre a saudabilidade, os componentes do sistema não apresentam elementos contaminantes à saúde humana”, conclui.

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Novas tecnologias movimentam a construção civil brasileira

Reconhecida como a única feira da América Latina dedicada às cadeias construtivas do cimento e do concreto, e um dos principais encontros globais voltados à construção civil, a Concrete Show 2019 chega para a 12ª edição recheada de novidades. O evento – que será realizado no São Paulo Expo, em São Paulo (SP), de 14 a 16 de agosto – prepara para os players do setor a apresentação, com exclusividade, dos mais modernos equipamentos e soluções para o segmento, desenvolvidos por mais de 350 marcas expositoras, nacionais e internacionais.

Entre elas está a ArcelorMittal, uma das maiores produtoras de aço do País e do mundo, um dos principais insumos para a indústria do concreto. Além da exibição do portfólio completo de soluções para a construção civil, a companhia apresenta na feira também o seu sistema de inteligência, o Steligence.

Segundo o especialista em marketing da marca, Luís Gustavo Pracchia, trata-se de uma nova metodologia que avalia as edificações e o setor como um todo. “Com ela, é possível comparar as principais opções disponíveis no mercado com as soluções em aço da ArcelorMittal, levando em consideração todas as etapas da construção, desde a fundação até a fachada”, pontua.

Quem também confirma presença em mais uma Concrete Show é a WCH Industrial, uma das principais fornecedoras de soluções para a produção de pré-fabricados de concreto do Brasil. Entre os produtos em evidência da empresa estão as fôrmas metálicas para a produção de vigas, pilares retangulares e placas de fechamento, como a fôrma dupla da marca, principal novidade para o evento.

Segundo a analista de marketing da companhia, Eliane Cerri, a fôrma dupla da WCH possui três fatores como principais vantagens competitivas em relação às concorrentes diretas do mercado: tecnologia, economia e flexibilidade. “O novo equipamento permite aos players do setor obter 50% de economia durante a produção das vigas de concreto e placas de fechamento, pois não é necessária a utilização de uma segunda fôrma para que se possa criar um elemento diferente. Nesta configuração, podemos fabricar painéis e pilares de forma simultânea, por exemplo”, afirma.

A executiva ressalta ainda que outro diferencial da solução é possibilitar maior facilidade de variação de tamanhos dos produtos. “O equipamento permite também a fabricação dos pilares, vigas e placas de fechamento na mesma estrutura, com as seguintes regulagens: de 8 a 50 centímetros de largura, e de 40 a 120 centímetros de altura, em ambos os casos com variações a cada 5 centímetros”, completa.

12ª Concrete Show

Data: De 14 a 16 de agosto de 2019.

Horário: Dia 14 – Das 13 às 20 horas / Dias 15 e 16 – Das 10 às 20 horas.

Local: São Paulo Expo.

Endereço: Rodovia dos Imigrantes, Km 1,5, Vila Água Funda – São Paulo-SP.

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Casa do Construtor chega à ABF EXPO 2019 com crescimento superior a 22% no ano

Especializada em locação de equipamentos e reconhecida no setor de franquias como uma das redes mais promissoras e rentáveis do mercado, a Casa do Construtor irá celebrar na ABF EXPO 2019 os excelentes resultados obtidos nos cinco primeiros meses de 2019. Entre janeiro e maio, a empresa registrou alta no faturamento superior a 22% em comparação com o mesmo período de 2018.

Segundo projeção da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), os negócios no setor devem crescer 8,5% este ano. Além de uma expansão de quase o triplo deste percentual, nos primeiros cinco meses do ano a Casa do Construtor inaugurou seis novas unidades. “Estamos investindo em formatos de negócios inovadores e trabalhando novas estratégias de marketing. Isso impacta positivamente o nosso desempenho no mercado”, diz Altino Cristofoletti, sócio fundador da Casa do Construtor.

No estande da Casa do Construtor na ABF EXPO, os potenciais investidores poderão conhecer os modelos de negócios da franquia. A maior feira de franquias da América Latina ocorrerá de 26 a 29 de junho, no Expo Center Norte, em São Paulo.

A Casa do Construtor oferece serviços que facilitam o dia a dia de qualquer pessoa através da locação de equipamentos para construção civil, limpeza e jardinagem, o que garante aos franqueados um público consumidor amplo. O objetivo da rede é auxiliar a rotina das pessoas e intensificar a ideia do compartilhamento dos equipamentos, conceito já bem difundido nos Estados Unidos. Dentre eles estão: betoneiras, andaimes, marteletes, equipamentos para limpeza de estofados, lavadoras de alta pressão, roçadeiras e furadeiras.

