Banco Inter cria índices de fundos imobiliários

Banco Inter cria índices de fundos imobiliários

O Banco Inter anuncia hoje a criação de dois índices de fundos imobiliários (FIIs) listados na B3. A iniciativa tem como objetivo oferecer benchmarks para o acompanhamento da performance desses ativos.

Os novos índices foram criados com base nas diferentes características dos FIIs disponíveis no mercado, e também levaram em consideração as condições de liquidez dos ativos, para que a alocação seja replicável pelos investidores.

O primeiro índice, batizado de IFI-E, é composto pelos fundos que investem em imóveis para renda via aluguel, conhecidos como “fundos de tijolo”. O segundo índice, IFI-D, é formado pelos fundos que investem em títulos imobiliários, como CRIs e LCIs, lastreados em imóveis, os chamados “fundos de papéis”. Ambos os índices foram calculados seguindo a metodologia de cálculo de retorno total, o que significa que incluem a valorização da cota e o ganho de dividendos.

“Um diferencial importante desses índices está na seleção dos ativos de acordo com a classificação e liquidez. Isso permite que os investidores consigam reproduzi-los em suas carteiras, num momento em que a demanda por FIIs tem crescido”, destaca a economista-chefe do Banco Inter, Rafaela Vitória.

Lançamento de fundos dedicados

Além dos índices, o Banco Inter também está desenvolvendo dois fundos de fundos imobiliários, que irão replicar os índices e serão uma espécie de ETF’s focados no segmento de FIIs.

Em 2019, as emissões de fundos imobiliários bateram um novo recorde, com a oferta de quase R$ 33 bilhões de novas cotas em novembro. O número de fundos listados na B3 já ultrapassa 200 e o valor de mercado chega a quase R$ 80 bilhões, com mais de 500 mil investidores alocados em FIIs. “O setor deve continuar a crescer expressivamente em 2020, tanto com novas ofertas dos fundos já registrados, quanto por meio de novos fundos. Por isso, queremos oferecer informações e ferramentas para que as pessoas tenham a oportunidade de diversificar suas carteiras acessando o mercado de capitais de forma transparente e sustentável” conclui Vitória.

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