A marca também investe em aparelhos de alta tecnologia, como a câmera térmica que permite o cliente identificar locais onde há vazamentos através da mudança de temperatura .A ferramenta impede a realização de obras desnecessárias e que causam prejuízos ao contratante.

Espaço destinado à busca de inovação e de novas tecnologias

Em maio, a rede inaugurou o CasaLab, espaço que está localizado no Campus de Inovação ONOVOLAB. Situado em São Carlos (SP), o espaço reúne diversas empresas e startups que buscam novas soluções para o mercado. “No CasaLab, vamos desenvolver novas tecnologias para os nossos clientes”, diz Cristina Monte, gerente de finanças e tecnologia da rede.

A princípio, a ideia é criar inovações que ajudem tantos os clientes, quanto as equipes das lojas da rede. Para isso, a franquia contará com um time de seis colaboradores, tanto da Casa do Construtor como no ONOVOLAB. “Teremos profissionais focados na área de desenvolvimento e inteligência”, explica a gerente.

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Concrete Show: inovações em produtos e serviços agitam o mercado da construção civil

Tradicional polo de inovações da construção civil, a Concrete Show South America, única feira da América Latina dedicada às cadeias construtivas do cimento e do concreto, prepara para 2019 mais uma edição repleta de novas tecnologias para o setor. Em seu 12º ano, o evento – que será realizado no São Paulo Expo, em São Paulo (SP), de 14 a 16 de agosto – reserva aos profissionais do segmento as novidades de mais de 350 marcas expositoras, nacionais e internacionais, que apresentam ao mercado os mais recentes lançamentos.

Entre elas está a Fameth, empresa metalúrgica especializada no desenvolvimento de sistemas metálicos para a indústria do concreto, que leva ao evento dois de seus mais recentes produtos: o espaçador treliçado ABTC e o espaçador tipo W, também chamado de DL. É o que conta a arquiteta e urbanista da marca, Laís Soriani. “Tanto o espaçador treliçado ABTC quanto o tipo W são inovações que substituem as treliças e os caranguejos (estruturas utilizadas para a sustentação de lajes pré-moldadas) no apoio de ferragens negativas, de barras de transferências e de telas soldadas”, diz.

“Em algumas obras, por exemplo, são compradas as treliças tradicionais, que têm alturas a partir de seis centímetros. Muitas vezes, elas precisam ser pisadas ou amassadas para se chegar à dimensão especificada no projeto. Além disso, normalmente são peças que possuem seis metros de comprimento, ou seja, o manuseio não é fácil. Já o caranguejo é um pedaço de ferro que é dobrado em obra, gerando diversidade de formatos e tamanhos, fazendo com que os operários tenham que perder tempo neste processo. O espaçador ABTC, por outro lado, é fabricado com 3 a 16 cm e apresenta apenas dois metros de comprimento, enquanto o tipo W possui um metro. Ambos contam com a possibilidade de serem desenvolvidos também em alturas especiais, de acordo com o projeto. Dessa forma, não existe a necessidade de remanejo e nem de retrabalho, diminuindo os riscos de instabilidade na construção e gerando economia”, explica Soriani.

Outro destaque da Concrete Show será o portfólio de produtos da Maken Serviços, como as novas tags de identificação de matérias primas da marca, desenvolvidas em parceria com a Gomagraf, empresa especializada em etiquetas e rótulos adesivos. Uma delas é a etiqueta de reconhecimento de amostras de concreto, utilizada no processo de pós-produção do insumo.

“Todo concreto que é produzido tem alguns moldes retirados, chamados de corpos de provas, para que se possa avaliar a qualidade do material e se não há defeitos em seu desenvolvimento. Com essa nova tag de identificação, elaborada com material sintético resistente a danos, o rótulo não se desprende da amostra, auxiliando no controle do produto e levando mais segurança aos processos do setor, impedindo, por exemplo, que ocorra perda ou troca de materiais”, afirma o diretor comercial da companhia, Márcio Kenji.

Com os mesmos objetivos, a Maken apresenta ao mercado também a tag de identificação para ferragem armada, que visa contribuir para o devido registro da armação metálica em todo o período de construção, desde o recebimento do insumo na obra até o manuseio e a concretagem. “A nova tecnologia, inclusive, automatiza o processo, já que vem acompanhada com um código de barras exclusivo, que garante a inserção de todos os dados e informações dos produtos em um sistema online, que pode ser acessado a qualquer hora e lugar. Além disso, melhora a produtividade do segmento, garantindo mais confiabilidade e o perfeito andamento das obras”, conclui o executivo da empresa.

12ª Concrete Show

Data: De 14 a 16 de agosto de 2019.

Horário: Dia 14 – Das 13 às 20 horas / Dias 15 e 16 – Das 10 às 20 horas.

Local: São Paulo Expo.

Endereço: Rodovia dos Imigrantes, Km 1,5, Vila Água Funda – São Paulo-SP

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Flavio Maluf fala sobre o setor brasileiro de materiais de construção

Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), o ano de 2018 foi bom para o setor de materiais de construção do país. A instituição informou, em janeiro, que depois de três anos de queda no faturamento deflacionado, o segmento apresentou, ano passado, crescimento de 1,2% em relação a 2017. Quem reporta mais sobre o assunto é o residente das empresas Eucatex, o empresário e executivo Flavio Maluf.

Também conforme a Abramat, outro destaque de 2018 em relação ao setor de materiais de construção foi o nível de emprego na indústria. A Associação ressaltou que os últimos 12 meses (dez/17 a dez/18), comparados ao mesmo período do ano anterior (dez/16 a dez/17), apresentaram alta de 1,7% no número de vagas de emprego nas empresas do mercado.

“2018 foi um ano de retomada para nós. O consumo no varejo movimentou os estoques e o resultado foi de crescimento, ainda que tímido, revertendo a sequência negativa estabelecida nos últimos três anos. Fechar o ano com aumento também na oferta de empregos é um sinal mais contundente não só de recuperação em termos de faturamento, mas também de uma retomada na importância socioeconômica do setor para a população”, ponderou o presidente da Abramat, Rodrigo Navarro.

Flavio Maluf destaca, ainda, a colocação feita por Navarro em relação às eleições de 2018. “Durante o processo eleitoral, tivemos um segundo semestre de muita incerteza à espera de decisões por parte dos governos, além da natural contenção de investimentos do setor público. Com a definição da equipe de transição e agora a posse da nova legislatura, começamos a ter um cenário mais bem delineado para o futuro”, afirmou o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção.

2019

Feito o balanço de 2018, a Abramat também apresentou a sua primeira projeção em relação ao setor de materiais de construção para 2019. A Associação, em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV) — instituição responsável pela elaboração da pesquisa do Índice da Abramat) — estimou, ainda em janeiro, uma alta de 2,0% no faturamento de 2019 em relação a 2018.

No entanto, apesar da recuperação da indústria de materiais de construção em 2018, o setor começou este ano em baixa, reporta o presidente das empresas Eucatex, o empresário e executivo Flavio Maluf. Os dados apresentados foram de que as vendas, em janeiro, sofreram queda de 3,5% em relação ao mesmo mês do ano passado. Já em fevereiro, as vendas do setor caíram 2,5% em comparação a 2018.

Mesmo com a baixa dos números nesse começo de ano, a Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção manteve a sua projeção de fechar 2019 com crescimento de 2,0% em relação a 2018. Vale salientar que, no ano passado, as vendas no setor subiram 1,2%, percentual um pouco abaixo da estimativa da Abramat — que esperava expansão de 1,5% a 2,0%, acentua Flavio Maluf.

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Indústria de materiais de construção busca celeridade nas ações com novo Governo

A ABRAMAT (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção) divulga nessa segunda-feira, 29, a nova edição do Termômetro da Indústria de Materiais de Construção. O estudo destaca a diminuição das expectativas positivas acerca das ações governamentais para a sequência do ano. A análise sobre o faturamento da indústria de materiais de construção, em março e a projeção do setor de resultado “bom” em abril.
No início de 2019 a indústria de materiais de construção demonstrava alta expectativa sobre o novo governo, cenário que vai sofrendo mudanças, segundo o estudo. A sequência de resultados com pouca variação positiva somada à dificuldade na aprovação das reformas estruturais, e ao potencial bloqueio dos repasses ao Programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) pela Caixa Econômica em junho, fizeram surgir o pessimismo no setor em relação às ações governamentais, algo não observado desde outubro de 2018. 
Pesquisa conduzida entre os membros da associção, o Termômetro aponta que 25% das empresas respondentes manifestaram expectativa negativa sobre as ações governamentais, somadas a 63% que vêem tais ações com indiferença. Somente 12% das empresas ainda demonstraram otimismo com as ações governamentais para os próximos meses.

Quando analisado o faturamento das empresas, o termômetro apontou que para 33% das associadas o resultado em março foi “bom” ou “muito bom”. A expectativa sobre o mês de abril, cujo resultado será repercutido na próxima edição do Índice da ABRAMAT, se mantém ligeiramente otimista. 54% das associadas esperam resultado “bom”, enquanto apenas 4% responderam projetar faturamento “ruim”, com as demais empresas prevendo desempenho “regular”. 
O termômetro da ABRAMAT também aponta que 83% de suas associadas pretendem investir em sua linha de produção (modernização ou expansão) nos próximos 12 meses, a primeira vez que tal resposta atinge o patamar dos 80% desde setembro de 2012.

“A ABRAMAT reconhece as iniciativas do novo governo em buscar identificar as diferentes demandas para a recuperação econômica do país, mas o resultado dessa edição do termômetro traz um indicador importante. A celeridade na resolução de questões que acabam sendo gargalos produtivos para a indústria é fundamental; isso não ocorrendo, é natural uma mudança gradual na expectativa. Esse movimento, aliás, está ocorrendo não só em nossa indústria, mas em vários outros setores. De qualquer forma, estamos dando continuidade às discussões, por meio – por exemplo – das Mesas Executivas, importante instrumento criado pelo Governo para tratar desses temas. É também importante destacar que mesmo com uma queda nas expectativas nesse momento, o setor atua com uma visão de longo prazo e tem programado investimentos compatíveis com uma retomada de crescimento”, afirma Rodrigo Navarro, presidente da ABRAMAT.

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O novo varejo de materiais de construção

Por Daniel Zanco, da Linx

No Brasil, o varejo de materiais de construção movimenta mais de R$ 100 bilhões ao ano por meio de, aproximadamente, 150 mil lojas. O setor é formado, em sua maioria, por pequenos e médios comerciantes, sendo um dos mais dinâmicos e importantes da nossa economia, dada a sua grande representatividade nas vendas.

Por exemplo, em 2018, apresentou crescimento de 6,5% em relação ao ano anterior, um faturamento de cerca de R$ 122 bilhões, segundo a Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (ANAMACO). E toda esta cadeia passa por movimentos estruturantes, reflexo de novas dinâmicas da indústria, evolução do varejo e sobretudo, novos hábitos de compra dos consumidores. Abaixo, podemos destacar e entender alguns deles.

Formalização – Parece óbvio, mas nem tanto. Todos os elementos do ecossistema, desde fornecedores de matéria-prima, fornecedores de mão de obra, representantes comerciais e lojas estão evoluindo de forma acelerada para um cenário de maior compliance tributário, impulsionado pela crescente eficiência do fisco e informatização dos processos de apuração e cobrança de tributos.

Gestão – Ainda é normal nas pequenas operações de varejo do setor, a figura do sócio-fundador onipresente. Essa figura precisará aprender a dividir a gestão com profissionais capacitados, sem que a empresa perca suas características principais e seu DNA. Práticas modernas e informatizadas de gestão de estoque, planejamento de compra, concessão de crédito, ambiente de loja, serviços e meios de pagamento são a chave para o novo varejo mais produtivo, rentável e sustentável.

Consolidação e Competição – A representação de grandes redes tende a crescer, criando um novo parâmetro de competição para os pequenos varejistas. Análogo ao movimento que ocorreu com os hipermercados no passado, os Home Centers devem em breve começar a investir em operações pautadas em preço (atacarejo) ou em conveniência (lojas menores de bairro). Essa consolidação levará ao aumento da participação das marcas próprias em suas gôndolas e por consequência, maior foco da indústria no pequeno e médio operador.

Novo Consumidor – O processo de compra mudou significativamente nos últimos anos, com um consumidor muito mais informado dentro do ponto de venda, empoderado pelo seu smartphone e com mais altos níveis de exigência em termos de comunicação, transparência, velocidade de entrega e serviços. Esse ‘neo consumidor’ tem a ciência de que ele é o centro da dinâmica de compra e vai migrar para os varejistas que entenderem essa premissa.

Canais Digitais – Impulsionados pelo novo consumidor, varejistas de materiais de construção civil estão rompendo paradigmas e vendendo seus produtos em e-commerces, marketplaces e outros canais digitais que conectam com baixíssima fricção compradores com cada vez menos tempo disponível e mais informados.

Nesta fase de mudança, as empresas mais transparentes, ágeis e, claro, adaptáveis serão as mais bem-sucedidas ao final do ciclo. Por isso, é fundamental que o pequeno varejo invista em uma onda intensa de profissionalização, amparada pelo uso de tecnologia e fundamentada em parcerias estratégicas com a indústria.

Pense nisso e boas vendas!